No mundo existe uma selva
De viventes tão traidores
Que disputam entre si a erva
Ferozes devoradores!
A erva da manjedoura
Rapinam com frenesi
Erva fresca da lavoura
Que o pobre semeou p’ra si.
No mundo é o animal bravio,
Que é o mais feroz que, aqui, existe,
Que para saciar o cio
No ataque ao fraco persiste!
A boa “praxis” desconhece
Este predador voraz
Que só a rapina conhece
Na forma que mais lhe apraz.
Consegue ter mesa farta
A rapinar o mais fraco
De barriga bem cheia,
lauta
E p’ros outros é tão
parco…
Entre rivais se disputa
E a arte da rapina é a luta,
Não descansa na labuta,
Seu espaço é a arena poluta!
Dele tão negra aura emana,
Com que age ardilosamente,
Tornando-o entre a raça humana
O mais feroz ser vivente!
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Zélia Chamusca Fonte de imagem - Google






