domingo, 4 de agosto de 2013

Sei que também foi roubado




 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sei que, também, foi roubado,
Mas, cala e não diz nada,
Não se diz espoliado
Por esta grande cambada! 
 
Fale que é bom falar
E faz bem ao coração,
Falar faz aliviar
O mal desta corrupção. 
 
Estes corruptos bandidos,
Gente sem qualquer moral,
Hão-de morrer de vencidos
Por causarem tanto mal!
                «»
 
 
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem -  Google
 

sábado, 13 de julho de 2013

Nesta ausência de mim




 

 

Perco-me

Nesta ausência de mim

Que preenche o vazio do nada,

Do vácuo,

Onde as horas são dias

E os dias são horas.

Tudo é igual,

Monótono,

Sem tom,

Sem cor,

Sem amor …

 

Os dias passam no tempo,

Onde, apenas, ouço o vento

Soprando as nuvens negras,

Compactas, pesadas,

Carregadas de lágrimas salgadas…

 

Passa a vida no tempo

Onde a monotonia,

Por ironia, se esvai

Num simples ai

Que da vida sai…

           
  






Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Coragem? Ou cobardia?









Um outro dia

ouvi chamar coragem

à cobardia.

Que ironia…


A vil cobardia

é medo,

é fraqueza,

pois, apenas, atinge

os que não têm defesa,

a quem o sofrimento inflige!


É cobarde, é traidor

o que atinge o desprotegido,

a quem causa tanta dor,

fazendo deste

o alvo preferido.


O rico está isento

do tormento…

Na guerra, o rico foge;

Fica o pobre,

e, só este sofre…

É o pobre que de escudo serve

para proteger o rico a quem serve…


E, até nas intempéries,

Deus meu,

nas catástrofes naturais

são os pobres que sofrem mais…


É tal a injustiça

que até brada aos céus,

causando tantos escarcéus,

que por vezes chego a crer

que estou a enlouquecer…


Quando ouço chamar

coragem à cobardia

é tanta a ousadia

que já nem sei

se louca serei,

perante tanta cobardia

que só por ironia

será coragem

algum dia!...
     «»

                          Zélia Chamusca
 





 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Nasceu a alvorada!



 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nasceu a alvorada!

O sol tem novo brilho!
 
Renasceu a esperança
na bonança,
na liberdade,
igualdade
e fraternidade
na nossa  sociedade!
 

Nasceu a alvorada
em nossos olhos espelhada
e em sorrisos
manifestada!
 

Nasceu a alvorada
em cada coração,
renasceu a esperança
nesta ditosa nação!
            
  





 


 
Poema de  - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

 

 

 

 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Qual amo mais?...



              
Nesta bela praia
de mar azul
e areias finas e douradas
pelas águas banhadas,
espreguiço-me ao sol
sob o dossel do céu azul
mirando-me, bronzeada…
O sol brilhante e quente
afaga-me docemente,
abrigando-me em seus raios.
Abraça-me e enlaça-me
com doçura
e me enlouquece de ternura…
Já nem sei quem sou,
tão presa a ele estou
que meu coração pulsa fortemente
neste amor tão ardente…
E mesmo com meu namorado,
aqui, a meu lado,
comigo deitado,
o sol me distrai
porque me atrai.
É um tormento,
o meu namorado
que é ciumento
e, sentindo-se atraiçoado
salta-me em cima
se o sol se aproxima,
tapa-me com sua sombra
para o sol não me cobrir,
pois que, assustado
com este desconfiado
desata a fugir!...
Eu sem perceber
 qual amo mais,
se do sol o calor;
se do ciúme o amor,
não me aparto do sol
que é fonte de vida
e por ele me sinto atraída!
Ele dá vida à minha vida!
                «»

Poema e foto de - Zélia Chamusca

sábado, 22 de junho de 2013

Discriminação etária


 

 
 
 
 
 
 
 
O ser dito racional

Na sociedade atual

Recusa quem já viveu

E que muito aprendeu.

 

Aquele que trabalhou

E que o saber conquistou

Depois de estar realizado

Vem a ser discriminado.

 

Quem o saber possuir

P´ra socialmente intervir,

Já não é como outrora…

Recusado é agora…

 

Era o mestre, era o senhor,

Mas, pela ausência de amor,

Por todos é recusado,

Aviltado e maltratado.

               «»
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de Imagem - Google