terça-feira, 11 de setembro de 2012

PORQUE É QUE A FELICIDADE É INACESSIVEL?


            

  Artigo de Zélia Chamusca


Lembrei-me de conversar com todos os meus amigos, aqui, sobre este interessante tema, a felicidade.
Todos nós procuramos, permanentemente, a felicidade. Essa busca é uma necessidade inerente ao nosso ser, mas, ela cada vez mais se torna inacessível e porquê?
Penso, como Santo Agostinho, que não a encontramos porque nos enganamos no caminho. Conhecemos o caminho do Bem,(Amor, segundo a terminologia de Santo Agostinho) mas desviamo-nos dele.
Porquê? Porque somos humanos, não somos perfeitos, não somos deuses.
Mas, onde reside a felicidade?
É este o problema.
A felicidade é um estado de espírito, não um objecto que se procura.
Ela está dentro de nós. É aí que teremos que a procurar.
Comecemos por nos amar a nós próprios para depois podermos amar os outros.
Se não nos amarmos a nós próprios nunca poderemos amar alguém.
Ou seja, se não tivermos auto-estima nunca encontraremos a felicidade.
É necessário que, permanentemente, na nossa vida, incentivemos e reforcemos a nossa auto-estima através de pensamentos positivos, que conduzam a sentimentos, emoções, sensações positivos.
Esta atitude exige uma aprendizagem permanente, um aperfeiçoamento.
Se adotarmos uma atitude positiva perante a vida, reforçando os nossos pensamentos positivos e evitando os negativos, a nossa auto-estima será cada vez mais forte e, consequentemente, seremos muito mais felizes e comunicaremos aos outros a nossa própria felicidade.
Se nós próprios não nos sentirmos felizes nunca poderemos transmitir felicidade a alguém.
Hoje, levantei-me e comecei a escrever este texto para vos desejar a todos um muito bom dia.
Saibamos ser felizes!
ZCH

domingo, 9 de setembro de 2012

INTERVENÇÃO EM DOZE QUADRAS























Zélia Chamusca

 

Ouço tantos a mentir,
Os que tem o Poder,
Que chego a estar a sentir
Que começo a enlouquecer.

Num país desgovernado
Todos falam com razão.
Mas, o pobre do coitado
É  quem fica sem o pão.

A proposta de equidade
Nos deram a conhecer
E é sempre a desigualdade
Que acaba por nos vencer.

E àquele que bem trabalha
Querem baixar os salários
Técnica que nunca falha
Na mente dos Comissários.

Os que ganham aos milhões
Enchem-se até fartar
São dos pobres os tostões
Que têm tudo pagar.

E a iniciativa privada
É sempre favorecida
De nada se vê privada
P’ra estes é boa a vida.

E os que fogem ao fisco,
São estes e mais alguns,
Não sofrem qualquer risco
E são casos tão comuns.

E todos os que roubaram
Vivem à grande e à francesa
De luxo até se abastaram
Nada lhes falta na mesa.

Continuam a encher-se
São os mesmos a roubar
Na crise a enriquecer-se
Nada lhes irá faltar.

E os que a crise, aqui, criaram,
Os que estão de longe a ver,
Fugiram e se baldaram,
Estão no luxo a viver.

Ouço dizer que fui eu,
Gastei mais do que devia,
Esta gente enlouqueceu,
Não percebo esta ironia.

O que aqui estou a dizer
É apenas poesia,
Não duvidem, podem crer,
Não liguem… é fantasia…
             «»
                          2012-09-08

Poema de - Zélia Chamusca
Da obra -  A MENSAGEM - Podemos mudar o mundo

Chiado Editora

sábado, 8 de setembro de 2012

Escravatura Século XXI



                    


Escravatura século vinte e um,
Dura, cruel, injusta e desumana.
Do Poder a mais déspota ação insana
Como jamais alguém viu em tempo algum.

Rouba-se o país, rouba-se a nação,
Rouba-se o pobre para dar ao rico,
Tanto há p’ra dizer mas aqui me fico,
Sobre energúmenos sem coração!

Luta com teu poder, trabalhador!
Não deixes reduzir-te à escravidão!
És a força do trabalho, és o motor!

Queremos uma sociedade pura,
Lutemos com a força da razão,
Derrubemos a nova ditadura!
                      «»
                                               Zélia Chamusca


Da obra - A MENSAGEM - Podemos Mudar o Mundo
Chiado Editora
Fonte de imagem - Google

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Ingratidão




 
O mais nobre sentimento
Que de mim brotou,
Esvaiu-se como nuvem
Pelo vento
Esfumado,
Saindo num lamento
Das cinzas dum tormento.

Passou…
E se desfez
Nos ares do esquecimento...
Ninguém notou
No encanto
Que a vida
Tanto, tanto…
Lhes doou…

Ninguém o viu…
E se esvaiu
Na cegueira da ingratidão
Que magoou meu coração!...
                      



Da obra - PARTE DE MIM
Autora - Zélia Chamusca
Edições Vieira da Silva        

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

MAL EPIDÉMICO - Poema RAP

                                                     
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
MAL EPIDÉMICO - Poema RAP
                                                     Zélia Chamusca


 
Este mal  é epidémico,
Ele tornou-se pandémico,
Deflagrou por todo o lado,
Neste estado malfadado,
Grassa pelo mundo inteiro
Comandado por dinheiro,
Onde impera a corrupção
Aqui e em qualquer nação,
No político continente,
À corrupção atinente,
O desemprego a aumentar,
As fábricas a fechar,
Para outros lados mudar,
Onde a mão de obra barata,
A criança assim trata,
Dá para encher que se farta.
 
Há por aí tanto vândalo,
Escândalo e mais escândalo
E o corrupto sempre impune
E nunca ninguém o pune.
 
Outrora nestes países
Viviam gentes felizes
Antes destes desalmados
Que de tanto insaciados
Comem tudo, tudo comem,
Até o pobre consomem
Tonando-o ainda mais pobre,
Num país outrora nobre,
Onde não existem mais,
Valores, então, morais,
Uma nação humanitária,
De gente tão solidária
E, agora a corrupção
Como em qualquer nação,
Deflagra em dimensão
Regressando o esclavagismo,
Que até lembra o nazismo.
 
Não há lei, não há vergonha,
Nem força que se lhe  oponha,
Não há dever nem direito,
Nem sequer já há respeito.
Trabalhador é explorado
E o pobre reformado
Para a margem é mandado.
 
Nem dever, nem dever ser
Há em quem tomou o poder,
A não ser enriquecer,
Os países a empobrecer
E o pobre a sofrer,
E o reformado roubado,
E o trabalhador explorado,
Num mundo desgovernado!
                «»

Da obra - A MENSAGEM - Podemos Mudar o Mundo
Chiado Editora

Poema de -  Zélia Chamusca               
Fonte de Imagem - Google

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

PAIXÃO




 
 
 

Adormeci

Na fantasia poética

Que vivi,
 
                                             Deixando-me arrebatar


Pela paixão

Que apanhou meu coração,

Pensando que era amar…

 

Foi vã

Esta minha paixão,

Sentimento efémero,

Patologia

Elevada à paroxia

Em que me transcendi

Pelo fascínio

E perdi

Minha individualidade

Na transformação

De minha personalidade.

 

Acordei,

Pensei…

E ao colocar

Os pés no chão

Recuperei

Minha razão.

 

Paixão,

Que rompes com o equilíbrio psíquico,

Quão diferente és do amor…

Que é sentimento sublimado,

É razão de ser

De todo o ser criado!...


 

             

Da obra -   PARTE DE MIM
Edições Vieira da Silva
 
Fonte de Imagem - Google