sábado, 30 de janeiro de 2016

O que é Despesa do Estado?






Andam todos assustados
por darem uma migalha
de pão aos pobres esfomeados…
Que tristeza de gentalha!

Protesto tão atarantado
a temer ter que pagar,
o que ao pobre foi roubado;
Já o défice vai aumentar!

Eu não compreendo esta gente
que só o mais frágil atinge,
gente que nem sequer sente
o grande mal que ao outro inflige!

Isto é despesa do Estado,
restituir o que roubaram
ao pobre do reformado
ou aos que o ordenado cortaram?

Como é despesa do Estado?
Já nem entendo este mundo,
em que o país é avassalado
por pensamento tão imundo!

São estrategas tão famintos
para o mundo dominar
não pensam que são finitos,
pois que, aqui não irão ficar!
                     «»

                                 Zélia Chamusca

É esta a despesa do Estado:

Ver Link abaixo

http://portugalwatcher.blogspot.pt/2011/09/o-que-troika-queria-aprovar-e-nao.html



terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A Dor da Alma Ardendo em Brando Lume




São lancetadas de flechas sem gume
Que trespassam o coração sangrando
E a dor da alma que ardendo em brando lume,
O corpo, tronco seco, vai queimando…

É dor forte, permanente, sem tréguas,
Que, implacavelmente, leva à loucura…
Vagueando p'lo deserto sem fim, léguas…
Na busca dum refúgio de clausura!

Mas, quando surgir o nascer da aurora
Brilhará a chama, em meu corpo, latente,
Coberto com o afago de ti ausente…

P’la seiva de um beijo doce de amora,
Que dentro de mim possa florescer,
Esperarei até tarde ao anoitecer!
                          «»

                                  Zélia Chamusca




Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google                                      


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

A Banda das Avezinhas

                 

                                           

Anda a banda tão agitada
na luta pelo poder,
assustada a passarada
porque só um irá vencer.

Houve debate dia a dia,
houve confronto de ideias
transformadas por magia
em obstrutivas  apneias.

De cabeças esvaídas
umas às outras se atingem
porque se sentem vencidas
não cantam… apenas fingem…

A cegueira é tamanha
na dança para o poleiro,
cada uma procura a manha
para vencer o parceiro.

Saltam estas avezinhas
de poleiro em poleiro,
elas nunca estão sozinhas…
Vem atrás o galinheiro.


Música desafinada
na dança que continua,
tal baile de gente fina
que se apresenta na rua.

Assim, pobres avezinhas
que andam todas num virote…
Tão cansadas, coitadinhas,
divertem-nos que é um fartote!

Já tão exaustas adormecem
todas, uma a uma em seu galho,
mas, o mesmo que elas querem
é o do topo do carvalho.

Convocam depressa o povo
para a escolha da melhor,
não vendo nada de novo,
baralhado, teme o pior.

Bem acérrimo o debate
de ideias que ninguém viu,
mas no final do combate,
o líder, então, surgiu!

Tão fascinante que ele é
e discursa com razão.
-Vós já sabeis quem ele é?
- É entre todos - o Rei Leão!

- Não não, não é ave nem é leão,
mas que canta muito bem
o que vai ser o campeão
da corrida até Belém!
                  «»
                                                                 Zélia Chamusca      


Poema de - Zélia Chamusca   
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

A Luz Verdadeira que Iluminou o Natal

Por Zélia Chamusca


                                                   

Natal significa nascimento. Tem origem na palavra  latina “natalis” do verbo ”'nascor” (nasceris, nasci, natus sum) que significa nascer.
É a festa do nascimento de Cristo que, é celebrada pelos católicos,  por cristãos não católicos e por alguns não cristãos, em todo o mundo.
Os não cristãos,  por exemplo os islamitas, não seguem Jesus,  não o consideram Messias; seguem  os ensinamentos de Maomé, profeta posterior a Jesus (que teria vivido entre os anos 570 e 632 d.C.), pois, este teria vindo ao mundo completar a mensagem de Jesus e dos demais profetas. Mantêm, contudo, tal como os de outras religiões não cristãs, uma relação de respeito, apesar de a data não ser considerada sagrada para o seu credo.
Esta celebração foi instituída pela Igreja Católica (única Igreja Cristã, na altura) no sec.III para incentivar a conversão dos povos pagãos.
Não sendo referida, na Bíblia, a data do nascimento de Jesus Cristo foi considerado o dia 25 de dezembro para a celebração.
Existem várias explicações sobre a escolha da data da celebração mas a mais provável teria sido a festividade romana pagã anterior ao cristianismo e que ocorria exatamente no dia 25 de dezembro. Essa festividade era chamada Dies Natalis Solis Invicti,  a celebração do aniversário do deus Sol e marcava a volta dos dias mais longos depois do solstício de inverno. Além disso,  ocorria logo após a Saturnália, outra festividade muito popular na Roma antiga dedicada ao deus Saturno, durante a qual a população participava em festas e banquetes e fazia troca de presentes.
Porém, a celebração da natividade de Cristo não se realiza exactamente neste dia, nos países que a celebram.
Por exemplo:
Em Portugal, Espanha, USA e Rússia –  é celebrada a 24/25 de dezembro;
Na Holanda de 6 a 12 de dezembro;
No México de 16 a 24 de dezembro.
Os eslavos e ortodoxos, cujos calendários eram baseados no calendário juliano, o Natal é celebrado no dia 7 de janeiro e  os cristãos arménios celebram-no a 6 de janeiro.
Depois desta sintética descrição histórica façamos uma breve reflexão sobre o simbolismo  do Natal.
O Natal é sempre celebrado, em todo o mundo, com magia, muita cor e muita luz, com decoração luminosa e  festiva, nas habitações, nos estabelecimentos, nas ruas, nas cidades, nas vilas, nas aldeias e,  fundamentalmente, com muita luz no nosso coração manifesta na alegria, no simbolismo da entrega, no dar e receber entre todos.
A alegria no Natal, que acabámos de celebrar, foi  luz que se desprendeu da alma, se reflectiu no olhar e iluminou o mundo, tendo culminado na passagem de ano com o espetacular  fogo de artifício.
E, quando olhámos bem para o céu até pudemos ver as estrelas a regozijar de alegria!
Se mantivermos esta alegria fazendo com que um raio de luz permaneça sempre aceso dentro de nós e ilumine a nossa vida, esta luz refletir-se-á  em todos os que estiverem à nossa volta.
Nunca  percamos a alegria; se a perdermos procuremo-la dentro de nós.
Vivamos a vida com alegria porque é demasiado bela para não ser iluminada.
Comecemos por nos olharmos a nós próprios  e vermo-nos  iluminados pela luz da alma no respeito, no amor  e na dignidade.
Os nossos valores encontramo-los dentro de nós. Se não formos nós próprios a encontrá-los dentro de nós,  como poderá alguém vê-los?
Depende de ti, de mim, de todos nós, com a luz da nossa alma aniquilarmos a escuridão no mundo para que não mais haja quem viva mergulhado na escravidão, fome, sofrimento, homicídio e guerra.
Se todos nós começarmos por nos vermos iluminados pelos valores morais que encontramos dentro de nós,  transmitiremos essa luz ao mundo fazendo jazer todo o mal e ressurgir um mundo novo, de luz verdadeira, onde vivamos unidos pela alegria de  vivermos em  paz, amor e fraternidade.
Que melhor forma de celebrarmos o nascimento de Jesus Cristo, Aquele que é a Luz do Mundo?

“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da  vida” (João 8.12)

Façamos com que permaneça  sempre acesa, em nossas almas,  a luz verdadeira que iluminou o Natal!
                                                            «»
                                                                               Zélia Chamusca
                                                                      
                                                                              Ano Novo de 2016


Escrito de - Zélia Chamusca

Fonte de imagem - Google

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Simbologia do Ano Novo

Mensagem de Ano Novo de 2016
  Por Zélia Chamusca

                                 



O Ano Novo é renovação no sentido lato do termo.
A celebração do Ano Novo remonta às sociedades primitivas sendo bastante anterior aos sumérios.
Nestas sociedades a renovação estava relacionada com as diferentes culturas de cereais e frutos em cada uma das estações do ano, ou seja, o conceito de renovação estava associado às reservas alimentares. Assim, a festividade do Ano Novo era escalonada pelas diferentes estações, dependendo dos cereais cultivados e do amadurecimento dos frutos. A celebração  era feita através de rituais que asseguravam a continuidade da vida em toda a comunidade.
A diversidade da duração do período que, independentemente da cultura dos povos da antiguidade,  era atribuída ao ano, nunca minimizava a importância conferida ao fim de um período de tempo e ao início de novo período.
Em todas as sociedades, a renovação  implica um nascer de novo.
Na cultura cristã, o nascimento de Cristo, é o símbolo da renovação, considerado o Homem Novo, porque reflete fielmente a imagem e semelhança do seu Criador seguindo de perto o exemplo de Deus, sendo o amor o atributo principal que nos veio transmitir:
 “ Eu vos dou um  mandamento novo: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros (Jo 13,34).”
Muito haveria a dizer, porém, permito-me, apenas, referir, sinteticamente, três aspectos relevantes na simbologia do Ano Novo, enquanto renovação:
 Cronológico, cosmogónico e ontológico.
a) Cronológico
A cronologia (do grego “chronos”, tempo e “logos”, estudo) é a ciência cuja finalidade é a determinação das datas e a ordem dos acontecimentos históricos.
A cronologia do tempo é, entre nós,  determinada pelo calendário gregoriano porque foi promulgado pelo Papa Gregório XIII (1502–1585) e é também chamado  calendário Cristão porque tem como data o nascimento de Cristo.
O Ano Novo sucede ao final de um ciclo temporal para, anulando o passado,  dar lugar ao futuro, condição necessária para o nascer de novo, para o recomeço de um novo ciclo cronológico.
É a renovação do tempo.
b) Cosmogónico
A cosmogonia  (do grego “cosmos”, que significa universo, e “gonia”, que quer dizer geração, nascimento), é  a parte da metafisica que estuda a origem  e criação do universo.
Trata-se de uma especulação filosófica sobre a origem e formação do universo que se encontra em muitos mitos religiosos e na filosofia dos pré-socráticos, principalmente em Tales de Mileto, o primeiro a defender que a  água era a base primeira de tudo quanto existe.
A  celebração da passagem do Ano Novo é, como atrás referi, um ritual antiquíssimo, celebrado em datas variáveis, que já existia antes da época suméria e, independentemente das diferentes culturas dos povos, mantem, ainda hoje, a mesma simbologia mítica da renovação como sendo  uma retomada do tempo no seu começo e,  por outro lado, uma repetição cosmogónica, isto é, a passagem do Caos à Cosmogonia, ou seja, a passagem do espaço vazio primordial às origens.
O Ano Novo é, assim, um recomeço, é renascer. É renovação.
c) Ontológico
A ontologia (do grego “ontos “ ente e “logoi”, ciência do ser) é a parte da metafísica que trata da natureza, realidade e existência dos entes, do ser enquanto ser, ou seja, do ser concebido como tendo uma natureza comum, inerente a todos e a cada um dos seres .
Nesta natureza comum, no reino vegetal as plantas, compostas de matéria inerte, são dotadas de vitalidade. Elas não pensam, não têm mais do que a vida orgânica. Podem ser afetadas por ações sobre a matéria, mas não têm percepções; por conseguinte, não têm a sensação de prazer ou dor. Como não pensam, não podem ter vontade, e não têm consciência de si mesmas; nada mais possuem que um instinto natural e cego, o próprio instinto de conservação que é puramente mecânico.
Contudo, elas renovam-se dando-nos prova de eterna renovação cujo processo  começa pelo seu declínio, geralmente, na aproximação do final do ano para  o seu renascer após o início do Ano Novo.
O processo de renovação da natureza, constatamo-lo, pois, nas plantas, nos arbustos, nas árvores com o renovar da folhagem e o desabrochar das flores, a formação dos frutos, etc. Sentimos a renovação no reflorescimento de toda a flora terrestre através da beleza que encanta o nosso olhar e o aroma que docemente nos inebria fazendo-nos pensar, embora momentaneamente, que vivemos num verdadeiro paraíso.
Este paraíso terrestre com que o renovar da natureza assola os nossos sentidos é demasiado efémero nos nossos sentimentos pois não nos dá tempo para reflexão sobre este fenómeno tão natural,  a renovação.
E nós, humanos, que  nos sobrepomos aos restantes entes criados, dominamos todas as outras classes por uma inteligência especial, ilimitada, que nos dá a consciência do nosso futuro, a percepção das coisas extramateriais e o conhecimento de algo que nos transcende, pergunto:   
Qual o nosso contributo na renovação da sociedade em que estamos inseridos?
A natureza renova-se, permanentemente, num ciclo eterno, mas, nós não reparamos, não sentimos, não pensamos, a não ser por efémeros momentos, especialmente na primavera contemplando a natureza e, talvez, na Páscoa da Ressurreição,  no nosso contributo na renovação do mundo.
O verdadeiro significado do Ano Novo é a renovação. A renovação que parte do nosso interior, “stricto sensu,” e o nosso papel no mundo, “lato sensu”.
Qual o nosso contributo, repito, para esta passagem, para o recomeço de um Novo Ano para que seja um ano de paz, amor e fraternidade?
Nós, seres humanos, com natureza comum a todos os seres criados, não pensamos, que  não só, tal como toda a natureza, todos os seres criados por Deus , “Deus sive Natura”, segundo terminologia de Espinosa, não só, repito, que tal como ela nos devemos renovar, e, temos o dever moral de nos renovarmos pois, somos dotados das principais características que nos diferenciam  de todos os outros seres: a consciência, o pensamento, o livre arbítrio, a responsabilidade moral; atributos que nos colocam no cume da pirâmide hierárquica da natureza, da criação.
É nossa a responsabilidade pelo mundo, por este mundo cruel onde prolifera a corrupção, a ganância, a fome, a guerra, a destruição, etc.
E nós, quando renovaremos o nosso coração?
Tentemos, neste Novo Ano de 2016, fazer deste caos terreal em que nos movimentamos, um jardim eterno e paradisíaco, mesmo que isto seja sonho de poeta, depende de nós torná-lo realidade, empenhando-nos na construção   duma sociedade de amor e de paz, aromatizada com o bálsamo da fraternidade onde reine a verdadeira essência do Natal seguindo a Mensagem que Jesus nos veio de novo lembrar:
“Eu vos dou um  mandamento novo: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros (Jo 13,34)” 

                                                                    Zélia Chamusca
                                                                       Ano Novo/2016



sábado, 19 de dezembro de 2015

Mensagem de Natal de 2015



MENSAGEM DE NATAL DE 2015

 Amar é sabermos dar
 O amor puro e fraternal
 Que Jesus vem ensinar
 De novo neste Natal.

Sigamos a Sua Mensagem
De amor e fraternidade
Fazendo desta passagem
Hino de Felicidade!
               «»
                
                            Zélia Chamusca



domingo, 6 de dezembro de 2015

Vive a vida com alegria





Não chores o que viveste.
Se foi mal, esquece;
Se foi bom, recorda…
Viveste!...

Sê feliz, agora, que vives
E com o que vives.
É tua a oportunidade
De encontrares a felicidade
Dentro de ti.
Porque, ela está aí.

Encontra-a e vive com a alegria
De a vida viver.
Ri, ri sempre, pois, o riso contagia!
Verás que à tua volta
Tudo se transforma em alegria
Como por magia!
               «»

                   Zélia Chamusca


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