Por Zélia Chamusca
Natal é a comemoração do nascimento de Jesus, não se sabendo
ao certo quando nasceu, pressupõe-se que terá nascido há 2016 ou 2018 anos, embora
segundo o calendário gregoriano, o calendário cristão que seguimos, tenha
nascido há 2014 anos e começado a ser celebrado pela igreja Católica, no terceiro
século d. C.
O verdadeiro sentido do Natal é o amor:
"Porque Deus amou
o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que
nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao
mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele
" (João 3:16-17).
E, assim, Jesus deixou-nos a Sua Mensagem de Amor:
“Eu vos dou um novo
mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis
amar-vos uns aos outros” (João 13,34).
Seria bom que refletíssemos sobre isto para encontrarmos o
verdadeiro sentido do Natal seguindo Jesus.
Tudo o que há de verdadeiramente bom encontramo-lo através
do Seu amor, seguindo o Seu caminho.
"Eu sou o
caminho, a verdade e a vida" (João 14:6).
Como poderemos celebrar o Natal se não seguirmos Jesus
Cristo?
Será que O seguimos, quando:
A cidade está iluminada pelas luzes festivas do Natal e na
rua dormem pobres ao frio, à chuva e à fome?
Quando alguns enchem as lojas comprando presentes de marcas
de grifes caríssimas: Louis Vuitton, Prada, Lanvin, Chanel, Jimmy Choo, Cartier, Gucci, Hermès Paris, Rolex, Christian
Dior; enquanto outros ficam sem subsídio de Natal não sendo pago aos
funcionários públicos e roubando-o aos reformados, para pagarem (dizem) a crise
que os maus governantes e a corrupção originaram?
Quantos ficam, neste Natal, sem condições para poderem fazer
a sua ceia de Natal; quando há ricos que estão cada vez mais ricos e pobres cada
vez mais pobres?
Quando destroem a classe média que em breve estará mais
pobre que os pobres?
Quando fecham hospitais, encerram empresas, fecham tribunais,
destroem estruturas sociais mandam emigrar os jovens desempregados, aumentam o
desemprego cortam os ordenados e roubam as reformas aos reformados?
Repito, quantos ficaram neste Natal sem dinheiro para poderem
fazer a sua ceia de Natal?
Celebrar o Natal é comer, beber, comprar os presentes de
marcas de grifes caríssimas e encher-se à custa dos que são explorados?
Celebrar o Natal são festas luxuosas, banquetes, é ter a
mesa cheia, com caviar, lagosta e lagostim até fartar, e, Moët & Chandon, Perrier Jouët ou Veuve
Clicquot Ponsardin; enquanto há, em Portugal, mais de dois milhões de pobres em
extrema pobreza?
Para que celebremos o Natal é necessário que haja Natal. O
que atrás descrevo não é haver Natal.
Como celebrar o Natal se não há Natal?
Só quando houver Natal poderemos celebrá-lo.
Natal é nascimento, nascimento de Jesus Cristo que,
ciclicamente, se repete como num ciclo de eterno retorno,de renovação.
Natal é renovação dos nossos corações abrindo-os ao amor e
fraternidade seguindo Jesus Cristo, na Sua Mensagem de Natal:
“Eu vos dou um novo
mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis
amar-vos uns aos outros” (João 13,34).
Só quando nos amarmos uns aos outros como Jesus nos ensinou, poderemos, unidos pelos laços da fraternidade, celebrar, cantando em uníssono, o
Natal – FELIZ NATAL!
Zélia Chamusca