terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Pesadelo ou ficção?



Acordei sobressaltada
Do sono, aterrorizada…
Pesadelo ou ficção
Assolou meu coração?

Apenas sei que acordei
A viver onde não sei…
Era um continente enorme
Onde tudo era disforme!...

Dividido por duas margens
Onde habitavam selvagens.
A norte estes habitam;
Os do sul agonizavam.

À tortura eram sujeitos,
Sofriam da guerra os efeitos,
De rostos escravizados
À fome eram condenados…

Eram do sul os seus países
Onde outrora eram felizes
Até que o espectro chegou
E o capital os tomou!

Era o espectro do poder,
Domínio sobre o outro ser,
Que destruiu todos os países
Onde outrora eram felizes.

O espírito reencarnado,
Setenta anos afastado,
Regressou p’ra dominar
O mundo e a guerra lançar!
                 «»

                         Zélia Chamusca



Da obra - Um Mundo Melhor
Chiado Editora

domingo, 19 de janeiro de 2014

Os Espoliados da Europa

 
 

 
 
Não entendo o que se passa
A explicação é sem sentido
Temos mais uma trapaça
Que ao governo é permitido!
 

Espoliam os reformados
E os jovens têm que emigrar;
Imigram os reformados,
De outros países, a chegar!
 

Dão-lhes isenções fiscais
Na mira de investimento
Dão-lhes tudo e muito mais
Para seu próprio contento.
 

Torturam-se os reformados
Roubando-lhes a reforma
E dá-se aos imigrados
Privilégios doutra forma!
 

Forma discriminatória
Como os velhos são tratados,
Visão alucinatória
P’ra explorar os reformados!
 

Reformados portugueses,
Os espoliados da Europa,
Mas, p'ra os franceses e ingleses,
Isto é que é ser filantropa!






Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

 
 
 

sábado, 18 de janeiro de 2014

Alienação das massas





Vejo surgir a alienação das massas
P’lo capitalismo, p’la corrupção,
Produzida por ideias devassas
Em nome do País e pela Nação!

Criam-se ídolos, homenageiam-se heróis,
Criam-se alibis p’ro povo adormecer!
Acorda povo! Pensa! Por quem sois?!
Pensa e age, não te deixes convencer!

Não deixes que tirem tua identidade!
Olha a estratégia da alienação!
É a tática da desonestidade!

Povo, pensa que és povo soberano!
Luta, luta c'a força da razão!
Com tua luta vencerás o tirano!

                       


Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem- Google





quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Tenho vergonha desta sociedade


 

Tenho vergonha
de viver numa sociedade
em que se perdeu a moral;
não se distingue o bem do mal.
 

Tenho vergonha
sem vergonha
para denunciar
o desrespeito,
a desonestidade
duma  sociedade
sem moralidade,
onde não existem valores
éticos e  morais,
que regem a conduta humana! 

 

Tenho vergonha
duma sociedade
onde não há respeito
honra, seriedade,
humanidade!
 

Tenho vergonha
duma sociedade
onde não existem normas morais,
comportamentais,
onde se rompe a ética,
o respeito, o compromisso,
a moral, a honestidade!
 

Tenho vergonha
duma sociedade
governada, sem lei,
que recusa cumprir a lei!
 

Tenho vergonha
duma sociedade
gerida pela vingança,
pela malvadez,
pela insensatez,
pela crueldade
que  faz recair sobre o mais fraco,
sobre o pobre e sobre o velho,
sobre o indefeso!…
 

Tenho vergonha
duma sociedade
dominada pela corrupção
que tornou o país e nação
falidos pelo capitalismo!
 

Tenho vergonha
duma sociedade sem escrúpulos
onde se baixam salários,
onde se rompem contratos,
legalmente estabelecidos,
entre entidade patronal
e trabalhador,
a favor do capital!
 

Tenho vergonha
duma sociedade
que não respeita o idoso
que deu à sociedade
condições  que ele nunca pode usufruir,
e que, é, agora,  pela mesma sociedade,
desrespeitado, humilhado,
torturado, espoliado  e escravizado!...
 

Tudo para salvar a corrupção
que destruiu o país e a nação
 

Tenho vergonha desta sociedade!

                         

Poema de - Zélia Chamusca
 

domingo, 12 de janeiro de 2014

Mercúrio - Cromo




É sempre o mesmo efeito

o do Mercúrio

ou Cromo,

Mercurocromo.


Não há melhoras no cromo…

São todos e mais algum,

já não se safa nenhum…

Rasguem-no!

Rasguem o cromo!


Vamos mudar de tintura,

acabar com o Mercúrio,

Mercúrio e Cromo,

Mercurocromo!

Acabar com a tintura

que os velhos está a atacar!


Aumenta a ferida ao pobre

para com ele acabar

e com seu espólio ficar!


Continua o Mercúrio

a ferida a provocar…

Já não cura…

É preciso atacar!

É o veneno mais alarve

entre todos, todos num!


É preciso atacar

substituindo por outro algum,

algum para recuperar

tantos danos já sofridos!


Este veneno, o Mercúrio,

que ataca só alguns

continua de asas a saltitar

sobre o pobre, a vida a roubar,

anda à solta sem parar!

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Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

Sem lei nem grei


 


Atenção que a corrupção

Não nos deixou de enganar!

A quadrilha de ladrões

Não pára de nos roubar!

 

Só ataca os pobres e os velhos

Que para eles trabalharam,

P’ra estes ingratos fedelhos

Que só cartazes colaram

 

Nas paredes a subir,

E, agora, têm o poder

Só nos querem agredir…

Connosco eles irão ver!

 

O respeito já perderam

Porque não o tem quem não o dá,

A moral nunca tiveram;

Serão corridos e já!

 

Não sabem fazer mais nada

Que governar contra a lei!

Para onde segue a parada?

Sem rumo, sem lei nem grei?
                                                      




Poema de - Zélia Chamusca
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