domingo, 12 de janeiro de 2014

Sem lei nem grei


 


Atenção que a corrupção

Não nos deixou de enganar!

A quadrilha de ladrões

Não pára de nos roubar!

 

Só ataca os pobres e os velhos

Que para eles trabalharam,

P’ra estes ingratos fedelhos

Que só cartazes colaram

 

Nas paredes a subir,

E, agora, têm o poder

Só nos querem agredir…

Connosco eles irão ver!

 

O respeito já perderam

Porque não o tem quem não o dá,

A moral nunca tiveram;

Serão corridos e já!

 

Não sabem fazer mais nada

Que governar contra a lei!

Para onde segue a parada?

Sem rumo, sem lei nem grei?
                                                      




Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google                                                       

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Como se cria um idolo


O ídolo não se cria a si próprio;
é a sociedade que o faz surgir. 

É a necessidade
da fuga à realidade,
ao confronto com as dificuldades,
que produz a fantasia
através da qual se cria
o ídolo.

O ídolo não é real;
é imaginário,
e, porque é imaginário,
não se cria a si próprio.

É o imaginário da sociedade
que o cria, recria, sustenta e comanda
em função da necessidade
do coletivo social
que, alienando-se do mal,
com o fim a viver
ou a sobreviver
neste mundo atual,
gera a fantasia
com que constrói o ídolo.

Vivemos numa sociedade
de verdadeira loucura
motivada pela desumanização,
pela corrupção, pela ambição,
pela exploração do ser humano!

Esta realidade gera frustrações
que conduzem
à transferência de perturbações,
à anulação da personalidade,
à alteração da identidade.

Vivemos numa sociedade
de verdadeira loucura,
de permanente tortura
motivada pela corrupção
que gera a necessidade
de alienação.

A alienação
faz da pessoa a negação.
O alienado deixa de pensar,
de agir, de atuar.

Apenas, resta ao imaginário
o ídolo criar
para que o ser humano
se possa alienar
e viver feliz, a sonhar…

Enquanto existir um ídolo
que se possa adorar,
pensando no céu estar,
viverão em paz e tranquilidade
numa corrupta sociedade.
Não irão agir, não irão atuar,
deixarão a caravana passar!

Viverão felizes a sonhar…




Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google 

sábado, 4 de janeiro de 2014

O Homem Novo

 

Toda a natureza
surge em renovação,
mas, o opressor,
não…
Este não ouviu
Jesus, nem O seguiu… 

Continua a exploração
do pobre, do humilde, do mais frágil.

Não há renovação
no seu coração. 

Continua tornando o pobre
mais pobre,
levado pela ambição
manobrado pelo capitalismo
sem escrúpulos! 

Continua explorando
o mais frágil, o humilde,
o mais pobre, para prover
o que os criminosos defraudaram.

Estes, tornaram-se ricos,
bem cheios e anafados
à grande se abastaram
e a crise causaram! 

Não são condenados,
nem cumprem pena,
andam à revelia
a gozar, bem consolados.

Quem paga são aqueles
a quem cortam os ordenados,
e os velhos reformados…
São os mais frágeis,
os pobres, velhos e doentes
que são condenados,
torturados e explorados
por maléficas mentes
patológicas, doentes,
ditadores, opressores
incapazes de renovar
a alma e o coração! 

Estes não ouviram
Jesus, não O seguiram…
São cegos, surdos e mudos
na dureza de seu coração,
incapazes de seguir
a lei natural da renovação.
Incapazes de seguir Jesus! 

Estes não entenderam
o verdadeiro significado
do Natal!
São velhos em espírito
porque incapazes de se renovarem
Interiormente. 

Só o Homem Novo
segue Jesus
na humildade,
no amor e fraternidade,
numa permanente renovação
do seu coração. 

O Homem Novo
defende os pobres
e os oprimidos
acreditando num mundo diferente
pelo qual luta sempre. 

O Homem Novo
sente e sofre
a violência dos opressores
sobre o pobre,
sobre os mais frágeis.
Porém, nunca se resigna
nem cala e luta sempre
com fé e esperança,
com a força da alma
e amor no coração,
na construção
de uma sociedade justa,
solidária e fraterna! 

Só este segue o exemplo de Jesus, no amor.       



             
 

Zélia Chamusca




 
 
 
 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Finda assim este Natal!



 

Finda, assim, este Natal!
Não ouviram a Mensagem,
Persistem no mesmo mal
Em tudo o que aos pobres fazem!
 

Tão duro é o seu coração
Que os pobres fazem sofrer!
É tão grande a corrupção
Que não dá para entender!
 

Nunca têm alternativa
Na governabilidade
Sempre a mesma afirmativa
Com tamanha crueldade
 

Os mais ricos a aumentar,
A sua riqueza a crescer
E o pobre do reformado
É sempre o mesmo a sofrer.
 

Não param de atacar
Os mais frágeis, indefesos,
Quando deveriam estar
De algemas muito bem presos!
 

Porque nunca há alternativa
Em causar ao pobre o mal?
Nem nesta época festiva?
Finda, assim, este Natal!

                «»
Poema de -Zélia Chamusca
Fonte de imagem -Google

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Mensagem de Ano Novo 2014





 
Surge o Ano Novo
no ciclo ontológico da natureza
e com ele o renovar
perene de toda a beleza
criada por Deus
para os filhos seus.
 

O Ano Novo
que, agora, começa
no calendário cristão,
é no tempo
mera ilusão.
O tempo não existe;
é uma abstração.
 

O real Ano Novo
é o completar de um ciclo
de eterno retorno,
que, agora, de novo começa
e com ele toda a natureza recomeça,
se renova
dando-nos disso prova.
 

É a dinâmica do Universo
na sua permanente mutação
e renovação
de toda a criação.
 

Também nós, humanos,
todos os animais
e todas as criaturas,
por Deus criados
porque por Ele amados,
seremos, agora, renovados.
 

Tal como a natureza
no seu perene renovar,
também nós, humanos,
nos poderemos renovar
fazendo surgir,
dentro de nós,
o Homem (ser humano) Novo
seguidor da mensagem
que Cristo nos veio deixar,
fazendo do mundo em que vivemos
um mundo de paz,
de amor e fraternidade,
completando o ciclo eterno da renovação.
 

Depende de nós todos,
unidos pelos laços da fraternidade,
fazermos surgir
uma nova sociedade! 
 

Oxalá que, aqueles
que pelo povo eleitos
para o servir,
possam seus corações abrir
tornando-se mais justos,
humanos e fraternos
para com todos nós,
seguindo a Mensagem  
que Cristo nos veio deixar,
A Mensagem de Ano Novo.
 

Feliz Ano Novo para todos nós!

                       «»                                     

                             Zélia Chamusca
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - google

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Adeus! Meu Velho Pai Natal!



















Meu Velho Pai Natal,
Espera, não te vás embora,
Olha, a última coisa que te peço,
Atende-me que eu bem mereço!
Não te vás embora, agora!
Atende-me sem demora:
Não leves teu saco vazio!...

Faz com que todos os criminosos
Que cometem crimes dolosos
Contra a humanidade,
Sejam condenados
E obrigados a pena cumprir,
Não andem à revelia,
De nós de estão a rir,
Sempre no mesmo crime a reincidir!

Leva-os no teu saco
Bem fechado e apertado,
Para bem longe de nós,
De nós, pessoas de bem,
Que queremos para todos o Bem!

São verdadeiros Herodes,
Que, lentamente,
Tortuosa
E cobardemente,
Pretendem matar,
Exterminar
O indefeso:
Pobres, velhos e doentes… 


Leva-os no teu saco bem fechado
E apertado!
Não os deixes fugir
Têm que a pena cumprir!
Não a pena capital,
Não, não… É Natal…
Mas, leva-os para bem longe…
Para que nos livremos,
Para sempre, de todo o mal!

Leva no teu saco,
Bem fechado e apertado,
Essas almas amaldiçoadas,
Para as profundezas da Terra,
Para junto de Hades
Lutar com os Titãs,
Para o calabouço,
Para o poço de Tártaro,
Aí, já não os ouço! 
Meu Velho Pai Natal,
Livra-nos destas almas
Amaldiçoadas,
Para que vivamos em paz e fraternidade
No mundo de felicidade
Até á vitória final! 

Adeus! Meu Velho Pai Natal!

                      «»
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google