quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Já nada será como era - "Dixit"



nada será como era,
Como era na passada era.
Era uma era democrática,
E, agora já tão dramática…

O povo vivia tão bem,
E a classe média também.
Todos podiam trabalhar;
Agora têm que emigrar!

Tanta gente a passar fome
E o pobre na rua dorme
nada será como era
Como era na passada era…

Todos tinham alegria
A corrupção não havia
nada será como era
Como era na passada era…

Porque é tanta a corrupção
Que destruiu a nação
E os corruptos bem se encheram
Comeram, tudo comeram…

E os que têm o poder
Já nada podem fazer…
Só resta ao povo roubar
É este que tem que pagar…

Estamos todos a ver
Sempre os mesmos a se encher,
Com a pobreza a aumentar
Sempre o pobre a pagar…

nada será como era.

“Dixit”.

                Zélia Chamusca


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Zé Povinho



É tanta conversa fiada
Está-se a ver o porquê
Conversa que não diz nada
O intento logo se vê.

Não te deixes iludir
Com tanta palavra vã
O fim é, apenas, destruir
Toda e qualquer mente sã.

Promessas e mais promessas
Para enganar o mais crédulo
Tudo dizem às avessas,
Mas, o Zé se fez incrédulo.

Deles nada bom vai sair,
A não ser p´ra continuarem
O Zé Povinho a iludir
Para eles se governarem

À custa do Zé Povinho,
Que lhes fará tal manguito
Em sinal dum adeusinho.
Darão de susto tal grito

Por serem tão bem corridos!
Acabará a corrupção
Correndo com os bandidos
Que destruíram a Nação!
              «»
                        Zélia Chamusca


Fonte de imagem - Google

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Gente que mente descaradamente




GENTE QUE MENTE DESCARADAMENTE
                  Zélia Chamusca

Ouvi dizer que a economia cresceu,
E, continuam a roubar-me o que é meu?...
Eu não posso entender esta ironia
Pois, ainda, há pouco tempo isto não ouvia…

Como é que já cresceu a economia
Se encerram empresas a cada dia,
Se emigram os jovens qualificados
E aos que ficam cortam os ordenados?

Ouvi bem? É mensagem de Belém?
Só pode vir de sabedora gente,
De gente que sabe, gente sapiente…

É milagre económico, eles dizem!
Aplausos à gente clarividente!
Gente que mente descaradamente!

                      «»

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Eternamente apaixonados...




      ETERNAMENTE APAIXONADOS...

Meu Amor,

Estás tão longe de mim…
Mas, em espírito, estás sempre comigo, em mim…
Não posso encontrar-te, mas, encontrei-te quando me encontrei a mim…
Encontrámo-nos numa lua de mel eterna que iluminava nossos corações, porque, também, ela nos amava…
Os nossos corpos desnudados e abraçados numa entrega total eram contemplados por ela que nos acariciava com o seu terno e doce olhar, numa estrelada noite de luar…

Hoje, não te encontro…
Ah! Se, agora, te encontrasse, sentiria o mundo nas minhas mãos!...
Nele, distribuiria por todos o amor puro e terno, fazendo de cada um, um eterno apaixonado…
E, ligá-los-ia, a todos, num abraço total, onde toda a humanidade comungasse duma eterna fraternidade, porque, não existiria nada para além do amor!…

Nós, Meu Amor, continuaremos, eternamente, apaixonados!…
                                    «»
                                                       Zélia Chamusca

                                           Dia de São Valentim    
                                                         14-02-2014

Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google                                  

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Pela Calada da Noite



Julgam-se deuses poderosos
Tal Hermes Trismegisto,
Têm poder absoluto,
Deus do verbo e da sabedoria,
Determinado, resoluto.

Com as asinhas nos pés
Descem pela calada da noite,
Atuando às escuras
Com terríveis garras suas,
Vindos de Hades, do inferno,
Com toda a calma,
Para levarem a alma
Na noite triste de inverno.

Atuam às escondidas
Para não perturbar o sono
Das almas adormecidas…

Assim, dominam o mundo,
Este mundo imundo
Que dizem ser democrático,
Governado por lunático.
Só para eles o querem
E, por isso, assim, atuam
Exterminando o mais frágil
A quem roubam o que tem,
Fruto de longo trabalho,
Deixando-o sem vintém,
Eliminando-o aos poucos,
Estas feras, estes loucos!

Digo-vos na alegoria,
Sei do que estou a falar,
É deles a teoria
E a prática, p’ra bem se pensar…
                       «»

                                Zélia Chamusca

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Diga lá outra vez - OS NEOLOGISMOS




OS NEOLOGISMOS

Tanta é a originalidade
Falar com preciosidade
Que chego mesmo a pensar
Que já não os posso escutar! 


Tanta originalidade!
É criação, criatividade!
São tantos os neologismos
Francesismos, galicismos,
Que por vezes nada dizem,
Contradizem ou desdizem. 


Tão absurda é esta sua linguagem

Que às vezes creio que é miragem

Tanto ismo, ismo, ismo e mais ismo
Autêntico paroxismo!


Vós podeis acreditar,
Há tempos ouvi falar
Uma ilustre presidenta(e)
Estando eu tão bem atenta,
Fiquei sem nada entender
O que ela estava a dizer.

Era tanto neologismo
Era tanto preciosismo
Que só consigo entender
Que nada tem p’ra dizer.


E alguns vieram perguntar,
Pensando que eu os ia informar

Pediram para escrever
O que ela estava a dizer.
Mas não pude responder
Por não poder entender… 


Ouço tantos, tantos clones
Falar alto aos microfones…
Vós podeis acreditar;
Também podeis escutar! 

Eu nunca vi coisa assim…
Aprendi grego e latim,
Aprendi francês e inglês
E, também o português
E não entendo os neologismos
A não ser os paroxismos!...
                 «»
                              Zélia Chamusca


 Poema reeditado

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Deuses do Olimpo façam de Portugal um País puro e limpo!

















Oh! Deuses do Olimpo,
Saiam do vosso Palácio de Cristal,
Desçam do Olimpo
E façam de Portugal
Um país puro e limpo!

Este Portugal destroçado
Com o povo torturado,
Mal tratado, explorado,
É um País destruído
Com o povo consumido,
Com os jovens a emigrar,
Os velhos a chorar
E as crianças a passar fome!

É um país desconforme!

As escolas degradadas,
Repartições encerradas,
Postos médicos encerrados,
Hospitais fechados,
Os médicos a escassear,
Os enfermeiros a sair
Para Inglaterra ir.
As empresas a fechar,
Desemprego a aumentar
E os jovens a emigrar!

Os tribunais a encerrar
Para mais próximo das populações
Poderem ficar (?). Grandes soluções!
E os criminosos à solta
Continuando a roubar,
E, alguns dos ladrões
Que nos roubam os parcos tostões,
Estão bem confortados,
A gozar consolados
Nas suas mansões!
Outros,roubam aos trabalhadores o ordenado
E a pensão ao reformado!
Mas, não cortam as suas pensões
Nem as subvenções…

Continuam à solta os ladrões!

Os criminosos são à pena condenados
Mas, continua o pobre a ser espoliado…
Os criminosos não cumprem a pena,
Reincidem no crime de roubo agravado,
Mantando lentamente
O pobre reformado,
E, o pobre trabalhador com redução de ordenado!

Andam á solta por todo o lado!

Oh! Deuses do Olimpo,
Saiam do vosso Palácio de Cristal,
Desçam do Olimpo
E façam de Portugal
Um país puro e limpo!

Fecham os Tribunais
E as estruturas sociais,
Reduzem autarquias
Para ganharem umas maquias!
Vendem património;
Ação de autêntico demónio!
Tudo está vandalizado
Destruído, por todo o lado!

Que nos irá acontecer mais?!
Não há quem tenha força
Para abater os bandidos!
Estamos perdidos!

Deuses do Olimpo,
Não tragam o jovem Hermes!
Mandem-no emigrar!
Porque a função dele é roubar!
Não, o Hermes não!
Porque ele é protector do ladrão!

Deuses do Olimpo,
Não se esqueçam da Themis,
Já que fecham os tribunais,
A Themis nos ajudará mais
Preservando a justiça
E acabando com a gandulagem
Desta ladroagem!
          
Oh! Deuses do Olimpo,
Saiam do vosso Palácio de Cristal
Desçam do Olimpo
E façam de Portugal
Um país puro e limpo!
              «»

                   Zélia Chamusca


Fonte de imagem - Google