sábado, 17 de novembro de 2012

VOEI, VOEI...




 
VOEI, VOEI…
                                                      Zélia Chamusca
 

Voei pelos céus da fantasia

De sonho e magia

Voei, voei……

 

Voei alto,

Rompi nuvens,

Rompi véus,

Dobrei céus

De amor e encantamento,

De fascínio, de paixão,

De emoção,

De plenitude

Em meu coração…

 

Voei, voei…

Voei tanto, que cansei…

As alturas ultrapassei

E, no vácuo me encontrei.

 

Caí…

No vazio,

Gélido e frio

Do nada,

Que, paradoxalmente,

Que me fez sentir,

Imensamente,

A mulher mais amada,

Desejada,

Sonhada.…

E, nesta fantasia

De encanto e magia,

Meu sonho se esvaiu,

Caiu.…

 

Acordei…

E, não mais sonhei

No que, para mim, era tudo,

E que, afinal, é nada!…
                                                      
                                     
                

             
Da obra - PARTE DE MIM
Foto - Lançamento de PARTE DE MIM a 27/10/2012


Nota - Se estiver interessado na obra
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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O SER E O NÃO SER




 

Temática dialogante

De “O Ser” e “O Não Ser”

É a dialéctica constante

Do Ser em vias de ser.

 

“O Ser” na sua essência

É dado primordial

Na busca da transcendência

À vida fundamental.

 

“O Ser” é ser realizado

E “O Não Ser” é o em vias de ser.

Será concretizado

Formando um único Ser.

 

Fenómeno ontológico,

A dinâmica do Ser,

Essencialmente lógico,

Manifestação do SER.

 

E é esta envolvência

Em que se manifesta o ser,

Razão que é essência

Do SER que o torna Ser.

                                                                         «»

Hoje, dia 21 de Novembro, Dia Internacional da Filosofia, deixo-vos, para reflexão, meu poema filosófico, O SER E O NÃO SER.
Há cerca de 3 anos, acordei às 4 da manhã com este poema, sem saber porquê, integralmente,
tal como está, aqui, escrito. Não podia deixá-lo fugir. Levantei-me e escrevi-o.

Poema de -  Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

EUROPA COMUNITÁRIA




Neste mundo conturbado
Há um velho continente
Em que um povo magoado
Vive pobre, descontente!

É a Europa Comunitária
Que de comum nada tem
Em nada é solidária
P’la ambição os pobres detém!

Comum? Conversa fiada!
Porque uns comem sempre tudo,
E outros nunca comem nada!
É a injustiça, sobretudo!...

Como é isto Comunidade?
Onde paira a corrupção!
Onde não há fraternidade
E aos pobres roubam o pão!

                  «»



Poema de - Zélia Chamusca
Da obra -  A MENSAGEM - Podemos Mudar o Mundo
Chiado Editora

domingo, 11 de novembro de 2012

A CARIDADEZINHA




 
A CARIDADEZINHA

Zélia Chamusca

 

Andam tantos a brincar

A uma caridadezinha

Nos fazendo acreditar

Que são uma alma boazinha…

 

Dizem que não há miséria,

Neste pobre Portugal,

Claro, dizem tanta léria…

Nada disto é real!
 

As casinhas aumentaram

A sopinha do barroso

Que há tantos anos criaram,

E, agora, é Grande o Barroso!

 

Por isso não há miséria,

Tanta fartura p’ro pobre,

Deixem-se lá dessas lérias...

Isto é uma causa Nobre!

              «»

                                
 
Da obra -A  MENSAGEM - Podemos mudar o mundo
Chiado Editora
Fonte de imagem - Google 

 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A LUA E O SOL A BRILHAR



    
 

A LUA E O SOL A BRILHAR
                                                              Zélia Chamusca
 

Na minha vida

O sol brilhava

E me encantava…

Mas, um véu de tristeza

À minha vida

Tirou esta beleza

E passei a viver

Sob o sonho da lua

Na noite escura,

Escura e triste

Que na minha alma

Persiste…

 

Mas, hoje acordei

Com a luz do sol,

Olhei pela larga janela

Aberta

E, eu bem desperta,

À minha frente

Vi a lua,

Numa manhã tranquila,

A lua que a noite iluminou

E o sol que me acordou

Brilhantes e sorridentes…

 

Pensei que estava a sonhar

Vendo a lua à minha frente

E o sol atrás de mim sorridente…

 

E, os dois embebecidos

Me envolvendo em seu sorriso

De amantes

Apaixonados,

Ternos enamorados…

 

Tão estupefacta fiquei

Que lhes falei:

Tu, lua, à minha frente

E o sol à tua frente,

Atrás de mim?...

 

Sois esplendor sem fim,

Vosso brilho me seduz

Neste começo de dia

É um brilho que reluz

Repleto de magia

Enchendo-me de alegria!...

 

Eu entre vós

Que me abraçais

E me enlevais

De beleza e cor

Com vosso amor!...

 

Num jogo lúdico

Entre a lua e o sol

E o sol e a lua

Que ambos disputam

Minha vida iluminar

Tornando-a bela,

De tristeza nua

Pura e singela

De alegria a brilhar,

Como a mais bela

E eterna noite de luar!...
     

                                    

               







Da obra - PARTE DE MIM

domingo, 4 de novembro de 2012

Viver



Viver
É a contínua caminhada
Por nós projetada
Seguindo sempre
Em frente,
Levados por paixões,
Ou perante fracassos
E desilusões.
É o projectar
Permanente
Em concretizar
Nossas aspirações.

Viver
É decidir
O que podemos ser
E ter
E, para isso agir,
E, até mesmo,
Decidir não decidir.

Viver
É agir
Em circunstância
E decidir
Perante essa mesma circunstância.

Viver
É ser livre
E ser
Condenado
À liberdade,
E obrigado
A agir
E ter
Que decidir
Face à liberdade.

Viver
É o que fazemos
E o que acontece
E disso termos
Consciência,
É viver-se
E sentir-se viver
No encontro com o mundo
E no mundo.

Viver
É conviver,
É viver
Em termos de relação,
Sabendo o que está a acontecer.
É ver e participar
Nos acontecimentos,
É projetos concretizar,
É amar,
É querer,
É sofrer,
É odiar,
É desejar,
É temer.

É isto viver.
 
Se não houver consciência
Desta existência
Não haverá vida.

Viver
É o que ninguém
Pode fazer por mim
E por si.

É um ato intransmissível,
Só por cada um possível
A vida viver.

Viver
É o dado fundamental,
Realidade primordial,
Indubitável no Universo.

              


 
 
Da obra - PARTE DE MIM
Autora - Zélia Chamusca
Edições Vieira da Silva 
               

 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

CRISE IMPLICA MUDANÇA


                                                                  

 

Crise implica mudança

de mentalidade

na sociedade,

e, consequentemente,

na governação

do país e da nação.

 

Crise é um fenómeno natural

que exige mudança incremental.

É movimento

nas sociedades

em desenvolvimento,

é dinâmica, é desequilíbrio

que tende ao equilíbrio.

 

Crise  não é estática,
 é “praxis”,

é ação, é criação,

é a actividade

prática de renovação

da sociedade.

 

Crise é um processo de rotura

que exige transformação

 e mudança de perceção.

É a desagregação

 da sociedade

onde impera a corrupção

e a desigualdade.

 

É necessário quebrar,

totalmente,

o elo em rotura,

para aniquilar

a corrupção

na sua origem.

Para isso nos vamos unir,

fazendo surgir

uma nova Nação,

PORTUGAL!

   




Poema de - Zélia Chamusca
Da obra - A MENSAGEM - Podemos Mudar o Mundo   
Chiado Editora