domingo, 22 de setembro de 2013

Portugal são os portugueses





 

 
Querem salvar Portugal
Destruindo os portugueses?
Como salvar Portugal,
Se ele é os portugueses?
 

Aos que andam com um “pin”
Colocado na lapela,
Moda que julgam ser ”in”,
Pensando ser muito bela:
 

Portugal são os portugueses
Num país organizado,
Nunca por quem tantas vezes
Rouba o pobre reformado
 

E explora o trabalhador
Baixando-lhe o ordenado,
Já sofrendo tanta dor
Por ser tão escravizado!...
 

Portugal já destruíram
Através da corrupção,
E, agora, o pobre extorquiram.
Roubam-lhes tudo e até o pão!
 

Continuam o percurso
Destruindo a Nação
Atingindo os sem recurso…
Cobardes sem coração!
 

Como salvar Portugal?!
Portugal são os portugueses!
Destruíram Portugal;
Não destruirão os portugueses!

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Poema de - Zélia Chamusca

Fonte de imagem - Google
 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Mais uma ajuda ao patrão!



 

P’ra o patrão ser ajudado
Tem que ser incentivado
A baixar o ordenado
P'ra arranjar muito empregado.
 

Dez por cento ajuda o Estado,
Vai baixar o IRC,
Baixando o ordenado,
Claro, logo se vê:
 

O défice vai acabar
Com a produção a crescer,
Também o emprego aumentar
Para a crise se vencer.
 

Na imensa crise europeia
Tal benemérita ação
Com que o Governo premeia
Mais uma ajuda ao patrão!
 

Não haverá desemprego,
Todos vamos ajudar
Que o patrão tenha sossego;
Não precisará pagar…
 

Trabalho é voluntariado
Que o trabalhador abraça.
Não precisa de ordenado;
Irá trabalhar de graça!

         «»
 
 
 
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem -Google

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A competitividade






Portugal no bom caminho

Com a produção a aumentar,

Irá caminhar sozinho
Não precisa resgatar.

Um país independente,
Independência económica
E o trabalhador contente
Nesta solução lacónica:

C’a reforma do IRC,
Vão as empresas aumentar,
Nós sabemos bem porquê:
Patrão não pode pagar…

Por isto logo se vê
Que a produtividade
 C’a reforma do IRC,
Cria a competitividade!

                                 Vão surgir novas empresas
Vindas da Comunidade,
Competir com as portuguesas:
É a competitividade!

Vamos produzir imenso
Com o incentivo à produção,
De trabalho muito intenso
E salário em redução!

Jamais haverá disputa,
Nem mais reivindicação,
Trabalhador não mais luta!
Labuta na produção!
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Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

domingo, 1 de setembro de 2013

Eu ver-te-ia sempre...




Estivesse o dilúvio sobre a Terra,
Estivesse o inferno,
Estivesse a guerra,
Estivesse o sol enterrado no gelo
Que ninguém pudesse vê-lo;
O calor brilharia em meu coração
E acenderia a chama
Para ver o brilho em teus olhos!...

Tivesse a negridão das nuvens
Apagado a luz do mundo;
Minha força venceria tudo
Para encontrar-te
E amar-te!... 

Eu ver-te-ia, sempre,
Com a luz da minha alma!...
               



                       


Da obra - PALAVRAS  DA ALMA
Autor - Zélia Chamusca
Chiado Editora












I see you would always ...

            By Zélia Chamusca



The flood were upon the earth,

Was hell

Was the war,

The sun was buried ice

That no one could see him;

The warmth shine in my heart

And kindled the flame

To see the sparkle in your eyes! ...



Had the blackness of clouds

Off the light of the world;

Win all my strength

To find you

And love you! ...

I would see you, always,

With the light of my soul! ...

        




                

The work - WORDS OF SOUL
Author - Zelia Chamusca

Editing briefly

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Contrários vs instabilidade



Em tudo paira e instabilidade:
Na natureza,
Nas pessoas,
Na sociedade,
No estado,
No governo.


Tudo se encontra neste estado,
Em tudo paira a instabilidade!


Na natureza:
É verão no outono,
É outono no verão,
Ora está frio,
Ora está calor,
Ora chove,
Ora faz sol!


Nas pessoas,
A coerência
E a incoerência,
Ora dizem,
Ora desdizem,
Ora se perdem,
Ora se encontram!


Na sociedade,
É doença endémica
E epidémica,
Epidémico mal,
Na nação, afinal,
Em tudo paira a instabilidade!


No estado,
Na utópica igualdade
Paira a desigualdade
Tudo em nome da liberdade!


No governo
Que não governa
Mas se governa…


Falam em democracia,
Que ironia!


O mundo
Perdido na incoerência,
Demência?...


O que hoje é,
Amanhã não é,
Neste ciclo de eterno retorno,
Movimento viciado,
Um mundo mal amado!


                «»
Poema de - Zélia Chamusca
Da obra - A MENSAGEM - Podemos mudar o mundo
Chiado Editora


sábado, 17 de agosto de 2013

Está Portugal a arder!



Deitam  o fogo à floresta,
Deitam fogo a Portugal,
Das cinzas nada mais resta
Que a destruição total!...


Não  há ninguém que condene
Quem deita fogo ao País?
Nem um Tribunal que ordene
Cumprir pena, nem há Juiz?!


Está Portugal ardendo…
Não se incomoda ninguém…
Já há soldados morrendo,
Gente sofrendo também!…


Muda-se a nomenclatura
Das quatro estações do ano.
Esta é, apenas, a postura
Neste País tão insano:


O inverno já feneceu,
Primavera é para esquecer,
Verão desapareceu,
Deu lugar ao fogo a arder.


Ficou a época dos incêndios.
Vejam bem esta ironia:
Resta alterar os compêndios
P´ra estar a cultura em dia!


Está tudo já queimado…
Só quando o outono chegar,
Este País trucidado
Irá, em paz, descansar!...

Aquele que tem poder
Não o utiliza para o bem.
Já deitou tudo a perder;
Queimou-nos a nós também!

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                                Zélia Chamusca

                                            2013-08-17
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem- Google