sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Natal da Amizade


 
 
 
NATAL DA AMIZADE
Zélia Chamusca
 
Natal da amizade
Que seja este Natal
Onde exista o amor
E o calor
Da fraternidade!...
 
Neste planeta, Terra
Eu desejo,
Quem me dera…
Que este sonho,
Esta quimera,
Se torne realidade!
 
Mas, minha alma está triste
E chora meu coração,
Que a esta afronta não resiste…
É forte a desolação
De tantos,
Que não têm pão!...
                                                                    






 
 
CHRISTMAS OF FRIENDSHIP


Zélia Chamusca

Christmas Friendship
What is this Christmas
Where there is love
The heat
Fraternity! ...

On this planet, Earth
I wish,
I wish ...
What this dream,
This chimera,
Come true!

But my soul is sad
And my heart cries,
What this affront not resist ...
It is strong desolation
In many,
Who have no bread!...

«»

 
 
 
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google                                                      

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Tão longe… do que sonhei…

 
 
                                                                            

Tão longe… do que sonhei…


 


Acordei,

Abri os olhos

E me encontrei

No vácuo imenso

Do vazio

Gélido,

Frio,

Do nada…

 

Meu palácio de cristal

Ruiu,

Sucumbiu

Em sua fragilidade

Construído à imagem

Da felicidade,

Da fantasia

Em que um dia

Meu pensamento

Conceituou

E, finalmente,

Acabou,

Tão efémero

Se tornou…

 

De novo irei sonhar

Em concretizar

A razão que me fez sonhar

Mesmo sabendo

Que poderei

De novo acordar

Tão longe… do que sonhei…

 

 
Da obra - PEDAÇOS DO MEU CORAÇÃO
 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Não tenho palavras



 
 
Não tenho palavras,
Faladas,
Que possam definir
Meu sentir. 
 
São palavras fechadas
As encontradas,
Espalhadas
Na imensidão
De meus sentimentos
Em todos os momentos. 
 
Elas fogem, voam
Mal soam,
Não soam,
Nada dizem,
Nem contradizem.
São mudas,
E surdas
Em meu sentir. 
Não tenho palavras,
Faladas... 
 
Tenho-as
No meu corpo,
Na minha alma,
No meu espírito,
Em todo o meu sentir
Onde se expressam,
E confessam
Meus sentimentos,
Meus desejos,
Minhas paixões,
Minhas emoções
E minhas desilusões... 
 
Tenho-as
Na capacidade de dar,
De me dar,
De me entregar
Em corpo,
Alma,
E espírito.
De me doar
Em toda a capacidade
De meu ser
Esquecendo o ter. 
 
Não tenho palavras
Faladas,
Porque em minha interioridade
São sufocadas
Pelo desencontro
Em que me encontro,
Nesta forma de ser
Que julguei ser
O caminho da Felicidade!...
                                                       «»
 
 Da obra - PARTE DE MIM
 Autora - Zélia Chamusca
 Edições Vieira da Silva

sábado, 8 de dezembro de 2012

Não nos preocupemos com a vacuidade


                
 Olho a turbulência das águas,
Na superfície do mar,
Pelas ondas agitadas,
Bravas, revoltadas… 

Mas, na profundidade
O oceano está em paz
E tranquilidade…

Tal como as revoltas águas
Também nossas mágoas
São, tantas vezes, insignificantes,
Superficiais
 E iguais
À turbulência no mar,
Quando comparadas
À virtude e à tranquilidade
Que dentro de nós
Poderemos encontrar.

Não nos preocupemos
Na vida, com a vacuidade
De momentâneas
Vicissitudes
Tantas vezes não consentâneas
À nossa paz interior,
Pois, é aí, na nossa interioridade,
Que residem as virtudes
Conducentes à Felicidade!...





                 
Da obra - PARTE DE MIM

Do not worry about with emptiness ...
Eye turbulence of the waters,
At the sea surface,
Agitated by the waves,
Angry, angry ...
But, in depth,
The ocean is at peace
And tranquility ...
As the riots waters
Also our sorrows
Are often negligible,
superficial
  And equal
The turbulence in the sea,
compared
In virtue and tranquility
That within us
We may find.
Do not worry about
In life with emptiness
of momentary
vicissitudes
Often not consistent
At our inner peace,
Well, there is, in our interiority,
Residing virtues
Leading to Happiness! ..

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Uma Reflexão


 
UMA REFLEXÃO
Por
 Zélia Chamusca  

Quem de vós, dos que já tiveram mais tempo para aquisição de conhecimento e experiência vivenciais, quem de vós, repito, não experimentou, viveu, e sofreu, o que é ser exaltado, elogiado, homenageado e até mesmo bajulado, com flores e beijos de “amores”?
Os que o experimentaram, numa determinada fase da vida, já se interrogaram sobre a origem destes falsos reconhecimentos?
Se não, interroguem-se…
E porquê?
Qual o interesse dos que nos rodeiam, dos que nos bajulam?
É bom reflectirmos, especialmente, naquilo que tantas vezes nos faz sofrer ou que poderá causar sofrimento ao outro.
Esta fase da vida passa. A vida é, aqui na Terra, uma sucessão de vivências e experiências, e, não só… A vida é, por isso, uma aprendizagem permanente.
Pergunto:
Após a passagem por esta fase da nossa vida, qual a mudança e o porquê do comportamento dos que, até então, nos rodearam como formigas lambendo mel?
Eu sei o porquê, já o senti e fortemente o sofri…Mas, como humana, a minha complacência leva-me a compreender e ultrapassar este sentimento, mesmo sabendo-o negativo, ou seja, conhecendo a origem negativa desta atitude interesseira do ser humano, quando recorre a outro que poder-lhe-á ser útil. Apenas, porque poder-lhe-á ser útil…
E, você, leitor, já o sentiu?
Pois, é…
Seria bom interrogarmo-nos sobre a nossa relação com o outro, ou seja, a nossa  praxis  social, relativamente a valores mais elevados.
Deixo-vos minha reflexão e meu amor fraterno e incondicional,
                                                                                      Zélia Chamusca
 
 
                                                                A REFLECTION
                                                                          by
                                                               Zelia Chamusca

Who of you, those who have had more time to acquire experiential knowledge and experience, which of you, I repeat, not experienced, lived, and even suffered what is being exalted, praised, honored and flattered even, with flowers and kisses "love"?
Those who experienced, at a certain stage of life, ever wondered about the origin of these false recognition?
If not, let them ask themselves ...
And why?
What is the interest of those around us, of us cringe?
It is good to reflect especially on what so often makes us suffer or that may cause suffering to others.
This phase of life passes. Life is here on Earth, a succession of experiences, and not only ... Life is therefore lifelong learning.
I ask:
After passing through this phase of our life, what and why of the change of behavior that hitherto surrounded us like licking honey ants?
I know why, already strongly felt and suffered ... But as a human, my complacency leads me to understand and overcome this feeling, even though it negative, and knowing the origin of this negative attitude digger human when it turns to another may be helpful. Just because it might be useful ...
And you, the reader, already felt?
Well, it is ...
It would be good to ask ourselves about our relationship with each other,  our social praxis, for higher values​​.
I leave you my reflection and my brotherly love and unconditional,

                                                                                  Zelia Chamusca