segunda-feira, 15 de outubro de 2012

MAS, ONDE ESTÃO OS JUIZES?


                                               

Esfregam as mãos de felizes

Com a regressão a subir,

De nós se estão a rir!...

Mas, onde estão os Juízes?!

 

Os ladrões têm que ser julgados

E pelo mal condenados,

Têm que a pena cumprir,

Do desgoverno sair

Neste país destroçado

Com o povo tão mal tratado,

Trabalhador assaltado,

Reformado espoliado

E a fome a aumentar

E a saúde a faltar

E a regressão a subir.

Esfregam as mãos a rir!...

Mas onde estão os Juízes?!

 

Será um Julgado de Paz

A mostrar do que será capaz…

Há quem esteja a tremer

Pois já está a prever

O que irá acontecer!...

               «»
Da obra - A MENSAGEM - Podemos Mudar o Mundo
Chiado Editora


Fonte de imagem - Google

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

IMAGINÁRIO



                                           


 
  Imaginário,

Que te expandes além do infinito,

Perduras no tempo,

És eterno

E porque és imaginário

És intemporal

Sendo o tempo

Atemporal.

És fantasia,

És sonho,

És utopia,

És minha alegria,

És ilusão,

Donde brota a conceção

Do projeto da criação!...

 

Imaginário,

És no pensamento

Relíquia em relicário,

Contigo,

Eu crio e me recrio,

Canto e rio.

Te infundes

Em meu coração

Fazendo dele brotar

A paixão,

Na verdadeira aceção

Do verbo amar!...

 

           
Da obra - PARTE  DE MIM 
A lançar a 27-10-2012

 

sábado, 6 de outubro de 2012

EU DAVA TUDO…

  







Eu dava tudo

para viver de novo

tudo o que vivi

ao pé de ti…


Eu dava a lua e as estrelas,

o brilho do sol ao acordar,

sobre a terra e sobre o mar,

em doce arrebol

que me faz sonhar…


Eu dava a vida

para, como Vénus  Renascida,

emergindo das ondas  do mar,

 viver de novo

o que vivi,

junto a ti,

por  te amar!...
      





Poema de - Zélia Chamusca
Da obra - Um Outro Olhar
Não publicada
Fonte de imagem Google

Publicado na  8ª. Antologia LOGOS  - 2014

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Os Vendilhões do Templo












Cristo entrou no templo
De Jerusalém,
E, ao ver o templo,
Destinado ao culto e à oração,
Transformado em podridão
Por tantos vendilhões,
Em covil de ladrões,
Comércio de exploração,
De jugo e humilhação;
Cristo, irado,
Pegou numas cordas
E destruiu tudo,
Correndo com os vendilhões
Do templo profanado!

Jesus Cristo,
Um Ser Superior,
Irou-se, chicoteou o mal,
Que, afinal,
Não era mais que a revolta
Perante a hipocrisia,
A opressão,
A injustiça,
A exploração!

Esta bíblica passagem
Dá-nos uma imagem
Do mundo atual
Onde há tanto mal!...

Os vendilhões do templo
São o exemplo
Dos novos espécimes,
Os vendilhões da pátria,
E do ser humano,
Templo profanado.

Este acontecimento bíblico
Da profanação do templo,
Os vendilhões do templo,
Poderá servir, aqui, de alegoria
Que traduz com ironia
A sociedade atual
Onde existe tanto mal…
Sociedade de hipocrisia
Totalmente amoral.
Onde nós, humanos,
Somos profanados,
Humilhados,
Explorados
Pela idolatria do dinheiro,
No mundo inteiro,
Pelo prazer,
Pelo egoísmo,
Pelo Poder!

Precisamos de um Homem Novo
Que chicoteie a opressão,
A hipocrisia,
A injustiça,
A ambição,
A corrupção,
A ânsia do poder,
Fonte do jugo da exploração,
Neste mundo de desumanização!

Precisamos expulsar
Os Vendilhões do Templo,
Precisamos agir,
Precisamos seguir
De Cristo o exemplo!
 
            «»

               Zélia Chamusca


 
Poema reeditado . Da obra - A MENSAGEM - Podemos Mudar o Mundo
Chiado Editora


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O pensamento voando como o vento...






Em permanente diálogo
Me deixo voar
E levar
Com o pensamento
Voando como o vento…

Percorro o caminho
Do sonho,
Da fantasia
E da magia,
Da realidade
E da saudade,
Do encanto,
E desencanto,
Da ternura
E da frescura,
Com o pensamento
Voando como o vento…

Com ele dialogo,
Permanentemente,
Numa dialética constante,
Inigualável,
E infindável,
De eterno comunicante
Em que me perco
E me encontro,
Num recomeço infindo,
Sempre partindo
Do dado primordial
Duma verdade existencial,
O pensamento
Voando como o vento…

                      Zélia Chamusca
   






De obra PARTE DE MIM
Edições Vieira da Silva
Lançamento a 27/10/2012
Hotel Real Palácio

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

OS MALES DA CORRUPÇÃO


OS MALES CORRUPÇÃO!

Zélia Chamusca


Eu queria descrever

O que está a acontecer…

Mas, consomem-se as palavras

P’las lágrimas assoladas…


Sofrimento nesta era

Que o Poder aos pobres gera!

Não há dó nem há piedade,

Apenas, austeridade!


Tantos pobres inocentes,

Quantos com fome e doentes,

Suportam na solidão

Os males da corrupção!

                  «»

Fonte de Imagem - Google

terça-feira, 25 de setembro de 2012

SOU

SOU

Sou no mundo a emoção,
Sou corpo e alma,
Sou gelo e calor,
Sou chispa e calma,
Sou ousadia e pudor,
Sou afeto e sou paixão!...

Sou plenitude transbordante,
Sou força e vigor,
Sou lume escaldante,
Sou esperança e amor,
Sou transparência,
Exuberante abertura,
Clarividência,
Razão e loucura! …




Mas, se abro as portas à essência do meu ser;
Fecho-as mais pobre:
Se esvai maculada a privacidade,
Que ocupa meu espaço mais nobre.
Minha força começa a esvanecer…
E me cerro na ténue fragilidade! …

Nesta complexidade me refugio
E, paradoxalmente, me liberto:
Danço e canto, corro e salto, choro e rio!...
Mas … em vão…
Na intimidade me aperto
E me afago na solidão!...
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Poema reeditado - da obra PEDAÇOS DO MEU CORAÇÃO
Autora - Zélia Chamusca
Edições Vieira da Silva