quarta-feira, 22 de maio de 2013

A Vida é Evoluir Permanente















A vida é
Permanente aprendizagem
Na passagem
Para a outra margem.

A vida é
Evoluir permanente,
Fique ciente
Que a evolução
Está presente
Em qualquer ente
Existente.

A vida é
Evoluir presente
Em todo o ente
Sendo ente da razão
O sentimento e a paixão,
Os valores e os amores,
A ética e a estética,
A sociedade e a comunidade.

Tudo o que existe,
Individual ou colectivo,
Objetivo ou subjetivo
Nada é passivo,
É vida, é ativo. 


A vida é
Sucessivo progresso,
No ciclo eterno
Do Universo.

É projeto permanente,
Em nós,
Sempre presente
E vivido
Para a vida ter sentido.
               «»

               Zélia Chamusca

Da obra - A MENSAGEM - Podemos Mudar o Mundo 
Chiado Editora

domingo, 19 de maio de 2013

Retroatividade de uma lei

                            



















Caro jurista e leitor,
 
O que, aqui, eu vou dizer
É assunto que não estudei,
Não sei de qualquer lei,
Peço-lhe seu parecer.


 
Deste tema eu não sei.
De retroatividade,
Digo com sinceridade:
Nada sei de qualquer lei.


 
Mas, da natural ciência,
Sempre em qualquer cabeça,
Por pouco que se conheça,
Não postergada a vigência, 

Lei aplicada é cumprida.


Qualquer direito adquirido
Nunca será substituído
Seja qual for a medida. 

 
Salvo:
 
Se a retroatividade
Considerada benigna
Tornando a pessoa digna,
Na norma da sociedade.
Senão, vejamos: 
Quando uma  lei é aplicada
Ao criminoso julgado
E a vinte anos condenado
Numa prisão bem fechada
Como depois vir dizer
P’lo mesmo crime doloso
Este mesmo criminoso
Cinquenta anos vai sofrer?!...
Eu não posso entender
Que uma lei quando aplicada
Possa ainda ser alterada
Por outra que venha a ser!...
                    «»
                                   Zélia Chamusca

Poema da - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

sexta-feira, 17 de maio de 2013

O Desemprego a Acabar!



                                                            










O desemprego a acabar,
Encontrada a solução:
O IRC irá baixar
Para ajudar o patrão!
 

Eles não podem pagar
É o pobre reformado
Que a crise vai suportar
C'os impostos a aumentar.
 

Vamos todos trabalhar.
O desemprego acabou
O patrão  pode pagar
Porque o IRC baixou!
 

A economia a aumentar,
A recessão já baixou,
Portugal está a singrar,
No bom caminho ficou!
 

É preciso trabalhar
Para baixar o IRC
E o reformado a pagar
Vamos saber para quê:
 

A competitividade
Irá poder aumentar
Porque os da terceira idade
Irão, também, trabalhar!
 

Sim, também, os reformados
Vão passar a trabalhar!
Não só os privilegiados,
Vão todos colaborar!
 

E o princípio da igualdade
Para sempre se firmar
Acabar com a desigualdade
Não os mesmos a pagar!
 

P’ra mais impostos pagar,
P'ra si, quarenta por cento,
Todos irão trabalhar!

Comemoremos o evento!

               

 
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Coitados destes patrões...




 
Há muitos anos atrás,
Não estávamos nós aqui,
E, a muitos ainda apraz,
Vou contar-vos o que li:
 

Uma classe social
De senhores bem pomposos,
C’empregadas de avental,
Eram distintos, famosos!...
 

Pavoneavam-se nas ruas
Mostrando ares de elegância
Acompanhados p’las suas
Servas pagas p’la ganância.
 

Era fácil servas ter
Pois, apenas, lhes pagavam
Côdea de pão p’ra comer
E, as servas não lhes faltavam…
 

Faziam grande vistão
Com a grinalda e avental
Ganhavam um dinheirão!
Assim, tinham serviçal…
 

Elas ganhavam tão bem,
Trajavam ainda melhor
E, se  comiam tão bem!...
Era emprego do melhor!
 

Agora não há trabalho?
Coitados destes patrões…
A oferecerem trabalho
E só aparecem calões…
 

É o que agora, estais a ver:
Com comida até fartar,
A progredir e a crescer
E não querem trabalhar…
 

Coitados destes patrões…
Bom ordenado pagar
E, só aparecem calões
Que só querem protestar!...
 

Coitados destes patrões,
Merecem ser ajudados,
Pois, pagam tão bons tostões
E, não encontram empregados…

               «»
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

domingo, 28 de abril de 2013

Uma ilha de outra era







Habitei uma ilha,
Não sei que ilha era.
Era de outra era,
Era de felicidade,
Era quimera… 

Era uma ilha
Que não estava no mar,
Onde o verbo amar
Predominava  no ar… 

Era uma ilha diferente
Uma ilha de gente,
Que se ajudava mutuamente…

Viviam felizes,
Possuíam o maior bem
Que poderá existir em alguém.

Distribuíam amor,
Não havia dor,
Não existia poder
De um sobre outro ser,
Não havia disputa,
Não havia luta,
Não havia sofrer.

Não existia dinheiro,
Existia a permuta
Do amor por inteiro,
Onde todos se completavam
Porque se amavam… 

Tudo surgia
Como por magia,
Com a força e calor
Do imenso amor,
Que cada um sentia… 

Era uma insula
Que não sei como era,
Uma insula na terra,
Uma inselberg,
Um monte ilha,
De remota era.

Uma era de felicidade
Repleta de amizade… 

Era uma ilha monte
Donde se avistava
Imenso horizonte…

Onde pastavam  rebanhos
E outros animais,
Muitos mais…
Os campos garridos
De flores coloridos,
Frutos aromáticos
Policromáticos,
Um ar puro e perfumado
Por todos exalado… 

Era uma ilha de outra era,
Com uma outra atmosfera…

Pairava no ar
Uma música de embalar,
Cromática, de tons e semitons.
Todos se amavam,
Todos eram bons… 

Era uma ilha de outra era,
De felicidade,
Não existia maldade.
Era utopia,
Era sonho,
Era quimera… 

Ah! Quem dera!...
                                                             «»      
Poema de - Zélia Chamusca