Espera, não te vás embora,
Olha, a última coisa que te
peço,
Atende-me que eu bem mereço!
Não te vás embora, agora!
Atende-me sem demora:
Não leves teu saco vazio!...
Faz com que todos os
criminosos
Que cometem crimes dolosos
Contra a humanidade,
Sejam condenados
E obrigados a pena cumprir,
Não andem à revelia,
De nós de estão a rir,
Sempre no mesmo crime a
reincidir!
Leva-os no teu saco
Bem fechado e apertado,
Para bem longe de nós,
De nós, pessoas de bem,
Que queremos para todos o
Bem!
São verdadeiros Herodes,
Que, lentamente,
Tortuosa
E cobardemente,
Pretendem matar,
Exterminar
O indefeso:
Pobres, velhos e doentes…
Leva-os no teu saco bem
fechado
E apertado!
Não os deixes fugir
Têm que a pena cumprir!
Não a pena capital,
Não, não… É Natal…
Mas, leva-os para bem longe…
Para que nos livremos,
Para sempre, de todo o mal!
Leva no teu saco,
Bem fechado e apertado,
Essas almas amaldiçoadas,
Para as profundezas da
Terra,
Para junto de Hades
Lutar com os Titãs,
Para o calabouço,
Para o poço de Tártaro,
Aí, já não os ouço!
Meu Velho Pai Natal,
Livra-nos destas almas
Amaldiçoadas,
Para que vivamos em paz e
fraternidade
No mundo de felicidade
Até á vitória final!
Adeus! Meu Velho Pai Natal!
«»
Poema de - Zélia ChamuscaFonte de imagem - Google



.gif)


