terça-feira, 17 de março de 2015

Fase de sublimação

  
                          






Esta fase de sublimação na vida
de alegria vivida e também sofrida,
em que cada dia é tão longo quanto breve
e em espírito se faz  tranquilo e leve,
é, inevitavelmente, tão passageira
numa vida preenchida, plena, inteira,
de essência e beleza, de sublimação.
É a subida ascensional da alma, é perfeição.

É da consciência espiritual exigência
no percurso para uma outra vivência.
É da alma humana a preparação
para a verdadeira sublimação.
É despir a alma de prévio conceito
num caminho ascensional e perfeito.
É nesta vida a alma em perfeita ascensão
na caminhada p’ra uma outra dimensão.

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Poema de - Zélia Chamusca
Da obra - Um outro olhar
                (a publicar)

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segunda-feira, 9 de março de 2015

O Cheiro da Primavera


















Neste dia, de verdadeira Primavera,

Cheira
A rosa, cravo, jasmim,
A teu amor
Que desejo só para mim.

Cheira
Ao canto dos passarinhos
Que, alegremente,
Fazem seus ninhos
No beiral do meu telhado.

Cheira
Ao encanto do meu namorado!...

Cheira
A sonho, a quimera,
E, estar contigo
Ah! Quem dera!...

Neste dia, de verdadeira Primavera,
O cheiro mais perfumado
É o aroma de meu Amado!...
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Da obra - PARTE DE MIM.
Autora - Zélia Chamusca
Edições Vieira da Silva

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Alea Jacta Est




Os dados estão lançados
e o domínio a enfraquecer.
Estão todos assustados
porque nós vamos vencer!

Irão esquecer-se do Império.
Já não há Caio nem César,
há um povo valente e sério
sempre pronto p'ra lutar!

Já não há Casca, nem Brutos,
nem necessário  eles são,
porque há muitos contributos
e a força da razão!

Homens livres restarão
para impor a igualdade
e salvar toda a nação
da imposta austeridade!

E em paz e fraternidade
nós viveremos então
em liberdade e igualdade
na nossa nobre  Nação!

                 «» 
                         Zélia Chamusca



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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

As Hostes Estão Agitadas


                                  
                                       


As hostes estão agitadas
com as mentes assustadas
porque, afinal, ainda há gente
que é bastante inteligente.

E as mentes bem assustadas
a tremer atarantadas
não satisfeita a ambição
vencidas elas serão!

Estão as mentes podres, doentes,
e, podem estar bem cientes:
Vencidas elas serão
por esta Grande Nação!

O grande exemplo nos dão
da inteligente nação,
os valentes sem temor
que renascerão em alvor!

O caminho seguiremos
e não nos afastaremos
do exemplo que nos foi dado
por um povo encorajado.

Salvé, Ditosa Nação
que de sabedoria são
pois p´la cultura venceram
as armas que pereceram!
                     «»
                            Zélia Chamusca



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sábado, 31 de janeiro de 2015

Estão todos a tremer





Estão todos a tremer
com o abanão que levaram
e não irão esquecer
o mal que eles nos causaram.

Estão todos a tremer
e não falam no que devem
o que irá acontecer
eles todos bem merecem.

Só mentira, só mentira,
ouvimos no noticiário
e, apenas, revelam a ira
no seu conto do vigário.

Pensam que o povo não vê,
tapam o sol c’ a peneira;
tanta burrice se vê
nos que agem desta maneira!

Temem com um tal cagaço
todos os comentaristas
c’os políticos no enlaço.
São todos malabaristas!

É tanta a falta de nível
com que todos se apresentam;
que é uma postura incrível
no que nos ecrãs comentam.

Todos num disse que disse,
estão todos a tremer
dizendo só aldrabice
temem o tacho perder!
          «»

                   Zélia Chamusca

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O Vício de Escrever





Eu queria não escrever,
queria não falar,
queria não ouvir,
queria não entender,
queria não sentir,
queria não amar!

Mas, o paradoxo da contradição
faz com que eu não diga: Não!

Sinto este vício de escrever
pelo prazer de escrever.
É assim o vício…

Talvez seja patológico
este vício de escrever
que não consigo entender.
Mas, é, também, terapia
que alivia…

É explosão de palavras
em que se esgota a energia
para um novo recomeçar,
como a aurora em cada dia,
e, nunca parar!

É um comportamento compulsivo,
é hábito apreendido, desmesurado,
de tal forma descontrolado
que parar não consigo!

Estranho e complexo
este vício de escrever
que não consigo entender!
                «»

                            Zélia Chamusca


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sábado, 17 de janeiro de 2015

A Liberdade Perdida


                                                    
                                                     Por Zélia Chamusca

O conceito de liberdade foi, ao longo dos séculos, desde os Gregos até aos nossos dias, usado de maneiras muito diversas e em contextos diferentes.
Existem tantos conceitos de liberdade quantos os contextos em que o conceito  de liberdade se insere.
Não irei falar disso porque seria um nunca mais acabar.
Direi, contudo, que tudo o que pertence à ordem da liberdade pertence à ordem da razão. Liberdade implica responsabilidade.
Nós só somos livres enquanto seres racionais, dispostos a agir como seres racionais, isto é, agindo em consciência.
Hoje, porém, vivemos num mundo em que a liberdade se perde, sem que sequer se pare para pensar antes de agir.
Deixamo-nos conduzir como gado para o “gate” da destruição do próprio ser em que o pensamento se esvai nas teias complexas de conceitos de falsa liberdade:
Ser livre é fazer o que se quer;
Ser livre é escolher, é optar a favor dos interesses próprios;
Ser livre é andar na moda usando o mesmo tipo de vestuário;
Ser livre é fazer as mesmas leituras, ouvir as mesmas músicas ou ir para o cinema comer pipocas;
Ser livre é exibir o melhor equipamento tecnológico, Tablet, Smartphone, Smartwatch ou outro;
Ser livre é pensar da mesma forma, segundo parâmetros sociais impostos quer através da permanente publicidade dos mídia, quer através de ídolos que a sociedade cria e que muitas vezes, intencionalmente, servem para alienação das massas, contribuindo para a ausência da razão numa encefalopatia humanitária provocada pela falta de oxigenação da mente adormecida nas brumas negras e complexas da falsa liberdade que conduz à destruição;
Ser livre é deixar-se viver igual aos outros fazendo o que se quer mesmo que isso ponha em causa a dignidade do outro;
Ser livre é agir ignorando os valores morais e, fundamentalmente, os valores universais;
Ser livre é, impunemente, roubar, explorar, destruir, numa luta feroz indigna dum ser humano, numa sociedade em que cada um age a seu favor desrespeitando e injuriando o outro;
Ser livre, hoje, é lutar pela supremacia do poder quer material, quer cultural numa sociedade corrupta e desorientada.
Vivemos na liberdade perdida numa crise de valores e de pensamento.
Vivemos numa sociedade em rotura de mentalidades e de relações comportamentais indignas do ser humano na sua interação com o outro e com o mundo.
Torna-se necessária uma rotura total dos falsos valores da liberdade para que se reencontrem os verdadeiros valores perdidos numa sociedade alienada e cega, deambulando nas sombras da inconsciência levada pelo egoísmo e pela corrupção.
Vivemos em crise económica (alguns)  porque vivemos em crise de valores.
A crise implica mudança de mentalidade e de comportamento em sociedade.
A liberdade é a base da essência, isto é, nós somos livres em sermos o que quisermos ser, em nos definirmos.
Por outras palavras, nós escolhemo-nos a nós próprios e ao escolhermo-nos escolhemos o que nós próprios vamos causar.
Parafraseando o filósofo Jean-Paul Sartre, “o homem tem o peso do mundo às costas”. Com efeito, o homem é responsável pelo mundo, isto é, pelo que causa no mundo.
Liberdade implica responsabilidade agindo em consciência e respeitando o outro.
Quando escolhemos, escolhemos em consciência. Liberdade é agir em consciência distinguindo o Bem do Mal, valores universais, e caminharmos no sentido do Bem não nos deixando conduzir por “praxis” sociais de alienação das massas, repito, sem sequer pensarmos no que fazemos, no que causamos ao outro, a nós próprios e à sociedade.
Ouvimos, frequentemente, falar em liberdade de expressão e entendemos que esta liberdade é dizer tudo o que nos vem à cabeça, inclusivamente, injuriar e ofender o outro. Não, não é. A liberdade tem como limite o respeito mútuo.
A liberdade de expressão é o direito de livremente manifestarmos opiniões, ideias, pensamentos sem pôr em causa o direito à dignidade do outro, contrariamente poder-se-à incorrer na prática de crime sob a forma de  abuso de poder.
Ser livre é respeitar o outro tal como ele é, na sua cultura na sua forma de pensar e agir. Ser livre é agir em consciência respeitando-nos uns aos outros.
Ser livre é definirmo-nos sendo o que quisermos ser, agindo em consciência sendo úteis à sociedade em que estamos inseridos, não obstante seguirmos por caminhos diferentes, cada um de nós pela estrada da própria vida, mas, com o fim único – A construção de um mundo de paz, amor e fraternidade.
  
                                                                             Zélia Chamusca

Género - Ensaio