quinta-feira, 14 de junho de 2012

AH! NA SAUDADE...


Poema e formatação de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem -  Google

Da obra - Palavras da Alma
Chiado Editora

terça-feira, 12 de junho de 2012

CARTA AO ESCRITOR

                                                                  
                                             CARTA AO ESCRITOR



Caro Escritor,



Já pensou porque escreve?

Eu interrogo-me, frequentemente, porque escrevo, e, irei expressar o motivo.

Mas, em relação a tantos autores que conheço sinto que não sabem, não dizem ou tentam enganar-se a si próprios, pensando que aos outros. Será?...

Assumem-se profissionalmente como escritores e, não entendo, porque ninguém lhes paga. Uma profissão é sempre remunerada. Esta é uma verdade irrefutável.

Não era  a minha intenção  falar, aqui, no pagamento dos direitos de autor, consignados na lei, mas, não consigo fugir ao tema e refiro que, a lei não é discriminatória, os direitos, independentemente de ser ou não um Nobel, são iguais para todos os autores. E, o que é pago de acordo com a lei, não chega para beber um copo de água por mês, ou, talvez por ano.

Isto é o mesmo que dizer que, ninguém lhes paga e este facto do escritor não ser retribuído monetariamente é uma injustiça que brada aos céus, como muitas outras injustiças sociais, numa sociedade, legal e moralmente, injusta.

Nenhum escritor vive da atividade de escritor. Quem vive da atividade do escritor são os editores e livreiros. Nunca quem escreve vive de seu trabalho de escrever. São estes, editores e livreiros que auferem a compensação monetária  pela obra do autor.

Esta é uma das injustiças legais, pois que, a legislação dos direitos de autor o permite.

Como referi, no início, em relação a tantos autores que conheço, não vejo, não ouço, não sinto, que algum escritor se queixe disto.

Percebi, contudo, que alguns escritores, apenas,  pretendem através da escrita, alcançar a  imortalidade!...

Constatei e constato, frequentemente, as rivalidades e o convencimento de alguns que se julgam  mais merecedores que outros.

Não fazem ideia o que me divirto ao presenciar certas atitudes!...

É um espectáculo!

Quando estava fora deste meio não fazia a mínima ideia…

O que tenho aprendido…

Eu sempre gostei de aprender. A vida é uma aprendizagem permanente. E, conhecer a complexidade do ser humano sempre foi minha vocação.

Voltando ao assunto, entendo que escrever é uma das necessidades  básicas do escritor, tal como comer, beber, respirar, etc., etc.

É uma necessidade de ordem afetiva.

O escritor quando escreve dialoga consigo próprio, é o diálogo com a alma que é o seu melhor interlocutor, diálogo que  abre ao público e transmite à sociedade.

O escritor sente necessidade de manifestar seus sentimentos, suas emoções, suas paixões, sua forma de viver, de sentir e entender a vida e a sociedade.

Esta manifestação revela-a e transmite-a através da escrita.

É por isto que o escritor escreve.

Escrever é uma arte, ou seja, é através da escrita que o escritor produz uma obra  de arte, a  obra literária.

Como qualquer artista, o escritor cria por prazer, por amor.

Não me parece, contudo, ser justo que quem cria uma obra de arte, e, neste caso a obra literária, não tenha qualquer recompensa monetária e que, os lucros advenientes da obra recaiam a favor de outros, que, legalmente, deles se apropriam, ou usam.

Serei apenas eu a pensar nisto?

Parece que sim, porque não vejo, não ouço, não sinto, nenhum escritor a  falar no pagamento dos seus direitos, dos direitos de autor.

Assumem-se, geralmente, como profissionais bem sucedidos  e quando falam em direitos de autor apenas se referem à preservação da autoria e identidade  de sua obra.

Basta-lhes o atingir da eternidade, como já referi, chegando, como se isso fosse possível, a disputá-la, por se julgarem mais merecedores que  outros.

Caro Escritor, não pretendo, sinceramente, atingir ninguém, apenas gostaria que refletisse e que dissesse  a sua opinião.

Abraço,

                                            Zélia Chamusca

                                                     2012-06-12








           




domingo, 10 de junho de 2012

ABOBORAS VAZIAS


                                                                                                                                








 

Tanta abóbora vazia
que eu vejo em cada dia,
rolando pela estrada
numa ânsia desalmada
na busca do ter
descurando o ser…
 

São abóboras vazias
cada uma a mais vazia
que em demoníaca alegria,
procuram, apenas, ter,
seja como for,
não param o furor
para seu ventre encher.
 

Nem sequer, pensam em ser…
Umas se enchem de vento
roubando o sustento
à natureza que fazem sofrer,
porque, sem vento,
não há polinização
e, consequentemente
a natureza sem grão,
porque estas abóboras vazias,
ocas e frias,
não param para pensar
que um dia irão rebentar
de ar como um balão,
porque, sem miolo,
como insensato e tolo,
sem coração,
abóboras vazias são!...
               «»
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google
Da obra a Mensagem - Podemos mudar o mundo
Chiado Editora

quinta-feira, 7 de junho de 2012

NÃO HÁ POESIA, FALTA A IMAGINAÇÃO


                                                                                                                                                                             
 
Hoje, não há poesia,

Não há fantasia,

Não há magia!

É tanta a indignação

Que falta imaginação

Face à paradoxal realidade

De como se entende

A produtividade!



Aprendi com estudo,

 Experiência e trabalho,

Que, numa organização,

O incentivo à produção

Era a motivação

Das pessoas

Pois, são elas a  organização.

São as pessoas

O êmbolo da produtividade.

E, para que da sua actividade

Resulte a produtividade

É necessário incentivo,

Motivação,

Estímulo

À produção.



Agora ouço dizer,

 E não consigo entender,

Que é o contrário:

Baixar  salário

E aumentar horário!...

Sim,  concordo,

Mas, aos gestores;

Não aos trabalhadores.

                                Todos nós sabemos quais são

Porque não lhes dar esta sanção?



Julgava-me laureada

Em Gestão de Recursos Humanos

E acabo confrontada

Em Recursos Desumanos…



Não entende minha razão

O paradoxo da gestão!



Perante esta realidade

Encerrem a Universidade

Há para aí tanto doutor

Que julga que é gestor!...
               «»




Poema de - Zélia Chamusca
Da obra - A MENSAGEM - Podemos Mudar o Mundo
Chiado Editora
Fonte de imagem - Google                  

terça-feira, 5 de junho de 2012

LUZ PRIMORDIAL





LUZ PRIMORDIAL
Zélia Chamusca


Luz primordial,
Leveza etérea do ser,
És essência
Que predominas em mim
E em todo o ser,
Em toda a criação,
Aqui, e em qualquer dimensão.

És energia,
Força e vida,
Eterna dinâmica,
Permanente,
Em tudo presente.

És do ser essencial definição
Na Divina Criação.
És princípio,
Caminho e fim,
Sem fim,
De toda a existência.

Tua presença
Estará em mim,
Sempre,
E, quando eu
não for eu,
Serei tu,
Eternamente!...


     





Da obra - PALAVRAS DA ALMA
Chiado Editora
Publicado na -  Antologia Logos - 2012

sábado, 2 de junho de 2012

PORQUE CHOREI?...

                                          



PORQUE CHOREI?...

Artigo de - Zélia Chamusca

Como sabeis, estão em Portugal os príncipes das Astúrias, mas, não é deles que vou falar-vos, não.
É que, é este o motivo porque ouvi o nosso Hino Nacional.
Todos nós já ouvimos imensas vezes o Hino Nacional.
Mas, hoje, ao ouvi-lo, eu chorei.
Nunca, o nosso Hino Nacional tocou, assim, a minha sensibilidade.
Nunca pertenci à Mocidade Portuguesa. Despertei na época da modernidade, da revolução de mentalidades e considero-me uma cidadã do mundo.
Há muitos anos que minha formação me sensibilizou para a abertura ao mundo.
Aprendi que todas as nações tendem a uma comunidade universal.
Hoje, nós estamos inseridos na Comunidade Europeia, mas, num outro contexto, somos parte duma globalização mundial.
Por tudo isto, não me sinto patriota.
Nasci em Portugal e é esta a circunstância que me define como portuguesa, mas, considero-me cidadã do mundo.
Todos nós somos e existimos numa comunidade global que, talvez, um dia se torne universal.

Por tudo isto me interroguei:
Porque chorei?
E, são tantos os motivos
Que, apenas, à tristeza e dor
São incentivos.
Tantos,
Tantos…
Que não vou descrever
Pois vos iríeis cansar
De ler.
E, tal como eu,
Haveis de conhecer.
Tantos…
Nós sabemos…

Concluindo:

O nosso Hino Nacional, símbolo duma nação, outrora uma GRANDE NAÇÃO, o nosso Hino Nacional, repito, fazia-me sentir inserida numa nação onde existia evolução, projeto para um futuro onde existiria igualdade, fraternidade, onde todos viveríamos em paz e felicidade.

Este projeto que sonhei foi gorado.

Foi por isso que chorei…

Para onde caminhamos, nesta Comunidade Europeia?

Chegaremos à Comunidade Universal em que me fizeram acreditar?

Deixo-vos minha reflexão.
          
                                  




   2012-06-02


Artigo de  - Zélia Chamusca
Fonte de Imagem - Google