domingo, 31 de julho de 2016

Carta de amor para si




 







Meu Amor,

Nesta sua ausência

Em todos os dias você

Foi minha convivência.

 

Em todas as manhãs

Eu para si escrevi,

Dizendo-lhe o que senti

E que meu coração sente

Consigo, sempre presente.

 

Sua presença virtual

É muito mais real

Que o real.

 

Se eu tivesse presente

Seu corpo,

Nele me envolveria

E por sua aura tão iluminada

A minha alma cegaria

E tombaria

Fulminada.

 

Assim, te conheço

Na tua forma mais transcendente

De que eu sou consciente

E que está

Para além das emoções,

Das paixões.

 

Te conheço na tua essência,

Continuamente,

Na minha vivência,

No meu sentir.

O que me transmite

Tua alma para mim a sorrir.

 

Sinto,

Que somos semelhantes

Na nossa rebeldia,

Na nossa fantasia,

Na nossa magia,

No nosso querer

E no querer ser,

E, sobretudo,

Somos amantes…

 

Você entende,

Meu Amor?

Sei que entende

Porque,

Entre nós existe

A afinidade,

A cumplicidade

Cultural

E emocional

Que fazem nosso querer

De um ao outro

Igual…





 






Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google


sábado, 23 de julho de 2016

FUI




 

Fui
Força e vigor
Donde brotou um grande amor
Que tudo fez gerar
Pela  conceção do verbo amar!
 

Fui
A imensa e esfusiante  alegria
Que adocicou e iluminou a vida,
Intensa e plena de encantamento,
Em cada momento!
 

Fui
A rosa mais perfumada,
Entre todas as flores procurada,
Na longa caminhada
Em cada momento projetada
E sempre concretizada
Pela sensibilidade  traçada!
 

Fui
Um mundo de aventura,
De fantasia e de alegria,
De paz em solitude,
Caminho de plenitude
No sonho concretizado
Pelo amor sublimado!
 

Fui
Como uma grande heroína
Que no cume do Evereste,
Depois da escalada,
De louros  foi  coroada!
 

Fui
Tudo para quem me fez sentir,
Num permanente devir
De plenitude e realização
Uma  mulher  concretizada
E a mais amada!
                   «»

Poema de    -     Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

sexta-feira, 15 de julho de 2016

CONHECES?





                     Conheces?                      
Aqueles dias em que apetece partir e ficar;
Aqueles dias em que temos tudo e não temos nada;
Aqueles dias em que nada falta e tudo falta;
Aqueles dias em que nos sentimos neste mundo real?

Conheces?
Este mundo hipócrita, de falsidade, hedonista;
Este mundo de ambição, de corrupção, frio;
Este mundo de crueldade, sem piedade egoista;
Este mundo amoral, desumano,  gélido, vazio?

Este é o mundo em que, agora, vivemos…

Conheces?
Aquele mundo em que, agora, nos encontramos sós;
Aquele mundo em que despertámos e nos criámos;
Aquele mundo que já  não é nosso, nem dos nossos avós;
Aquele mundo em que crescemos felizes e brincámos?

Conheces?
Aquele mundo solidário e fraterno;
Aquele mundo de   elegância e gentileza
Aquele mundo era, contudo, real...
Aquele mundo de fascínio e de beleza?

Lembras-te deste mundo?
Um mundo cor-de-rosa, de sonho e fantasia
Em que nos vestíamos de requinte esvoaçante
E ao som do piano rodopiávamos na sinestesia
E na magia das luzes, num chá dançante...

Aquele mundo em que nos encontrávamos à tarde,
Nos dias quentes de verão,  sentados numa esplanada,
Conversávamos e, lentamente, nos íamos refrescando
Enquanto degustávamos  uma fresca carapinhada.
Falávamos de filosofia, de literatura,
De cinema, de teatro, de arte, de cultura!

Hoje, não se dança  a valsa no requinte dum salão
Ao som do piano nas noites  quentes de verão
Nem se fala de filosofia e de literatura,
De teatro, de cinema, de cultura…

Este foi o mundo real em que vivemos…
E, agora é, apenas, sonho e fantasia de poeta…

                                   «»

                                             Zélia Chamusca

domingo, 3 de julho de 2016

Marcelo Homem Invulgar


 


 
Marcelo, Homem invulgar,

Surpreendes-me a cada passo.

És único, singular

Com o afeto do teu abraço.

 

Com todos gostas de estar

Próximo, entre multidões,

P’ra poder comunicar

E partilhar emoções.

 

Do país para todos falas

Esclarecendo razões

E nunca a verdade calas

Conciliando as opiniões.

 

A todos nos ensinaste

O valor do entendimento.

Confesso, me fascinaste

Transmitindo ensinamento.

 

És pedagogo e estratega,

Que em qualquer lugar o sejas,

Fazendo da missão entrega,

                                    Sempre onde quer que tu estejas.

 

És verdadeiro cristão

Entre os mais enfraquecidos

Que antes foram exclusão

Sendo p’lo mal atingidos.

 

És mesmo bem diferente

Doutros teus antecessores,

És o nosso Presidente

Digno de muitos louvores!

                   «»
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Vosso afago a envolver-me








Sempre que a saudade vem
À memória no momento,
Lembro o que tive de bem,
Mas, sinto o mal do tormento…

Tormento p’lo que perdi
E não mais voltarei a ter,
Quanto de bom eu vivi!
Agora, basta sofrer…

A sofrer por não vos ver,
Embora em mente  vos sinta
Num afago a me envolver,
Vosso calor eu pressinta.

Sentimento indefinível
Que absorve todo o meu ser,
Não sendo aos olhos visível
Sinto-vos junto a mim ter…
                       «»

                                  Zélia Chamusca

terça-feira, 14 de junho de 2016

A Presidência dos Afetos



 Professor Marcelo, Nosso Presidente,
És entre todos o único pela tua singularidade individual que te caracteriza de forma impar, distribuindo afetos, transmitindo alegria, tranquilidade e esperança aos que de ti se aproximam nas tuas visitas presidenciais.
Como homem culto e verdadeiro cristão, sabes, perfeitamente, que o maior bem na vida é o amor que é motor, princípio impulsionador de tudo. Esta forma de amor está bem presente no abraço fraterno e afetuoso que a todos distribuis.
É através do amor, afeto, que obténs diálogos de consensos e união, transmites energia e força para viver. Unes esquerdas e direitas, centros e  todos os lados, tal como eu o entendo em sonho, sonho de poeta.
Para quê oposição? Para quê?
Oposição é negação, é destruição, é impedimento à criatividade, à evolução.
Só entendo a oposição enquanto luta pelo poder, guerra, e, toda a guerra é destruidora.
Mas, Professor Marcelo, conseguirás transformar esta oposição em união de consensos, em colaboração conjunta para o bem comum, o bem de todos nós portugueses.
Conseguirás transformar os debates destruidores numa colaboração de forças unidas à direita, à esquerda, ao centro e a todos os lugares e cantos da simbólica plateia da casa da Democracia, Assembleia da República
Sabes, Professor Marcelo, até a mim, com a minha rebeldia, conseguiste, já, transformar.
Deixei o protesto (em “UM MUNDO MELHOR”, Chiado Editora) e passei a escrever cartas de amor, não como as de Fernando Pessoa, que “são ridículas” “todas as cartas de amor são ridículas”, não, passei a escrever, repito, cartas de amor, amor que é afeto, é amor puro, são cartas de afeto, como esta que agora escrevo, e não as ridículas que são, talvez, sensuais, ou talvez mesmo ridículas…
Prometeste-nos uma presidência de afetos, e, efetivamente, tens cumprido a promessa. O uso da palavra afeto já se generalizou. Ouço, frequentemente, falar em afetos e espero que, não apenas continue a ser generalizado o uso da palavra afeto, mas, que o próprio afeto se torne extensivo a todos nós, isto é, a própria essência do termo, e, se possível, que o sentimento sublime do afeto venha a atingir a dimensão transcendente da universalidade.
Professor Marcelo, Nosso Presidente, por vezes, lembras-me o Papa Francisco pela simplicidade com que comunicas com o povo onde te tornas, tal como ele, personagem atuante nas suas atividades, normalmente eventos culturais ou festivos. Lembras-me, ainda, o Nosso Papa Francisco que visitaste após a tua tomada de posse, quando rompes com o protocolo, totalmente descontraído, sem receios (como outrora vi noutras personalidades) para te aproximares mais do povo que já conseguiste conquistar, com o teu simples afeto.
E lembras-me, sobretudo, o Papa Francisco pela singularidade inovadora da aproximação humana.
Foste o único que, na tomada de posse como Presidente da República Portuguesa (Poema – “Uma lição de afetos e paz”), uniste velhos e novos, brancos e negros, todas as cores, todas as culturas e credos, numa policromia sinestésica de luz e cor, num espetáculo de alegria, felicidade e esperança que transmitiste a todos os presentes e que espero nunca deixes matar. Não deixes que nos matem  a esperança, a esperança numa sociedade mais humana, justa e fraterna.
Continuas numa azáfama constante, numa dinâmica incansável na distribuição do teu afeto quando abraças, todos os que te rodeiam, com sorriso alegre, bem-disposto, feliz, transmitindo felicidade. Só assim conseguiremos transmitir felicidade aos outros. Se nós não nos sentirmos felizes como poderemos transmitir felicidade aos outros?
Há bem poucos dias, a 10 de Junho, Dia de Camões, Dia da Raça, Dia de Portugal e das Comunidades, distribuíste afeto com o teu abraço fraterno na dimensão universal de toda a comunidade portuguesa espalhada pelo mundo, com a tua presença, em Paris, comemorando este célebre dia, com a comunidade portuguesa nesta mítica cidade luz.
Bastará este ato memorável para que a tua presidência jamais se apague, na História de Portugal, como a Presidência dos Afetos.
Meu abraço afetuoso e fraterno,

Zélia Chamusca
2016-06-14

sexta-feira, 27 de maio de 2016

No Mundo Selvagem




Sempre que me lembro
Do que nunca esqueço;
Tal a indignação
Isto não mereço!

Tanta sem vergonha
Gira à minha volta;
Não há quem se oponha
Tamanha é a revolta!

Tanta insensatez
E falta de ciso,
Minha lucidez
Eu tenho e preciso.

No mundo selvagem
Habitam abutres
Em densa folhagem
De arbustos palustres!

Dobrados espreitam
P’ra atacar a presa,
Mas, já se sujeitam
A arquear sem defesa!
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