domingo, 24 de fevereiro de 2013

A saudade que meu peito consome

              


 
                                                 
                

A saudade que meu peito consome
Na dor forte que chega a enlouquecer
É tormenta, caos, tudo disforme,
É o vazio de ti querer preencher!...

É ter força, ter vida e nada ter,
É desejar alcançar o universo,
É querer abraçar-te ao entardecer
E ter-te, apenas, em cada meu verso!…

É deambular no deserto perdida,
É viver em permanente tortura,
É ver luz, ao longe, e não ter guarida!...

É sentir dor, em mim, por nada ter,
É não ter alma, nem sangue, nem vida,
É sentir-me, neste poema, morrer!…

                                            Zélia Chamusca   

   
                      
Poema de - Zélia Chamusca
Publicado em:
Paralerepensar
AVSPE
PEAPAZ
Revista Virtual
Jornal Cruz Alta
vários grupos poéticos
e outros

Da obra - PALAVRAS DA ALMA
Autora  - Zélia Chamusca
Chiado Editora


Fonte de imagem - Google

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Amo o amor



 
























Eu amo
O sol, a lua, as estrelas,
O mar, a praia
A serra, a montanha,
As flores,
A fauna e a flora.

Amo o sol
Que brilha
Ilumina e aquece,
Sob ele tudo floresce,
Vive e cresce.
É cor, luz, magia e alegria!...

Amo a lua
Que ilumina e faz sonhar,
Nas longas e quentes noites,
Sob a luz branca do luar
Que embeleza o céu e as estrelas,
Fazendo-me ver nelas
A doçura de teu olhar
Que me convida a amar!…

Amo as estrelas
Que iluminam o céu
Tornando-o mais azul
Em plena sinestesia
De luz, cor e alegria,
Sonho e fantasia,
Na plenitude e grandeza
De sua imensa beleza!…

Amo o mar
Em sua vastidão
Onde procuro ver, além,
(Enquanto na praia, aquém,
As areias loiras que as águas,
Em movimento alternado
De vai e vem
Vão renovando),
A chegada de Meu Bem!...

Amo a serra
Íngreme, alta, montanhosa
E sua frescura,
Os penedos e as rochas,
Onde o silêncio é quebrado,
Apenas, pelas aves a chilrear
Que, alegremente, rodopiam no ar
Parecendo querer
A Natureza acordar!...

Amo as flores
No jardim,
Em qualquer lado,
Numa jarra, num vaso,
Num ramo,
Dos muitos que já recebi,
De ti.
As isoladas,
Desabrochadas,
Num muro, numa rocha agreste,
As que também, aí, já colheste
E me deste.

Amo as que me ofereces virtuais,
Que para mim são mais reais
Que todas as naturais.
Amo a de tua lapela
Que é de todas a mais bela.

Amo teu jasmim,
Tão perfumado,
Que guardaste para mim,
Meu terno Amado…

Amo todas,
Nas suas diferentes tonalidades
E aromas.
Mas, as mais perfumadas
São, mesmo, as que por ti
Me são dadas!...

Amo a fauna e a flora
Na floresta,
Nos mares e nos rios,
Na serra e na montanha,
Nos parques e jardins.

Amo a Natureza
Em todo o seu esplendor,
E toda a sua beleza!...

E, sobretudo, eu amo o Amor!...

                «»


Da obra - PARTE  DE MIM

 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

CLAVE SOL DA MINHA VIDA


O que sinto no meu peito
Bem fechado a sete chaves
É o meu poema mais perfeito
Ele é entre todos a clave 

Referência verdadeira
Clave sol da minha vida
Não tente encontrar maneira
De romper minha guarida

                 «»
                         Zélia Chamusca
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

domingo, 17 de fevereiro de 2013

INSENSATEZ


 



 

 








Olho em redor e vejo a insensatez
Em tudo, no todo. Esta inconsciência
É forma discreta da malvadez
No que provoca de dor sem clemência… 
 

É no insensato cegueira inata;
O bem p’ra uns, e, p’ra outros a maldade,
É cruel, dura e tão insensata…
Porquê? Se somos a Humanidade?!... 
 

Tu não vês? Abre os olhos! Vê o que é mal!
São tantos os que a insensatez maltrata!...
Olha teus irmãos todos por igual! 
 
Não há razão para discriminar,
Adapta tua natureza inata
Numa permanente “praxis” de amar!
 

                             


Poema de - Zélia Chamusca
                     

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Andam os ladrões à solta!



 

ANDAM OS LADRÕES À SOLTA!

 
Andam os ladrões à solta,
Neste mundo avassalado,
Cuidado com suas garras
Que andam por todo o lado!
 
Em cada dia mais um
Que se junta à quadrilha,
Entre eles não há nenhum
Que não pertença à pandilha!
 
Oh! Povo que és tão ingénuo!
Presta atenção ao que fazes!
Quando abrires tua porta,
Vê; podem ser estes vorazes!
                   
 
 











Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem- Google

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Quadrilha de Ladrões!


                                                      
Fui roubada p’la quadrilha,
P’la quadrilha de ladrões!
Nunca ninguém me roubou
Os parcos dos meus tostões.

 

 
A subir pelas paredes
Onde colavam cartazes,
Neles o povo iludiram,
De tudo já são capazes!

 

 



 

 
Capazes de nos roubar,
Espoliar e mal tratar
Chupar-nos até à medula
P´ra pobreza alastrar!

 

 
 
 
Maior quadrilha do mundo!
Quadrilha sem coração!
Quadrilha que se governa
Roubando aos pobres o pão!

                   «»
 
                                                                        
Poema de - Zélia Chamusca
Escrevi para todos os espoliados.
Dedico-vos.
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