Deitam o fogo à floresta,
Deitam fogo a Portugal,
Das cinzas nada mais resta
Que a destruição total!...
Não há ninguém que condene
Quem deita fogo ao País?
Nem um Tribunal que ordene
Cumprir pena, nem há Juiz?!
Está Portugal ardendo…
Não se incomoda ninguém…
Já há soldados morrendo,
Gente sofrendo também!…
Muda-se a nomenclatura
Das quatro estações do ano.
Esta é, apenas, a postura
Neste País tão insano:
O inverno já feneceu,
Primavera é
para esquecer,
Verão
desapareceu,
Deu lugar ao fogo a arder.
Ficou a época dos incêndios.
Vejam bem esta ironia:
Resta alterar os compêndios
P´ra estar a cultura em dia!
Está tudo já queimado…
Só quando o outono chegar,
Este País trucidado
Irá, em paz, descansar!...
Aquele que tem poder
Não o utiliza para o bem.
Já deitou tudo a perder;
Queimou-nos a nós também!
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Zélia Chamusca
2013-08-17
Poema de - Zélia ChamuscaFonte de imagem- Google







