sábado, 12 de setembro de 2015

Tanto aparato para tão pouco...


         


Luzes a brilhar,
vestes a rigor
seduzem o olhar
de pleno esplendor!

Há gente que espera
plena de esperança
mensagem sincera
de muita confiança.

Tantos a escutar
o que nada diz,
neste confrontar
de quem contradiz.

É um faz que faz,
é um diz que diz,
mas, nada se faz
do que diz que diz.

Disputa cerrada
que se está a ver,
de nada p’ra nada
só pelo poder!

Foi grande o confronto
e a desilusão
mas um marcou ponto
e só o outro é que não.

Da desilusão
do povo que espera
surge a reflexão
de sonho e quimera.

Sai da escuridão
das luzes sem brilho!
Fora a exploração!
Segue reto trilho!

Não cruzes os braços!
Iremos vencer!
Fora c'os palhaços!
Só  querem  poder!
                «»

                Zélia Chamusca   


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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Metáfora




Metáfora,
És sentido
De aparente sem sentido,
Contido
Na profundidade
Da poética
Criatividade!

És ornamento,
Embelezamento,
És o encanto
Do meu canto,
Num mundo imaginário
De ideias,
Em que me transportas
À linguagem mais sublime
Em que a poesia se define.

És veículo do sentimento,
Das paixões,
Das emoções.

És a imagem mais bela
Que surge na imaginação
Em que se conceitualiza
O pensamento
E se concretiza
Na comunicação
Definindo-se na expressão,
Em profundidade,
Sem limite à criatividade
Em que se exprime
A arte mais sublime,
A linguagem mais rica
Que fica
Para a Eternidade!...

             «»

                Zélia Chamusca


Da obra - Um Outro Olhar
A publicar

Publicado na revista - A Chama
Ano II Nº. 10

domingo, 12 de julho de 2015

Na Terra o amor sumiu; contudo Ele existe























É tão grande a dor que me faz sofrer
Por na Terra tanta desgraça haver…
Crónica é a doença, de tão forte dor,
Neste mundo onde já se expungiu o amor!…

Perquiri o amor nos campos floridos,
Perfumados, alegres, coloridos,
E, encontrei-O no aroma exalado
Pelas rosas brancas sendo espalhado!...

Na Terra o amor sumiu; contudo Ele existe.
É vê-Lo sempre presente em todo o lado,
E, logo, ao anoitecer no céu estrelado…

Ele se manifesta na obra de Deus
Que p’la Sua omnipresença a tudo assiste.
Em tudo O encontro, porque eterno, existe!
                                  «»

                                       Zélia Chamusca

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sábado, 4 de julho de 2015

NÃO !





Povo Heleno,
Sois o berço da Democracia e o fulcro da cultura e da civilização ocidental que difundistes no mundo, em vossas mãos, pela dimensão dos mares a vossos pés!
Vencestes sempre pela vossa cultura e inteligência!
Não vos deixeis dominar pelos maléficos aterradores, esclavagistas do século XXI.
A Democracia está moribunda. Lutem e, com a sabedoria de Hipócrates, a quem, também, o mundo deve, curem estas mentes patológicas que querem destruir a humanidade, através do desrespeito pelo ser humano!
Digam NÃO!
Façam renascer a Democracia!
Sereis mais um exemplo para o mundo!
Viva o Povo Heleno!
Viva a Grécia!

                                                           Zélia Chamusca

sexta-feira, 3 de julho de 2015

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Quem me dera voar para ao céu subir!

 



Voar como um pássaro livre eu queria
p’ra subir ao céu infinito sem fim
e senti-lo  num clima de estesia,
ao som dos anjos num toque de clarim!

Quem dera ser pássaro e não sentir
a dor forte que corrói dentro de mim
e, apenas, doce chilrear poder ouvir
entre pétalas de flores carmesim!

Quem dera encontrar a felicidade
e no encanto do amor poder viver;
o que não encontro nesta sociedade…

Quem dera poder voar e não sentir
os erros humanos que me fazem sofrer…
Quem me dera voar para ao céu subir!
                        «»

                                           Zélia Chamusca


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quarta-feira, 17 de junho de 2015

A Selva do Mundo






   

 

No mundo existe uma selva

De viventes tão traidores

Que disputam entre si a erva

Ferozes devoradores!

 

A erva da manjedoura

Rapinam com frenesi

Erva fresca da lavoura

Que o pobre semeou p’ra si.

 

No mundo é o animal bravio,

Que é o mais feroz que, aqui, existe,

Que para saciar o cio

No ataque ao fraco persiste!

 

A boa “praxis” desconhece

Este predador voraz

Que só a rapina conhece

Na forma que mais lhe apraz.

 

Consegue ter mesa farta

A rapinar o mais fraco

De barriga  bem cheia, lauta

E p’ros  outros é tão parco…

 

Entre rivais se disputa

E a arte da rapina é a luta,

Não descansa na labuta,

Seu espaço é a arena poluta!

 

Dele tão negra aura emana,

Com que age ardilosamente,

Tornando-o entre a raça humana

O mais feroz ser vivente!

                 «»


 
 Zélia Chamusca                
                              







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