segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

CLAVE SOL DA MINHA VIDA


O que sinto no meu peito
Bem fechado a sete chaves
É o meu poema mais perfeito
Ele é entre todos a clave 

Referência verdadeira
Clave sol da minha vida
Não tente encontrar maneira
De romper minha guarida

                 «»
                         Zélia Chamusca
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

domingo, 17 de fevereiro de 2013

INSENSATEZ


 



 

 








Olho em redor e vejo a insensatez
Em tudo, no todo. Esta inconsciência
É forma discreta da malvadez
No que provoca de dor sem clemência… 
 

É no insensato cegueira inata;
O bem p’ra uns, e, p’ra outros a maldade,
É cruel, dura e tão insensata…
Porquê? Se somos a Humanidade?!... 
 

Tu não vês? Abre os olhos! Vê o que é mal!
São tantos os que a insensatez maltrata!...
Olha teus irmãos todos por igual! 
 
Não há razão para discriminar,
Adapta tua natureza inata
Numa permanente “praxis” de amar!
 

                             


Poema de - Zélia Chamusca
                     

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Andam os ladrões à solta!



 

ANDAM OS LADRÕES À SOLTA!

 
Andam os ladrões à solta,
Neste mundo avassalado,
Cuidado com suas garras
Que andam por todo o lado!
 
Em cada dia mais um
Que se junta à quadrilha,
Entre eles não há nenhum
Que não pertença à pandilha!
 
Oh! Povo que és tão ingénuo!
Presta atenção ao que fazes!
Quando abrires tua porta,
Vê; podem ser estes vorazes!
                   
 
 











Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem- Google

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Quadrilha de Ladrões!


                                                      
Fui roubada p’la quadrilha,
P’la quadrilha de ladrões!
Nunca ninguém me roubou
Os parcos dos meus tostões.

 

 
A subir pelas paredes
Onde colavam cartazes,
Neles o povo iludiram,
De tudo já são capazes!

 

 



 

 
Capazes de nos roubar,
Espoliar e mal tratar
Chupar-nos até à medula
P´ra pobreza alastrar!

 

 
 
 
Maior quadrilha do mundo!
Quadrilha sem coração!
Quadrilha que se governa
Roubando aos pobres o pão!

                   «»
 
                                                                        
Poema de - Zélia Chamusca
Escrevi para todos os espoliados.
Dedico-vos.
Fonte de imagem - Google

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Apaixonei-me



















APAIXONEI-ME
 

Apaixonei-me
Pela imagem narcísica
Que em mim visualizei.

Pela alegria
Que sinto
Ao renascer
De novo dia.
Por ser
E viver
Com prazer.
Pelo sol,
Pela lua,
Pelas estrelas,
Pelo mar,
Pelo céu,
Pelo firmamento,
Pelo vento,
O ar em movimento...
Pela beleza
De toda a natureza
Que é encantamento!...

Apaixonei-me
Pela dança
Do rodopiar
Das aves a voar,
Das nuvens alvas,
Brancas
E calmas,
Levemente levadas
Pelo vento,
A soprar
Sem parar,
Sempre a soar,
A meus ouvidos segredar
Doces palavras de amor
E de amar...

Apaixonei-me
Pela poesia
Que sinto dentro de mim,
Num prazer sem fim,
De encanto,
De magia,
De fantasia,
De alegria!...

Apaixonei-me
Por meus ideais,
Singelos,
Únicos,
Que tornei reais.
Pelos projectos
Que tracei
E concretizei
Através do amor
Com que os abracei.

Apaixonei-me
Pela universalidade
Da vida
E pela singularidade
Da minha vida.

Apaixonei-me
Pela Felicidade
Da música que escuto
Na alma
Onde perscruto,
Em cada momento,
Uma tonalidade
De encantamento
E fascínio
Apaixonantes!...






Da obra PARTE DE MIM
Reeditado
 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Amor que não começou e já terminou...









Você me desperta,
Me abraça,
Me beija,
Me afaga
Fulminada,
Atingida pela seta
Do Cupido
Neste amor não surgido.

Me extasia
De sonho
Ébrio em doce fantasia
E aroma de Afrodite,
A que meu querer permite
E cede à tentação numa envolvência
De loucura e demência
Que me prende
Em clímax que ascende
Ao máximo de suas carícias,
Em meu corpo.

Minha alma se rende
Num êxtase profundo,
Cerrada no mundo,
Num envolvimento emocional,
Apenas,
Não carnal,
A acrescentar às minhas penas!...


Perdida num amor que não começou e já terminou…

                                «»




Poema de - Zélia Chamusca
Da obra - PEDAÇOS DO MEU CORAÇÃO
Edições Vieira da Silva