quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Começa o princípio do fim


     
                                                            


Como árvore decepada
de membros destruídos,
corroídos, ressequidos,
num todo inexistente
duma união deficiente,
em desintegração já eminente.

Uma organização desorganizada
jaz no chão, amortalhada,
de raízes apodrecidas
e folhas secas, 
amarelecidas,
levadas pelo vento
num forte tormento
de alguns integrados,
enxertados.

Começa o princípio do fim.
                                   
                                      «»

                    Zélia Chamusca

sábado, 20 de fevereiro de 2016

O maior dom que se pode ter







Fascinas-me, inteligência,
no humano dom essencial,
és fonte de arte e de ciência,
e, até, no reino animal!

És encanto, luz, beleza
que dá luz à minha vida!
Com brilho de singeleza
unes matéria amovida!

És princípio, és energia,
és fascínio do meu ser,
és sonho, és luz, fantasia,
maior dom que se pode ter!
              


                   

       Zélia Chamusca



Poema de - Zélia Chamusca
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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Tanta Mediocridade



Mediocridade irritante
que à minha volta ressoa,
é permanente, constante
em tanta, tanta pessoa.

É uma tristeza angustiante
difícil de digerir,
ver tanto ser que é pensante
não pensar e nem agir!

São mentes adormecidas,
são doentes e perturbadas,
que agem sempre convencidas
que são muito iluminadas.

Quando nelas surge a luz
da verdade inexistente,
erro fatal as induz
na incoerência permanente.

Tamanha patologia
de enorme mediocridade,
manifesta em cada dia,
é uma triste realidade!
                «»                     
                         Zélia Chamusca




Poema de - Zélia Chamusca
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sábado, 30 de janeiro de 2016

O que é Despesa do Estado?






Andam todos assustados
por darem uma migalha
de pão aos pobres esfomeados…
Que tristeza de gentalha!

Protesto tão atarantado
a temer ter que pagar,
o que ao pobre foi roubado;
Já o défice vai aumentar!

Eu não compreendo esta gente
que só o mais frágil atinge,
gente que nem sequer sente
o grande mal que ao outro inflige!

Isto é despesa do Estado,
restituir o que roubaram
ao pobre do reformado
ou aos que o ordenado cortaram?

Como é despesa do Estado?
Já nem entendo este mundo,
em que o país é avassalado
por pensamento tão imundo!

São estrategas tão famintos
para o mundo dominar
não pensam que são finitos,
pois que, aqui não irão ficar!
                     «»

                                 Zélia Chamusca

É esta a despesa do Estado:

Ver Link abaixo

http://portugalwatcher.blogspot.pt/2011/09/o-que-troika-queria-aprovar-e-nao.html



terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A Dor da Alma Ardendo em Brando Lume




São lancetadas de flechas sem gume
Que trespassam o coração sangrando
E a dor da alma que ardendo em brando lume,
O corpo, tronco seco, vai queimando…

É dor forte, permanente, sem tréguas,
Que, implacavelmente, leva à loucura…
Vagueando p'lo deserto sem fim, léguas…
Na busca dum refúgio de clausura!

Mas, quando surgir o nascer da aurora
Brilhará a chama, em meu corpo, latente,
Coberto com o afago de ti ausente…

P’la seiva de um beijo doce de amora,
Que dentro de mim possa florescer,
Esperarei até tarde ao anoitecer!
                          «»

                                  Zélia Chamusca




Poema de - Zélia Chamusca
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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

A Banda das Avezinhas

                 

                                           

Anda a banda tão agitada
na luta pelo poder,
assustada a passarada
porque só um irá vencer.

Houve debate dia a dia,
houve confronto de ideias
transformadas por magia
em obstrutivas  apneias.

De cabeças esvaídas
umas às outras se atingem
porque se sentem vencidas
não cantam… apenas fingem…

A cegueira é tamanha
na dança para o poleiro,
cada uma procura a manha
para vencer o parceiro.

Saltam estas avezinhas
de poleiro em poleiro,
elas nunca estão sozinhas…
Vem atrás o galinheiro.


Música desafinada
na dança que continua,
tal baile de gente fina
que se apresenta na rua.

Assim, pobres avezinhas
que andam todas num virote…
Tão cansadas, coitadinhas,
divertem-nos que é um fartote!

Já tão exaustas adormecem
todas, uma a uma em seu galho,
mas, o mesmo que elas querem
é o do topo do carvalho.

Convocam depressa o povo
para a escolha da melhor,
não vendo nada de novo,
baralhado, teme o pior.

Bem acérrimo o debate
de ideias que ninguém viu,
mas no final do combate,
o líder, então, surgiu!

Tão fascinante que ele é
e discursa com razão.
-Vós já sabeis quem ele é?
- É entre todos - o Rei Leão!

- Não não, não é ave nem é leão,
mas que canta muito bem
o que vai ser o campeão
da corrida até Belém!
                  «»
                                                                 Zélia Chamusca      


Poema de - Zélia Chamusca   
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

A Luz Verdadeira que Iluminou o Natal

Por Zélia Chamusca


                                                   

Natal significa nascimento. Tem origem na palavra  latina “natalis” do verbo ”'nascor” (nasceris, nasci, natus sum) que significa nascer.
É a festa do nascimento de Cristo que, é celebrada pelos católicos,  por cristãos não católicos e por alguns não cristãos, em todo o mundo.
Os não cristãos,  por exemplo os islamitas, não seguem Jesus,  não o consideram Messias; seguem  os ensinamentos de Maomé, profeta posterior a Jesus (que teria vivido entre os anos 570 e 632 d.C.), pois, este teria vindo ao mundo completar a mensagem de Jesus e dos demais profetas. Mantêm, contudo, tal como os de outras religiões não cristãs, uma relação de respeito, apesar de a data não ser considerada sagrada para o seu credo.
Esta celebração foi instituída pela Igreja Católica (única Igreja Cristã, na altura) no sec.III para incentivar a conversão dos povos pagãos.
Não sendo referida, na Bíblia, a data do nascimento de Jesus Cristo foi considerado o dia 25 de dezembro para a celebração.
Existem várias explicações sobre a escolha da data da celebração mas a mais provável teria sido a festividade romana pagã anterior ao cristianismo e que ocorria exatamente no dia 25 de dezembro. Essa festividade era chamada Dies Natalis Solis Invicti,  a celebração do aniversário do deus Sol e marcava a volta dos dias mais longos depois do solstício de inverno. Além disso,  ocorria logo após a Saturnália, outra festividade muito popular na Roma antiga dedicada ao deus Saturno, durante a qual a população participava em festas e banquetes e fazia troca de presentes.
Porém, a celebração da natividade de Cristo não se realiza exactamente neste dia, nos países que a celebram.
Por exemplo:
Em Portugal, Espanha, USA e Rússia –  é celebrada a 24/25 de dezembro;
Na Holanda de 6 a 12 de dezembro;
No México de 16 a 24 de dezembro.
Os eslavos e ortodoxos, cujos calendários eram baseados no calendário juliano, o Natal é celebrado no dia 7 de janeiro e  os cristãos arménios celebram-no a 6 de janeiro.
Depois desta sintética descrição histórica façamos uma breve reflexão sobre o simbolismo  do Natal.
O Natal é sempre celebrado, em todo o mundo, com magia, muita cor e muita luz, com decoração luminosa e  festiva, nas habitações, nos estabelecimentos, nas ruas, nas cidades, nas vilas, nas aldeias e,  fundamentalmente, com muita luz no nosso coração manifesta na alegria, no simbolismo da entrega, no dar e receber entre todos.
A alegria no Natal, que acabámos de celebrar, foi  luz que se desprendeu da alma, se reflectiu no olhar e iluminou o mundo, tendo culminado na passagem de ano com o espetacular  fogo de artifício.
E, quando olhámos bem para o céu até pudemos ver as estrelas a regozijar de alegria!
Se mantivermos esta alegria fazendo com que um raio de luz permaneça sempre aceso dentro de nós e ilumine a nossa vida, esta luz refletir-se-á  em todos os que estiverem à nossa volta.
Nunca  percamos a alegria; se a perdermos procuremo-la dentro de nós.
Vivamos a vida com alegria porque é demasiado bela para não ser iluminada.
Comecemos por nos olharmos a nós próprios  e vermo-nos  iluminados pela luz da alma no respeito, no amor  e na dignidade.
Os nossos valores encontramo-los dentro de nós. Se não formos nós próprios a encontrá-los dentro de nós,  como poderá alguém vê-los?
Depende de ti, de mim, de todos nós, com a luz da nossa alma aniquilarmos a escuridão no mundo para que não mais haja quem viva mergulhado na escravidão, fome, sofrimento, homicídio e guerra.
Se todos nós começarmos por nos vermos iluminados pelos valores morais que encontramos dentro de nós,  transmitiremos essa luz ao mundo fazendo jazer todo o mal e ressurgir um mundo novo, de luz verdadeira, onde vivamos unidos pela alegria de  vivermos em  paz, amor e fraternidade.
Que melhor forma de celebrarmos o nascimento de Jesus Cristo, Aquele que é a Luz do Mundo?

“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da  vida” (João 8.12)

Façamos com que permaneça  sempre acesa, em nossas almas,  a luz verdadeira que iluminou o Natal!
                                                            «»
                                                                               Zélia Chamusca
                                                                      
                                                                              Ano Novo de 2016


Escrito de - Zélia Chamusca

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