sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Tudo é destruição






Destroem estruturas sociais,
Fecham os hospitais,
Encerram os postos médicos,
Fecham os tribunais,
Privatizam empresas
E vendem o espólio,
Alienam património.
Destroem o país
E destroem a nação,
Exploram o cidadão
Pela corrupção.

Matam os velhos
À fome e miséria,
Roubam os reformados,
Cortam nos ordenados,
Mandam os jovens emigrar
Para o desemprego acabar.
Enriquecem os ricos
Cada vez mais ricos,
Aniquilam a classe média
Reduzindo-a à miséria
E o povo a dormir
Deixa tudo destruir
Pela corrupção
Que destruiu o país e a nação.

Andam os corruptos
À solta a gozar
E é o pobre que tem que pagar.
Corroem-lhe a pele
A carne já comeram
Chupam-lhes os ossos
Até à medula.
Já nada mais resta
A esta ceita
Que nada presta!

Está tudo a arder
Com chamas do inferno
Donde vieram os destruidores
Que causam horrores
Ao cidadão
Da nobre nação.

Tudo é destruição
Pela corrupção
E falta de moral,
Que destrói o povo
E destrói Portugal!

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               Zélia Chamusca

Da obra - Um Mundo Melhor
Chiado Editora

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Adoro-Te



Estás sempre comigo
Nos momentos de solidão
Quando todos tão distantes,
De mim, estão…

Quando meu coração aperta
E as lágrimas correm sem fim
Te aproximas de mim
E vens  meu rosto limpar,
Me acariciar…

Quando  pratico o bem
E responde a ingratidão
De alguém,
Tu vens consolar meu coração…

Sempre que preciso de ajuda
És o Amigo presente.
Sempre…
Em qualquer momento,
Em qualquer lado,
És meu Ser Adorado…

Sem Ti não viveria.
És minha força de viver
De crescer e de ser.
Estás sempre comigo,
E, comigo estarás, até ao fim…
Adoro-Te…

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Da obra -   Palavras da Alma
Chiado Editora
Autora - Zélia Chamusca

sábado, 22 de fevereiro de 2014

As Classes Sociais Século XXI



Há dois séculos
existiam três classes sociais:
Proletariado, burguesia e classe média;
Hoje, não há mais…
Em breve será, apenas:
Trabalhador (mal pago, explorado, sugado…);
Alta burguesia (alguns políticos, corruptos e ladrões e alguns patrões).
Estes, envoltos num pestilente cheiro a fascismo!

Hoje, assiste-se à destruição
da classe média,
alicerce da Nação.

Mas, a Nação já morreu;
Levou com ela os elementos constitutivos,
Indestrutíveis:
Os valores, a ética, a moral,
e, porque com ela partiram,
destruído o fundamental
no sistema organizacional,
isto é,  a  vida própria,
restando, apenas, a económica dependência,
a subserviência, a obediência
ao poder económico exterior,
porque já tudo foi destruído,
possuído pela classe detentora,
possuidora, destruidora.

Mataram a Nação!

E, porque mataram a Nação,
a classe média já não sobreviverá
porque a Nação faliu
pela corrupção
que a destruiu!

Hoje, a classe média:
Altamente qualificados,
Quadros Superiores,
Engenheiros e Advogados,
Enfermeiros e Professores
Médicos e outros Doutores
são explorados,  espoliados,
aviltados!

A classe média,
porque explorada,
espoliada, aviltada,
está falida,
numa nação sem a própria vida,
e, brevemente:
Uma parte ausente;
Outra, totalmente
destruída…

Apenas, restará a subalternidade
duma Nação falida
porque destruída,
numa primitiva sociedade:
Trabalhador -  explorado a quem cortam o ordenado;
Alta burguesia - alguns políticos, alguns patrões, corruptos e ladrões!
Estes  alimentar-se-ão
da exploração
da mão de obra barata,
a custo reduzido,
num Portugal falido!

Este é o retrocesso
que estamos a assistir,
num processo
em que, de braços cruzados
e levados pela inconsciência
duma sociedade de indolência,
de moleza, sem destreza
deixando-nos chegar ao fim….
Que tristeza…

Em breve restarão,
apenas, as cinzas
do que foi o sonho da democracia
breve, passageira fantasia!…
                     «»
                  Zélia Chamusca





Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google               

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Já nada será como era - "Dixit"



nada será como era,
Como era na passada era.
Era uma era democrática,
E, agora já tão dramática…

O povo vivia tão bem,
E a classe média também.
Todos podiam trabalhar;
Agora têm que emigrar!

Tanta gente a passar fome
E o pobre na rua dorme
nada será como era
Como era na passada era…

Todos tinham alegria
A corrupção não havia
nada será como era
Como era na passada era…

Porque é tanta a corrupção
Que destruiu a nação
E os corruptos bem se encheram
Comeram, tudo comeram…

E os que têm o poder
Já nada podem fazer…
Só resta ao povo roubar
É este que tem que pagar…

Estamos todos a ver
Sempre os mesmos a se encher,
Com a pobreza a aumentar
Sempre o pobre a pagar…

nada será como era.

“Dixit”.

                Zélia Chamusca


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Zé Povinho



É tanta conversa fiada
Está-se a ver o porquê
Conversa que não diz nada
O intento logo se vê.

Não te deixes iludir
Com tanta palavra vã
O fim é, apenas, destruir
Toda e qualquer mente sã.

Promessas e mais promessas
Para enganar o mais crédulo
Tudo dizem às avessas,
Mas, o Zé se fez incrédulo.

Deles nada bom vai sair,
A não ser p´ra continuarem
O Zé Povinho a iludir
Para eles se governarem

À custa do Zé Povinho,
Que lhes fará tal manguito
Em sinal dum adeusinho.
Darão de susto tal grito

Por serem tão bem corridos!
Acabará a corrupção
Correndo com os bandidos
Que destruíram a Nação!
              «»
                        Zélia Chamusca


Fonte de imagem - Google

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Gente que mente descaradamente




GENTE QUE MENTE DESCARADAMENTE
                  Zélia Chamusca

Ouvi dizer que a economia cresceu,
E, continuam a roubar-me o que é meu?...
Eu não posso entender esta ironia
Pois, ainda, há pouco tempo isto não ouvia…

Como é que já cresceu a economia
Se encerram empresas a cada dia,
Se emigram os jovens qualificados
E aos que ficam cortam os ordenados?

Ouvi bem? É mensagem de Belém?
Só pode vir de sabedora gente,
De gente que sabe, gente sapiente…

É milagre económico, eles dizem!
Aplausos à gente clarividente!
Gente que mente descaradamente!

                      «»

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Eternamente apaixonados...




      ETERNAMENTE APAIXONADOS...

Meu Amor,

Estás tão longe de mim…
Mas, em espírito, estás sempre comigo, em mim…
Não posso encontrar-te, mas, encontrei-te quando me encontrei a mim…
Encontrámo-nos numa lua de mel eterna que iluminava nossos corações, porque, também, ela nos amava…
Os nossos corpos desnudados e abraçados numa entrega total eram contemplados por ela que nos acariciava com o seu terno e doce olhar, numa estrelada noite de luar…

Hoje, não te encontro…
Ah! Se, agora, te encontrasse, sentiria o mundo nas minhas mãos!...
Nele, distribuiria por todos o amor puro e terno, fazendo de cada um, um eterno apaixonado…
E, ligá-los-ia, a todos, num abraço total, onde toda a humanidade comungasse duma eterna fraternidade, porque, não existiria nada para além do amor!…

Nós, Meu Amor, continuaremos, eternamente, apaixonados!…
                                    «»
                                                       Zélia Chamusca

                                           Dia de São Valentim    
                                                         14-02-2014

Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google