Quando
eu era uma criancinha
Vovó
me vinha contar
Histórias
da Carochinha,
Fantasias
de me encantar!...
Do
tempo em que os animais,
Como
nós, eles falavam,
Vovó
lia, então, nos jornais
Historias
que relatavam.
Não
existia televisão,
Lia-me
contos fabulosos,
Que
me enchiam o coração,
De gigantes
poderosos!...
Há
tanto tempo partiu…
A
Vovó foi para o céu…
Porém,
hoje, a Vovó saiu,
Veio
até aqui, desceu do céu!...
Vovó
eu não vi. Mas ouvi
E na
televisão vi
Um animal
a falar,
História
de aos céus bradar!
Dizia
ele que não há pobres
Porque
os pobres nunca falam
E os
que dizem que são pobres
A sua
riqueza eles calam.
Não há
reformado pobre,
Nem há
trabalho precário,
Nem há
trabalhador pobre,
Todo
tem o seu salário.
Pois,
se todos ricos são,
Como
aumentar o ordenado?
O mínimo?
Nunca! Não!
Porque
já é um grande ordenado!
O
aumento é ato criminoso,
Porque
aumenta o desemprego!
É grande
crime doloso!
Mais
ficarão sem emprego!
Ainda
continua esta história,
Que,
agora, os animais falam,
Uma
anedota irrisória
De que
nunca se lembraram:
Não
se paga o ordenado,
O trabalhador
já é rico
Vai
ficar tudo empregado
E o patrão
fica mais rico!
Assim,
a minha avozinha
Saudade me
veio matar,
Não
me contou a Carochinha;
Ouvi
este animal falar!
É grande a
besta animal,
Quando
os papagaios parlavam!
É o
ser mais irracional,
Dos
tempos em que falavam!
A história
foi relatada
Estava eu
à mesa a almoçar,
Não pude
comer mais nada,
Tive
que, aqui, me ficar!...
A história
que foi contada
É dum
enorme animal
E não
vos conto mais nada
Que agora
chegou o final!
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