POEMAS SÃO PÉTALAS DE FLORES VOGANDO NO RIO DO SENTIMENTO. FELIZES OS QUE AS APANHAM E SENTEM.
quarta-feira, 9 de março de 2016
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Um Conceito de Ética
Por Zélia Chamusca
A
ética fundamenta-se em princípios estruturantes numa relação de alteridade assente
no reconhecimento do outro, no direito à diferença, no conceito de dignidade da
pessoa humana e no bem comum. Por outras palavras, é uma partilha de
alteridade, através da consciência social espontânea na procura coletiva do bem a favor da sociedade.
O
termo alteridade tem origem no termo latino “alter” que significa o outro, sendo o conceito de alteridade a qualidade ou o estado do que é diferente.
Este
conceito, alteridade, parte do
pressuposto de que o homem enquanto ser social interage e interdepende
do outro.
Ora,
numa sociedade em que se perdem os princípios, atrás referidos, estruturantes numa relação de alteridade, perde-se, concomitantemente, a ética.
Uma
sociedade sem ética é uma sociedade acéfala e desorganizada, desconectada de
reflexão sobre o sentido da vida em sociedade.
Na
nossa sociedade, dita democrática, no século XXI, comportamo-nos numa postura
ética de alteridade fundamentada na dignidade da pessoa humana, na
subjetividade e diversidade do outro?
Não.
Nem na nossa sociedade nem em lugar algum do planeta, nas sociedades ditas
desenvolvidas, o homem se comporta numa postura ética face à alteridade. E, é esta a realidade, o contrário é mera fantasia poética.
O
homem, o ser humano é igual em todo o lado, independentemente da sua cultura.
Em todas as sociedades existem os conceitos de bem e de mal, de alteridade, do
direito à diferença do outro e a consciência da necessidade de com ele interagir
e interdepender. O homem, ser humano só o é em termos de relação com o outro e
nunca isolado, contrariamente seria uma abstração.
Ora,
se assim é, porque é que, principalmente, nas sociedades modernas não existem
princípios de reconhecimento do outro, relações de alteridade que visam o bem
comum e o direito à diferença?
Hoje,
dificilmente alguém se coloca no lugar do outro, numa relação baseada no
diálogo e valorização das diferenças existentes.
Os
relacionamentos não se estabelecem em termos de alteridade, no sentido do dever
ser, na procura do bem comum em favor do outro, da coletividade; mas antes, tendem
a libertar-se da obrigação moral de solidariedade, levando cada um a pensar,
apenas, em si próprio.
A
alteridade deu lugar ao individualismo que, tendendo a debruçar-se,
exclusivamente, sobre si próprio, afastando-se de toda a solidariedade social
condenou a ética ao niilismo, ao nada.
Neste
niilismo impera a destruição de todos os princípios que regem as relações
humanas numa sociedade justa e fraterna.
Como
se vive ou sobrevive numa sociedade sem ética?
Vive-se
numa alienação total de desorganização onde paira a destruição pela corrupção a
que chamam crise.
Sim.
É crise mas não de dinheiro porque ele existe, mal distribuído, apenas nos
bolsos de alguns.
É,
sim, uma crise de valores no mundo e na sociedade em que vivemos.
Crise
significa rotura, desequilíbrio que tende ao equilíbrio, é mudança. É sempre
nestas situações de crise que surgem as grandes transformações.
Resta,
pois, a esperança de que com os fundamentos éticos duma sociedade organizada e
democrática, visando um relacionamento numa prática de alteridade em favor dos
mais desfavorecidos, surja uma nova forma de convivência social baseada
nos verdadeiros princípios éticos de respeito pelo outro, pela diferença e pela dignidade da pessoa humana.
«»
Zélia
Chamusca
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Começa o princípio do fim
Como árvore decepada
de membros destruídos,
de membros destruídos,
corroídos, ressequidos,
num todo inexistente
duma união deficiente,
em desintegração já eminente.
Uma organização desorganizada
jaz no chão, amortalhada,
de raízes apodrecidas
e folhas secas,
amarelecidas,
amarelecidas,
levadas pelo vento
num forte tormento
de alguns integrados,
enxertados.
Começa o princípio do fim.
«»
Zélia Chamusca
sábado, 20 de fevereiro de 2016
O maior dom que se pode ter
Fascinas-me, inteligência,
no humano dom essencial,
és fonte de arte e de ciência,
e, até, no reino animal!
És encanto, luz, beleza
que dá luz à minha vida!
Com brilho de singeleza
unes matéria amovida!
És princípio, és energia,
és fascínio do meu ser,
és sonho, és luz, fantasia,
maior dom que se pode ter!
Zélia Chamusca
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Tanta Mediocridade
Mediocridade irritante
que à minha volta ressoa,
é permanente, constante
em tanta, tanta pessoa.
É uma tristeza angustiante
difícil de digerir,
ver tanto ser que é pensante
não pensar e nem agir!
São mentes
adormecidas,
são doentes e
perturbadas,
que agem sempre
convencidas
que são muito iluminadas.
Quando nelas surge a
luz
da verdade
inexistente,
erro fatal as
induz
na incoerência permanente.
Tamanha patologia
de enorme
mediocridade,
manifesta em cada dia,
é uma triste
realidade!
«»
Zélia Chamusca
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google
sábado, 30 de janeiro de 2016
O que é Despesa do Estado?
Andam todos assustados
por darem uma migalha
de pão aos pobres esfomeados…
Que tristeza de gentalha!
Protesto tão atarantado
a temer ter que pagar,
o que ao pobre foi roubado;
Já o défice vai aumentar!
Eu não compreendo esta gente
que só o mais frágil atinge,
gente que nem sequer sente
o grande mal que ao outro
inflige!
Isto é despesa do Estado,
restituir o que roubaram
ao pobre do reformado
ou aos que o ordenado cortaram?
Como é despesa do Estado?
Já nem entendo este mundo,
em que o país é avassalado
por pensamento tão imundo!
São estrategas tão famintos
para o mundo dominar
não pensam que são finitos,
pois que, aqui não irão
ficar!
«»
Zélia Chamusca
É esta a despesa do Estado:
Ver Link abaixo
http://portugalwatcher.blogspot.pt/2011/09/o-que-troika-queria-aprovar-e-nao.html
É esta a despesa do Estado:
Ver Link abaixo
http://portugalwatcher.blogspot.pt/2011/09/o-que-troika-queria-aprovar-e-nao.html
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
A Dor da Alma Ardendo em Brando Lume
São lancetadas de flechas
sem gume
Que trespassam o coração
sangrando
E a dor da alma que ardendo
em brando lume,
O corpo, tronco seco, vai
queimando…
É dor forte, permanente, sem
tréguas,
Que, implacavelmente, leva à
loucura…
Vagueando p'lo deserto sem
fim, léguas…
Na busca dum refúgio de
clausura!
Mas, quando surgir o nascer
da aurora
Brilhará a chama, em meu
corpo, latente,
Coberto com o afago de ti
ausente…
P’la seiva de um beijo doce de
amora,
Que dentro de mim possa
florescer,
Esperarei até tarde ao
anoitecer!
«»
Zélia Chamusca
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google
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