sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Os Donos do Mundo Também Morrem!










  

Eles pensam que não morrem,
Pois, agem como se não,
Só para si o mundo absorvem
Levados pela ambição!

Tão ricos e tão ambiciosos
Só p’ra eles o mundo querem
São seus donos poderosos
Quanto mais têm mais querem!

Do mundo eles são senhores,
Dominam pelo poder,
São grandes exploradores,
Que fazem tantos sofrer!

Enriquecem a roubar
Os pobres que tanto sofrem!
Querem o mundo levar!
Não pensam que também morrem!

Partem, levam a ambição
E a alma repleta de nada!
Aqui, o corpo deixarão
Com a carne aos vermes dada!
                  «»
                         
                                   Zélia Chamusca
 


Da obra - Um Mundo Melhor- Poesia de intervenção social e política

Fonte de Imagem - Google 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Traição



 

Traição é o mais vil sentimento,
Ação de gente inumana,
Que causa tanto tormento
Provindo de mente insana!
 

Atormenta a sociedade,
Corrói Pátria e Nação
Em tamanha crueldade
Que apunhala o coração!
 

Andam por aí traidores
Bem vestidos de cordeiro
Mostrando-se sabedores
P´ra gerir nosso dinheiro,
 

Apenas, p´ra eles se encherem
Com o que é do cidadão!
É só isto que eles querem:
Completar a destruição!
 

Tem cautela cidadão
Não te deixes iludir
Olha a lança da traição
Que a ti pretende atingir!
                                                                «»


Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Dia Mundial da Poupança

 
 


Não tenho qualquer lembrança
De ouvir falar em poupança,
Agora, por todo o lado
É o tema que é mais falado.
 

Não dá para compreender…
Tantos pobres a sofrer,
Como falar em poupança?
É sobre os que enchem a pança?
 

É poupança e mais poupança…
Hoje é dia da poupança,
Um célebre DIA MUNDIAL,
Uma data tão especial!
 

Célebre trinta e um de Outubro!
Que me deixa mesmo ao rubro!
Fico mesmo tão irritada
Porque não entendo nada!...
 

Como poderei entender
Este célebre dia haver
Para homenagear ladrões
Que nos roubam os tostões?
 

Os ladrões podem poupar
Com os pobres a ficar
Muito mais empobrecidos
Por estes grandes bandidos!
                     «»

                                 Zélia Chamusca

                                          31-10-2013

 

 
Dia Mundial da Poupança instituído em 31/10 de 1924, no primeiro Congresso Internacional de Economia, em Milão.
    Um célebre dia tão atual e tão badalado…
Claro, estamos a regredir para o início do século passado…

 

Poema de – Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

sábado, 2 de novembro de 2013

É só gamar, só gamar!





É só gamar, só gamar!
Só ao indefeso vai furtar...
Eu nunca vi coisa assim…
Será deles ou de mim?...

É só gamar, só gamar!
Eu nunca vi nada criar…
É gamar ao reformado
E aos de baixo ordenado!

É só gamar, só gamar!
Eles saem a rebentar,
De barriga plena, cheia,
Destruindo a vida alheia…

É só gamar, só gamar!
Não param, de se fartar,
Só causam destruição
Roubando aos pobres o pão!


É só gamar, só gamar!
Só os indefesos atacar,
Não condenados p’la lei;
Serão vencidos p’la grei!

              «»
Da obra - Um Mundo Melhor
Autora - Zélia Chamusca
Chiado Editora

Fonte de imagem - Google

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Morte




 

 Tua imagem é horrenda,
 Tremenda,
 De total destruição,
 Pois, levas nossos amados,
 Finados…
 

 Levas nosso coração!... 
 

 És negridão,
 És ausência de cor,
 És dor,
 És desamor,
 És sofrimento, paixão,
 És solidão!...
 

 És a tristeza,
 És bruteza,
 És dor,
 És caos perturbador!...
 

 És fim…
 

 É preciso ter fé e acreditar,
 Para a dor eu suportar,
 Que és transmutação
 E não morte…
 

 Que és princípio,
 És renovar…

     


 
 
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Malabarista da Palavra






Há tanto malabarista,
malabarista da palavra
manipulada, deturpada,
levianamente lançada
e levada pelo vento
que sopra em descontento
como num agre tormento!



O espectador
conhece bem o ator
que se exibe  sempre

no mesmo palco,
no circo do asfalto,
nas feiras de verão,
sem qualquer inovação,
onde só  com beijo e abraço
sempre no mesmo encalço
de, sem qualquer pudor,
enganar o espectador
já cansado do despudor!


Sucedem-se uns aos outros
seguindo as mesmas pegadas
sem qualquer imaginação
não mudando a atuação,
rastejando pelo chão
para gaudio da multidão!


E, continuam teimosos,
não valentes, temerosos,
seguindo as mesmas pegadas
na única linha traçadas,
persistindo em confundir,

quem já não se deixa iludir

com palavras ao vento lançadas,
enganando o cidadão
com uma única intenção:


Apenas, conseguir obter
o domínio do poder
usurpando o cidadão,
que, não ri, não,
nem acha graça,
porque o malabarista
não trabalha de graça
e porque com a sua atuação
já cansado o cidadão
por ser tão enganado 
chegou à exaustão!

E quando da nova parada
do circo da palhaçada,
já não haverá palavra

falsamente manuseada
que ao malabarista valha;
já cansado o espectador
correrá com o ator
e toda esta esta canalha!
                                                      «»                

                                          Zélia Chamusca
Da obra  - UM MUNDO MELHOR
Autora - Zélia Chamusca
Chiado Editora
Fonte de imagem - Google

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Estado de Vilanagem







Aprendi que a trabalhar
Seria útil à sociedade,
Agora, basta-me olhar
P’ra ver outra realidade.

Há neste velho país
Uma tão grande indecência,
Nada tem com o que fiz
Da minha vida a vivência.


Trabalhei para construir,
No caminho que tracei,
O que vim a conseguir
Que é fruto do que ganhei.


Ganhei-o com trabalho honesto
No caminho então traçado,
Agora, tudo é funesto…
Chegámos a este estado:

Estado de vilanagem
Que, apenas, é destruição
Causada pela pilhagem
Que tira aos pobres o pão!
              «»


Autora - Zélia Chamusca
Da obra -  UM MUNDO MELHOR
Chiado editora
Fonte de imagem - Google