quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O défice já baixou!



É preciso agradecer
Porque o défice já baixou
Já vamos todos crescer
Pois a crise já passou!

Conseguiram acabar
Com esta crise que criaram!
Foi fácil, foi só roubar
Os que à miséria mandaram!

Roubaram os reformados
Para dar ao capital
E aos bancos já desfalcados!
Foi tão fácil, afinal!

O défice já baixou
A Troika vai abalar
E Portugal já ficou
Com a riqueza a gerar!

Temos que reconhecer
Estes feitos gloriosos
Passou o bom povo a sofrer
Graças aos grandes mafiosos!

Devemos o grande feito
Aos governantes que temos
Render-lhes-emos o pleito
Porque todos já vencemos!
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                       Zélia Chamusca

domingo, 26 de janeiro de 2014

Porque gosto de escrever

 














Sinto-me bem quando escrevo,
Imensa tranquilidade…
É já grande este meu acervo,
Fruto da necessidade.
  
No género literário
Da minha poesia realista
Despejo todo o fadário
Que exponho a todos à vista!

Não guardo só para mim
As injustiças que vejo
Pois divulgo-as bem assim
Mesmo àqueles que não almejo!

É comunicacional
Intercâmbio de palavras
Que dizem o bem e o mal;
Pouco bem p’ra tantos cravas!

Para ter a mente sã
E no corpo saúde ter
Escreva em papel ou ecrã
Tudo o que tem p’ra dizer!
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Poema de - Zélia Chamusca


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Pesadelo ou ficção?



Acordei sobressaltada
Do sono, aterrorizada…
Pesadelo ou ficção
Assolou meu coração?

Apenas sei que acordei
A viver onde não sei…
Era um continente enorme
Onde tudo era disforme!...

Dividido por duas margens
Onde habitavam selvagens.
A norte estes habitam;
Os do sul agonizavam.

À tortura eram sujeitos,
Sofriam da guerra os efeitos,
De rostos escravizados
À fome eram condenados…

Eram do sul os seus países
Onde outrora eram felizes
Até que o espectro chegou
E o capital os tomou!

Era o espectro do poder,
Domínio sobre o outro ser,
Que destruiu todos os países
Onde outrora eram felizes.

O espírito reencarnado,
Setenta anos afastado,
Regressou p’ra dominar
O mundo e a guerra lançar!
                 «»

                         Zélia Chamusca



Da obra - Um Mundo Melhor
Chiado Editora

domingo, 19 de janeiro de 2014

Os Espoliados da Europa

 
 

 
 
Não entendo o que se passa
A explicação é sem sentido
Temos mais uma trapaça
Que ao governo é permitido!
 

Espoliam os reformados
E os jovens têm que emigrar;
Imigram os reformados,
De outros países, a chegar!
 

Dão-lhes isenções fiscais
Na mira de investimento
Dão-lhes tudo e muito mais
Para seu próprio contento.
 

Torturam-se os reformados
Roubando-lhes a reforma
E dá-se aos imigrados
Privilégios doutra forma!
 

Forma discriminatória
Como os velhos são tratados,
Visão alucinatória
P’ra explorar os reformados!
 

Reformados portugueses,
Os espoliados da Europa,
Mas, p'ra os franceses e ingleses,
Isto é que é ser filantropa!






Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

 
 
 

sábado, 18 de janeiro de 2014

Alienação das massas





Vejo surgir a alienação das massas
P’lo capitalismo, p’la corrupção,
Produzida por ideias devassas
Em nome do País e pela Nação!

Criam-se ídolos, homenageiam-se heróis,
Criam-se alibis p’ro povo adormecer!
Acorda povo! Pensa! Por quem sois?!
Pensa e age, não te deixes convencer!

Não deixes que tirem tua identidade!
Olha a estratégia da alienação!
É a tática da desonestidade!

Povo, pensa que és povo soberano!
Luta, luta c'a força da razão!
Com tua luta vencerás o tirano!

                       


Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem- Google





quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Tenho vergonha desta sociedade


 

Tenho vergonha
de viver numa sociedade
em que se perdeu a moral;
não se distingue o bem do mal.
 

Tenho vergonha
sem vergonha
para denunciar
o desrespeito,
a desonestidade
duma  sociedade
sem moralidade,
onde não existem valores
éticos e  morais,
que regem a conduta humana! 

 

Tenho vergonha
duma sociedade
onde não há respeito
honra, seriedade,
humanidade!
 

Tenho vergonha
duma sociedade
onde não existem normas morais,
comportamentais,
onde se rompe a ética,
o respeito, o compromisso,
a moral, a honestidade!
 

Tenho vergonha
duma sociedade
governada, sem lei,
que recusa cumprir a lei!
 

Tenho vergonha
duma sociedade
gerida pela vingança,
pela malvadez,
pela insensatez,
pela crueldade
que  faz recair sobre o mais fraco,
sobre o pobre e sobre o velho,
sobre o indefeso!…
 

Tenho vergonha
duma sociedade
dominada pela corrupção
que tornou o país e nação
falidos pelo capitalismo!
 

Tenho vergonha
duma sociedade sem escrúpulos
onde se baixam salários,
onde se rompem contratos,
legalmente estabelecidos,
entre entidade patronal
e trabalhador,
a favor do capital!
 

Tenho vergonha
duma sociedade
que não respeita o idoso
que deu à sociedade
condições  que ele nunca pode usufruir,
e que, é, agora,  pela mesma sociedade,
desrespeitado, humilhado,
torturado, espoliado  e escravizado!...
 

Tudo para salvar a corrupção
que destruiu o país e a nação
 

Tenho vergonha desta sociedade!

                         

Poema de - Zélia Chamusca