MAL EPIDÉMICO - Poema RAP
Zélia Chamusca
Este mal é epidémico,
Ele tornou-se
pandémico,
Deflagrou por todo o
lado,
Neste estado
malfadado,
Grassa pelo mundo
inteiro
Comandado por dinheiro,
Onde impera a
corrupção
Aqui e em qualquer
nação,
No político
continente,
À corrupção atinente,
O desemprego a
aumentar,
As fábricas a fechar,
Para outros lados
mudar,
Onde a mão de obra
barata,
A criança assim
trata,
Dá para encher que se
farta.
Há por aí tanto
vândalo,
Escândalo e mais
escândalo
E o corrupto sempre
impune
E nunca ninguém o
pune.
Outrora nestes países
Viviam gentes felizes
Antes destes
desalmados
Que de tanto
insaciados
Comem tudo, tudo
comem,
Até o pobre consomem
Tonando-o ainda mais
pobre,
Num país outrora
nobre,
Onde não existem
mais,
Valores, então,
morais,
Uma nação
humanitária,
De gente tão
solidária
E, agora a corrupção
Como em qualquer
nação,
Deflagra em dimensão
Regressando o
esclavagismo,
Que até lembra o
nazismo.
Não há lei, não há
vergonha,
Nem força que se
lhe oponha,
Não há dever nem
direito,
Nem sequer já há
respeito.
Trabalhador é
explorado
E o pobre reformado
Para a margem é
mandado.
Nem dever, nem dever
ser
Há em quem tomou o
poder,
A não ser enriquecer,
Os países a
empobrecer
E o pobre a sofrer,
E o reformado
roubado,
E o trabalhador
explorado,
Num mundo
desgovernado!
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Da obra - A MENSAGEM - Podemos Mudar o Mundo
Chiado Editora
Fonte de Imagem - Google


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