quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Eternamente apaixonados...




      ETERNAMENTE APAIXONADOS...

Meu Amor,

Estás tão longe de mim…
Mas, em espírito, estás sempre comigo, em mim…
Não posso encontrar-te, mas, encontrei-te quando me encontrei a mim…
Encontrámo-nos numa lua de mel eterna que iluminava nossos corações, porque, também, ela nos amava…
Os nossos corpos desnudados e abraçados numa entrega total eram contemplados por ela que nos acariciava com o seu terno e doce olhar, numa estrelada noite de luar…

Hoje, não te encontro…
Ah! Se, agora, te encontrasse, sentiria o mundo nas minhas mãos!...
Nele, distribuiria por todos o amor puro e terno, fazendo de cada um, um eterno apaixonado…
E, ligá-los-ia, a todos, num abraço total, onde toda a humanidade comungasse duma eterna fraternidade, porque, não existiria nada para além do amor!…

Nós, Meu Amor, continuaremos, eternamente, apaixonados!…
                                    «»
                                                       Zélia Chamusca

                                           Dia de São Valentim    
                                                         14-02-2014

Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google                                  

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Pela Calada da Noite



Julgam-se deuses poderosos
Tal Hermes Trismegisto,
Têm poder absoluto,
Deus do verbo e da sabedoria,
Determinado, resoluto.

Com as asinhas nos pés
Descem pela calada da noite,
Atuando às escuras
Com terríveis garras suas,
Vindos de Hades, do inferno,
Com toda a calma,
Para levarem a alma
Na noite triste de inverno.

Atuam às escondidas
Para não perturbar o sono
Das almas adormecidas…

Assim, dominam o mundo,
Este mundo imundo
Que dizem ser democrático,
Governado por lunático.
Só para eles o querem
E, por isso, assim, atuam
Exterminando o mais frágil
A quem roubam o que tem,
Fruto de longo trabalho,
Deixando-o sem vintém,
Eliminando-o aos poucos,
Estas feras, estes loucos!

Digo-vos na alegoria,
Sei do que estou a falar,
É deles a teoria
E a prática, p’ra bem se pensar…
                       «»

                                Zélia Chamusca

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Diga lá outra vez - OS NEOLOGISMOS




OS NEOLOGISMOS

Tanta é a originalidade
Falar com preciosidade
Que chego mesmo a pensar
Que já não os posso escutar! 


Tanta originalidade!
É criação, criatividade!
São tantos os neologismos
Francesismos, galicismos,
Que por vezes nada dizem,
Contradizem ou desdizem. 


Tão absurda é esta sua linguagem

Que às vezes creio que é miragem

Tanto ismo, ismo, ismo e mais ismo
Autêntico paroxismo!


Vós podeis acreditar,
Há tempos ouvi falar
Uma ilustre presidenta(e)
Estando eu tão bem atenta,
Fiquei sem nada entender
O que ela estava a dizer.

Era tanto neologismo
Era tanto preciosismo
Que só consigo entender
Que nada tem p’ra dizer.


E alguns vieram perguntar,
Pensando que eu os ia informar

Pediram para escrever
O que ela estava a dizer.
Mas não pude responder
Por não poder entender… 


Ouço tantos, tantos clones
Falar alto aos microfones…
Vós podeis acreditar;
Também podeis escutar! 

Eu nunca vi coisa assim…
Aprendi grego e latim,
Aprendi francês e inglês
E, também o português
E não entendo os neologismos
A não ser os paroxismos!...
                 «»
                              Zélia Chamusca


 Poema reeditado

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Deuses do Olimpo façam de Portugal um País puro e limpo!

















Oh! Deuses do Olimpo,
Saiam do vosso Palácio de Cristal,
Desçam do Olimpo
E façam de Portugal
Um país puro e limpo!

Este Portugal destroçado
Com o povo torturado,
Mal tratado, explorado,
É um País destruído
Com o povo consumido,
Com os jovens a emigrar,
Os velhos a chorar
E as crianças a passar fome!

É um país desconforme!

As escolas degradadas,
Repartições encerradas,
Postos médicos encerrados,
Hospitais fechados,
Os médicos a escassear,
Os enfermeiros a sair
Para Inglaterra ir.
As empresas a fechar,
Desemprego a aumentar
E os jovens a emigrar!

Os tribunais a encerrar
Para mais próximo das populações
Poderem ficar (?). Grandes soluções!
E os criminosos à solta
Continuando a roubar,
E, alguns dos ladrões
Que nos roubam os parcos tostões,
Estão bem confortados,
A gozar consolados
Nas suas mansões!
Outros,roubam aos trabalhadores o ordenado
E a pensão ao reformado!
Mas, não cortam as suas pensões
Nem as subvenções…

Continuam à solta os ladrões!

Os criminosos são à pena condenados
Mas, continua o pobre a ser espoliado…
Os criminosos não cumprem a pena,
Reincidem no crime de roubo agravado,
Mantando lentamente
O pobre reformado,
E, o pobre trabalhador com redução de ordenado!

Andam á solta por todo o lado!

Oh! Deuses do Olimpo,
Saiam do vosso Palácio de Cristal,
Desçam do Olimpo
E façam de Portugal
Um país puro e limpo!

Fecham os Tribunais
E as estruturas sociais,
Reduzem autarquias
Para ganharem umas maquias!
Vendem património;
Ação de autêntico demónio!
Tudo está vandalizado
Destruído, por todo o lado!

Que nos irá acontecer mais?!
Não há quem tenha força
Para abater os bandidos!
Estamos perdidos!

Deuses do Olimpo,
Não tragam o jovem Hermes!
Mandem-no emigrar!
Porque a função dele é roubar!
Não, o Hermes não!
Porque ele é protector do ladrão!

Deuses do Olimpo,
Não se esqueçam da Themis,
Já que fecham os tribunais,
A Themis nos ajudará mais
Preservando a justiça
E acabando com a gandulagem
Desta ladroagem!
          
Oh! Deuses do Olimpo,
Saiam do vosso Palácio de Cristal
Desçam do Olimpo
E façam de Portugal
Um país puro e limpo!
              «»

                   Zélia Chamusca


Fonte de imagem - Google

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O Pseudo Amigo



O pseudo amigo aparece
Mesmo por detrás dos ecrãs,
Analise-o, não se apresse
Não confie em palavras vãs.

Ele está em qualquer lado,
À porta, em casa, na rua,
No mundo, por todo o lado,
Na privacidade sua.

Nasceu na imoralidade
Que existe no mundo inteiro,
Dispersa na sociedade
Para extorquir o dinheiro

Aos que são puros e honestos,
Transparentes e confiantes,
Vítimas de atos funestos.
Já nada é como dantes!...

Cuidado que são traidores
São falsos e são aldrabões.
Vêm para prestar louvores
E não são mais que ladrões!

                     Zélia Chamusca




Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem- Google

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Os neologismos



Tanta é a originalidade
Falar com preciosidade
Que chego mesmo a pensar
Que já não os posso escutar.

Tanta originalidade!
É criação, criatividade!
São tantos os neologismos
Francesismos, galicismos,
Que por vezes nada dizem,
Contradizem ou desdizem.

Tão absurda é esta sua linguagem
Que às vezes creio que é miragem
Tanto ismo, ismo, ismo e mais ismo
Autêntico paroxismo!

Vós podeis acreditar,
Há tempos ouvi falar
Uma ilustre presidenta(e)
Estando eu tão bem atenta,
Fiquei sem nada entender
O que ela estava a dizer.


Era tanto neologismo
Era tanto preciosismo
Que só consigo entender
Que nada tem p’ra dizer.

E alguns vieram perguntar,
Pensando que eu os ia informar,
Pediram para escrever
O que ela estava a dizer.
Mas não pude responder
Por não poder entender…

Ouço tantos, tantos clones
Falar alto aos microfones…
Vós podeis acreditar,
Também podeis escutar!

Eu nunca vi coisa assim…
Aprendi grego e latim,
Aprendi francês e inglês
E, também o português
E não entendo os neologismos
A não ser os paroxismos!...

                 «»

                       Zélia Chamusca



http://youtu.be/bNpD2SZngfg

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Só o impoluto segue no caminho são

                               


Desde criança ouvi dizer
Que não é o trabalho honesto
O que faz enriquecer,
Mas sim, o ato desonesto,

O crime que alguém comete
Com que julga tudo ter;
Mas, por um instante investe
Porque tudo vai perder.

É o que acontece ao corrupto
Que destrói o País e a Nação
Sem pensar que só o impoluto
Segue no caminho são.

Só quem tem na alma a pureza
E o amor no seu coração
Leva consigo a riqueza
Numa eterna perfeição.

              
                                 


Poema de - Zélia Chamusca