quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades




“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

Muda-se o ser, muda-se a confiança”


Camões, Grande Camões,

se neste País, agora, estivesses

verias que pior que mudar-se a confiança

é perder-se a confiança…


Se cá estivesses não cantarias

aqueles que:

“Entre gente remota edificaram

Novo reino, que tanto sublimaram;”


Não, já não espalharias cantando,

por toda a parte,

com teu engenho e arte,

a Imortal Epopeia

que à Humanidade deixaste!


Se cá estivesses chorarias

lágrimas sem fim, numa tragédia triste,

a morte de tua amada Pátria!


E, em doce pranto lembrarias, apenas,

em memória:

“Aqueles que por obras valerosas

Se foram da lei da morte libertando”


Se, agora cá estivesses

em teu imortal poema

que deu titulo a este meu simples tema,

com teu engenho e arte chorarias,

em trágico prólogo,

o que, aqui, contigo dialogo:


Mudam-se imagens,

mudam-se conceitos,

mudam-se valores,

mudam-se preceitos.


E, líricos e trágicos episódios

desenvolverias chorando:


Mudam-se as imagens

Trabalhador – Embolo da produção;

é prisioneiro da escravidão.

Reformado – Sénior respeitado;

é velho espoliado e marginalizado.


Mudam-se os conceitos


Destruição do estado social; é reforma do Estado.

Baixar salário; é ajustamento.

Baixar pensão; é convergência.

Roubo de reforma; é poupança.

O dinheiro do reformado; é despesa do Estado.


Mudam-se os valores

Explora-se o trabalhador

para ajudar ao patrão;

Tira-se ao pobre

 para enriquecer mais o rico;

Rouba-se o reformado

dizendo que é despesa do Estado.

Tudo causa da corrupção

que destruiu o País

e roubou a Nação.


Tudo em nome da poupança

na despesa do Estado…


Mudam-se os preceitos

“Dura lex, sed lex”

Sendo o significado à letra, 

“A lei é dura mas é lei”,

que, agora, é uma treta.

Significado para o povo, lei é lei,

mas, para o rico e para o político, não há lei!

Negam o pressuposto da lei,

não cumprem as leis,

e, quando confrontados

com as decisões do Tribunal

ou, apenas, lembrança de que lei é lei

que é para cumprir,

agressiva e vingativamente,

disparam com pior mal.


E, assim, para o pobre, lei é lei para ser cumprida.

Mas, para outros é:

Incumprimento;

Impunidade;

Desrespeito;

Desumanidade.


Andam criminosos à solta:

corruptos e aldrabões,

ladrões e vendilhões

da Pátria e da Nação!


Andam á solta e sabemos quem e onde estão!


Camões, Grande Camões,

se neste País, agora, estivesses,

verias que pior que mudar-se a confiança

é perder-se a confiança!…

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Da obra  Um Mundo Melhor - Autora Zélia Chamusca
Chiado Editora
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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Sensibilidade - A forma mais perfeira de inteligência



A forma mais perfeita de inteligência


Que é no ser humano a sensibilidade


Esvaneceu-se nos ares da inconsciência


Do Poder, tal é a insensibilidade!



O nefasto sentimento da ambição,

A cobardia em todos tão bem visível

E o nobre sentimento em extinção

No Poder,  a sensibilidade… É incrível!


Neles a sensibilidade é invisível!

Só um insano desumano a pode anular,

Dado que  a demência o impede de amar!


A crueldade da insensibilidade

Desenfreada, pronta a apunhalar,

Só o pobre indefeso sabe atacar!

                  





Poema de - Zélia Chamusca

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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Que Povo é este?


 

Que Povo é este
que se deixa espoliar,
espezinhar
e humilhar
por quem elegeu para o servir?  


Que Povo é este?  


Que Povo é este

que permite que destruam
as estruturas fundamentais
da Nação, do País e da democracia,
cuja instauração
tanto sofrimento
causou a tantos
que por ela lutaram? 

Que Povo é este? 

Que Povo é este,
valente e corajoso
que deu ao mundo novos mundos,
que expandiu a fé e o império,
desbravando mares desconhecidos
nunca antes navegados? 

Que Povo é este?

Que Povo é este
que difundiu no mundo
a civilização,
transmitindo aos povos a  língua,
a cultura e a religião? 

Que Povo é este?

Que Povo é este
que se deixa adormecer
nas brumas negras
do neoliberalismo sem escrúpulos

e sem dignidade nacional,
que causa o desemprego,
que reduz os salários,
que aumenta os pobres e a pobreza,
que extermina a classe média,
explora os trabalhadores,
e  rouba os que trabalharam longa vida
e que tanto contribuíram
para a construção
de um Portugal, livre,
e democrático,
que, agora, repito, este neoliberalismo
sem escrúpulos e sem dignidade nacional,

 está a aniquilar?   

Que Povo é este? 

Que Povo é este
que permite a dependência económica,
a submissão e subserviência
ao capital internacional? 

Que Povo é este? 

Que Povo é este
que se deixa adormecer
nas brumas negras da memória? 

Povo, és soberano!

Acorda Povo!
Acorda para a VITORIA!
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                                                                 Zélia Chamusca  
 

Poema de - Zélia Chamusca
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domingo, 22 de setembro de 2013

Portugal são os portugueses





 

 
Querem salvar Portugal
Destruindo os portugueses?
Como salvar Portugal,
Se ele é os portugueses?
 

Aos que andam com um “pin”
Colocado na lapela,
Moda que julgam ser ”in”,
Pensando ser muito bela:
 

Portugal são os portugueses
Num país organizado,
Nunca por quem tantas vezes
Rouba o pobre reformado
 

E explora o trabalhador
Baixando-lhe o ordenado,
Já sofrendo tanta dor
Por ser tão escravizado!...
 

Portugal já destruíram
Através da corrupção,
E, agora, o pobre extorquiram.
Roubam-lhes tudo e até o pão!
 

Continuam o percurso
Destruindo a Nação
Atingindo os sem recurso…
Cobardes sem coração!
 

Como salvar Portugal?!
Portugal são os portugueses!
Destruíram Portugal;
Não destruirão os portugueses!

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Poema de - Zélia Chamusca

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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Mais uma ajuda ao patrão!


 


P’ra o patrão ser ajudado
Tem que ser incentivado
A baixar o ordenado
P'ra arranjar muito empregado. 

Dez por cento ajuda o Estado,
Vai baixar o IRC,
Baixando o ordenado,
Claro, logo se vê: 

O défice vai acabar
Com a produção a crescer,
Também o emprego aumentar
Para a crise se vencer. 

Na imensa crise europeia
Tal benemérita ação
Com que o Governo premeia
Mais uma ajuda ao patrão! 

Não haverá desemprego,
Todos vamos ajudar
Que o patrão tenha sossego;
Não precisará pagar… 

Trabalho é voluntariado
Que o trabalhador abraça.
Não precisa de ordenado;
Irá trabalhar de graça!
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Poema de - Zélia Chamusca
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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A competitividade






Portugal no bom caminho

Com a produção a aumentar,

Irá caminhar sozinho
Não precisa resgatar.

Um país independente,
Independência económica
E o trabalhador contente
Nesta solução lacónica:

C’a reforma do IRC,
Vão as empresas aumentar,
Nós sabemos bem porquê:
Patrão não pode pagar…

Por isto logo se vê
Que a produtividade
 C’a reforma do IRC,
Cria a competitividade!

                                 Vão surgir novas empresas
Vindas da Comunidade,
Competir com as portuguesas:
É a competitividade!

Vamos produzir imenso
Com o incentivo à produção,
De trabalho muito intenso
E salário em redução!

Jamais haverá disputa,
Nem mais reivindicação,
Trabalhador não mais luta!
Labuta na produção!
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Poema de - Zélia Chamusca
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