domingo, 2 de fevereiro de 2014

Só o impoluto segue no caminho são

                               


Desde criança ouvi dizer
Que não é o trabalho honesto
O que faz enriquecer,
Mas sim, o ato desonesto,

O crime que alguém comete
Com que julga tudo ter;
Mas, por um instante investe
Porque tudo vai perder.

É o que acontece ao corrupto
Que destrói o País e a Nação
Sem pensar que só o impoluto
Segue no caminho são.

Só quem tem na alma a pureza
E o amor no seu coração
Leva consigo a riqueza
Numa eterna perfeição.

              
                                 


Poema de - Zélia Chamusca

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Incentivo aos infratores


Coitados dos infratores
Que não puderam pagar…
São todos uns bons gestores
Sabem bem administrar

O negócio que bem gerem
Por sua conta e risco,
Pagar ao Estado não querem,
É melhor fugir ao fisco.

Têm benefícios fiscais
Põem o dinheiro a render
Ganham muito e muito mais
Só benefícios vão ter.

Ser esperto é não pagar
Ganha com o perdão fiscal.
Dá lucro prevaricar
Que o Estado premeia o mal!

O cumpridor é que paga,
Paga o pobre reformado,
Vive-se assim nesta saga,
A alguns cortam o ordenado.

Inteligente incentivo
Para os que fogem ao fisco
É um enorme motivo
Trabalhar por conta e risco!
                    «»

                            Zélia Chamusca

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O défice já baixou!



É preciso agradecer
Porque o défice já baixou
Já vamos todos crescer
Pois a crise já passou!

Conseguiram acabar
Com esta crise que criaram!
Foi fácil, foi só roubar
Os que à miséria mandaram!

Roubaram os reformados
Para dar ao capital
E aos bancos já desfalcados!
Foi tão fácil, afinal!

O défice já baixou
A Troika vai abalar
E Portugal já ficou
Com a riqueza a gerar!

Temos que reconhecer
Estes feitos gloriosos
Passou o bom povo a sofrer
Graças aos grandes mafiosos!

Devemos o grande feito
Aos governantes que temos
Render-lhes-emos o pleito
Porque todos já vencemos!
                «»

                       Zélia Chamusca

domingo, 26 de janeiro de 2014

Porque gosto de escrever

 














Sinto-me bem quando escrevo,
Imensa tranquilidade…
É já grande este meu acervo,
Fruto da necessidade.
  
No género literário
Da minha poesia realista
Despejo todo o fadário
Que exponho a todos à vista!

Não guardo só para mim
As injustiças que vejo
Pois divulgo-as bem assim
Mesmo àqueles que não almejo!

É comunicacional
Intercâmbio de palavras
Que dizem o bem e o mal;
Pouco bem p’ra tantos cravas!

Para ter a mente sã
E no corpo saúde ter
Escreva em papel ou ecrã
Tudo o que tem p’ra dizer!
                  «»


Poema de - Zélia Chamusca


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Pesadelo ou ficção?



Acordei sobressaltada
Do sono, aterrorizada…
Pesadelo ou ficção
Assolou meu coração?

Apenas sei que acordei
A viver onde não sei…
Era um continente enorme
Onde tudo era disforme!...

Dividido por duas margens
Onde habitavam selvagens.
A norte estes habitam;
Os do sul agonizavam.

À tortura eram sujeitos,
Sofriam da guerra os efeitos,
De rostos escravizados
À fome eram condenados…

Eram do sul os seus países
Onde outrora eram felizes
Até que o espectro chegou
E o capital os tomou!

Era o espectro do poder,
Domínio sobre o outro ser,
Que destruiu todos os países
Onde outrora eram felizes.

O espírito reencarnado,
Setenta anos afastado,
Regressou p’ra dominar
O mundo e a guerra lançar!
                 «»

                         Zélia Chamusca



Da obra - Um Mundo Melhor
Chiado Editora

domingo, 19 de janeiro de 2014

Os Espoliados da Europa

 
 

 
 
Não entendo o que se passa
A explicação é sem sentido
Temos mais uma trapaça
Que ao governo é permitido!
 

Espoliam os reformados
E os jovens têm que emigrar;
Imigram os reformados,
De outros países, a chegar!
 

Dão-lhes isenções fiscais
Na mira de investimento
Dão-lhes tudo e muito mais
Para seu próprio contento.
 

Torturam-se os reformados
Roubando-lhes a reforma
E dá-se aos imigrados
Privilégios doutra forma!
 

Forma discriminatória
Como os velhos são tratados,
Visão alucinatória
P’ra explorar os reformados!
 

Reformados portugueses,
Os espoliados da Europa,
Mas, p'ra os franceses e ingleses,
Isto é que é ser filantropa!






Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google