quarta-feira, 17 de junho de 2015

A Selva do Mundo






   

 

No mundo existe uma selva

De viventes tão traidores

Que disputam entre si a erva

Ferozes devoradores!

 

A erva da manjedoura

Rapinam com frenesi

Erva fresca da lavoura

Que o pobre semeou p’ra si.

 

No mundo é o animal bravio,

Que é o mais feroz que, aqui, existe,

Que para saciar o cio

No ataque ao fraco persiste!

 

A boa “praxis” desconhece

Este predador voraz

Que só a rapina conhece

Na forma que mais lhe apraz.

 

Consegue ter mesa farta

A rapinar o mais fraco

De barriga  bem cheia, lauta

E p’ros  outros é tão parco…

 

Entre rivais se disputa

E a arte da rapina é a luta,

Não descansa na labuta,

Seu espaço é a arena poluta!

 

Dele tão negra aura emana,

Com que age ardilosamente,

Tornando-o entre a raça humana

O mais feroz ser vivente!

                 «»


 
 Zélia Chamusca                
                              







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sábado, 13 de junho de 2015

O Vazio da Palavra Amar






Triste dia de inverno
Em pleno verão,
Triste como o inferno
Tudo é negridão.

Tão negro, tão opaco,
Sem força e sem ânimo
E o espírito fraco
Com grande desânimo

P’las mentes malévolas
Cheias de indignidade,
De negras auréolas
Nesta sociedade!

É preciso força
Para derrubar
Tudo o que distorça
A palavra amar!

Esta é uma palavra
Que só tem sentido
Quando o peito a lavra;
Tudo é permitido!

             «»



Poema de - Zélia Chamusca
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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Depressa levanto o véu da tristeza



Sempre que me lembro
Do que nunca esqueço
Porque me relembro,
Até desfaleço

Quando ao despertar
De meus olhos brotam
Salpicos do mar
Que as lágrimas soltam.

Depressa levanto
O véu da tristeza
E todo o meu pranto
Se torna beleza!…

          «»

               Zélia Chamusca



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quarta-feira, 20 de maio de 2015

São Rosas

       


















São pétalas de rosas desfolhadas
Que no sopro do vento são levadas.
São de rosas vermelhas perfumadas
Que na imensidão dos céus são espalhadas.

São o símbolo do amor que em mim ficou
E que a vida para sempre marcou.
São a luz celeste que a alma iluminou.
São a esperança que do meu ser brotou.

São o perfume que me inebria e conforta.
São na vida o que de mim tudo brota,
São a presença do amor à minha volta,
São a força que a alma sustem e suporta.

São estrelas cintilantes a brilhar,
São luz perene para  iluminar
O caminho que tenho que traçar
Na subida ao céu p’ra nelas tocar.
                          «»      

                                 Zélia Chamusca


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domingo, 10 de maio de 2015

Depois da Euforia



Depois da euforia
de exuberante alegria,
o encontro da realidade,
saudade…

A sensibilidade
à flor da pele,
a autenticidade,
o encontro consigo mesmo
no desencontro em que se encontram
o pensamento e a alma,
numa acalmia
em que a ironia
apaga a fantasia
da comédia teatral
que confunde o real,
e, a realidade
acorda adormecida
na angustiante saudade…

             «»
                   Zélia Chamusca



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terça-feira, 28 de abril de 2015

Pobre do Pobre mais Pobre



                                  



Pobre do pobre mais pobre
que todo o mal ele passa
pobre do pobre mais pobre
tão grande é a sua desgraça.

Pobre do pobre mais pobre
com fome tristeza e dor
pobre do pobre mais pobre
ninguém ouve o seu clamor!

Pobre do pobre mais pobre
que não se pode bastar
pobre do pobre mais pobre
que não tem onde ficar.

Pobre do pobre mais pobre
vive na rua escorraçado
pobre do pobre mais pobre
sem um lar e aprisionado.

Pobre do pobre mais pobre
na praça pública excluído
pobre do pobre mais pobre
numa vida sem sentido.

Pobre do pobre mais pobre
que do maior monstro depende
pobre do pobre mais pobre
que  a sua  força não o defende.

Pobre do pobre mais pobre
no mundo sem ter lugar
pobre do pobre mais pobre
que nem Deus irá salvar!
                 «»
                          Zélia Chamusca
                              


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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Eu aprendi











Já me perdi
e me encontrei;
Já caí
e me levantei;
Já me arrependi
e aprendi;
Já doei meu coração
e perdi minha razão;
Já me enganei
porque me encantei;
Já a dor sofri
e a alegria vivi.

E, em tudo o que senti, vi e vivi
eu aprendi.

                   «»

                       Zélia Chamusca



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