quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Chegada a Mudança



  

Já surgiu a esperança
A luzir no olhar
Sorriso discreto
No rosto a brilhar

Voltou a bonança
Veio p'ra ficar
Um perfil correto
Não tarda a chegar

Chegada a mudança
Podemos confiar
Que o caminho certo
Iremos trilhar

Tenhamos confiança
Que o sol vai brilhar
E um amor dileto
Iremos firmar.
         «»


                

Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Abaixo, abaixo!








Abaixo, abaixo!
Abaixo, que basta!
de encher bem o tacho
já cheio à farta!

Abaixo, abaixo!
Não à exploração!
Só o pobre, mais pobre
paga a corrupção!

Abaixo, abaixo!
Sofre o indefeso
e o rico a gozar
bem cheio, obeso!

Abaixo, abaixo!
Estão a tremer,
cobardes com medo
do tacho perder!

Abaixo, abaixo! Já!
Porque o Povo unido
sempre vencerá!
            «»
               
             Zélia Chamusca
                2015-11-10





quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Saudade do sonho que sonhava...




Tenho saudade de tudo…
Saudade do que quis,
De tudo o que fiz,
De como me vi a mim
E vos olhei a vós,
De como te amei a ti…

Tenho saudade de tudo…
Saudade da vida que vivi,
De tudo o que senti
E que com os olhos da alma vi,
De como te amei a ti…

Tenho saudade de tudo…
Do ar que respirei,
Dos sonhos que sonhei
E concretizei,
De como te amei a ti…

Tenho saudade de tudo…
Saudade do querer,
Do querer ser,
Do que cresci
E do que construí,
De como te amei a ti…

Tenho saudade de tudo…
Saudade da beleza,
Da gentileza,
Da cultura,
Da postura
De tantos senhores
Que conheci,
De como te amei a ti…

Tenho saudade de tudo…
Saudade do cheiro
Que emanava das flores
E que perfumava o ar que eu respirava…

Saudade do sonho que sonhava…
                       «»



Poema de - Zélia Chamusca
Da obra  - Um outro olhar
 (a publicar)
                              

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Para os vacilantes



Perderam a máscara
os comediantes.
Ainda estás à rasca
entre os vacilantes?

Não tenhas mais dúvida,
há outro caminho.
Segue nova vida,
não estás sozinho.

Abre a tua pestana,
depois não te queixes,
se qualquer sacana
te lixar. Não deixes!

Olha a tua postura
face à situação…
Causar a rotura
está na tua mão!

Vamos de mão dada
para a luta unidos,
fora co ’a cambada!
Vão todos corridos!

Preciso é romper
esta situação!
Abaixo o poder
p’ra bem da nação!
            «»

                  Zélia Chamusca

sábado, 12 de setembro de 2015

Tanto aparato para tão pouco...


         


Luzes a brilhar,
vestes a rigor
seduzem o olhar
de pleno esplendor!

Há gente que espera
plena de esperança
mensagem sincera
de muita confiança.

Tantos a escutar
o que nada diz,
neste confrontar
de quem contradiz.

É um faz que faz,
é um diz que diz,
mas, nada se faz
do que diz que diz.

Disputa cerrada
que se está a ver,
de nada p’ra nada
só pelo poder!

Foi grande o confronto
e a desilusão
mas um marcou ponto
e só o outro é que não.

Da desilusão
do povo que espera
surge a reflexão
de sonho e quimera.

Sai da escuridão
das luzes sem brilho!
Fora a exploração!
Segue reto trilho!

Não cruzes os braços!
Iremos vencer!
Fora c'os palhaços!
Só  querem  poder!
                «»

                Zélia Chamusca   


Fonte de imagem - Google              

                               

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Metáfora




Metáfora,
És sentido
De aparente sem sentido,
Contido
Na profundidade
Da poética
Criatividade!

És ornamento,
Embelezamento,
És o encanto
Do meu canto,
Num mundo imaginário
De ideias,
Em que me transportas
À linguagem mais sublime
Em que a poesia se define.

És veículo do sentimento,
Das paixões,
Das emoções.

És a imagem mais bela
Que surge na imaginação
Em que se conceitualiza
O pensamento
E se concretiza
Na comunicação
Definindo-se na expressão,
Em profundidade,
Sem limite à criatividade
Em que se exprime
A arte mais sublime,
A linguagem mais rica
Que fica
Para a Eternidade!...

             «»

                Zélia Chamusca


Da obra - Um Outro Olhar
A publicar

Publicado na revista - A Chama
Ano II Nº. 10

domingo, 12 de julho de 2015

Na Terra o amor sumiu; contudo Ele existe























É tão grande a dor que me faz sofrer
Por na Terra tanta desgraça haver…
Crónica é a doença, de tão forte dor,
Neste mundo onde já se expungiu o amor!…

Perquiri o amor nos campos floridos,
Perfumados, alegres, coloridos,
E, encontrei-O no aroma exalado
Pelas rosas brancas sendo espalhado!...

Na Terra o amor sumiu; contudo Ele existe.
É vê-Lo sempre presente em todo o lado,
E, logo, ao anoitecer no céu estrelado…

Ele se manifesta na obra de Deus
Que p’la Sua omnipresença a tudo assiste.
Em tudo O encontro, porque eterno, existe!
                                  «»

                                       Zélia Chamusca

Fonte de imagem - Google