quinta-feira, 7 de junho de 2012

NÃO HÁ POESIA, FALTA A IMAGINAÇÃO


                                                                                                                                                                             
 
Hoje, não há poesia,

Não há fantasia,

Não há magia!

É tanta a indignação

Que falta imaginação

Face à paradoxal realidade

De como se entende

A produtividade!



Aprendi com estudo,

 Experiência e trabalho,

Que, numa organização,

O incentivo à produção

Era a motivação

Das pessoas

Pois, são elas a  organização.

São as pessoas

O êmbolo da produtividade.

E, para que da sua actividade

Resulte a produtividade

É necessário incentivo,

Motivação,

Estímulo

À produção.



Agora ouço dizer,

 E não consigo entender,

Que é o contrário:

Baixar  salário

E aumentar horário!...

Sim,  concordo,

Mas, aos gestores;

Não aos trabalhadores.

                                Todos nós sabemos quais são

Porque não lhes dar esta sanção?



Julgava-me laureada

Em Gestão de Recursos Humanos

E acabo confrontada

Em Recursos Desumanos…



Não entende minha razão

O paradoxo da gestão!



Perante esta realidade

Encerrem a Universidade

Há para aí tanto doutor

Que julga que é gestor!...
               «»




Poema de - Zélia Chamusca
Da obra - A MENSAGEM - Podemos Mudar o Mundo
Chiado Editora
Fonte de imagem - Google                  

terça-feira, 5 de junho de 2012

LUZ PRIMORDIAL





LUZ PRIMORDIAL
Zélia Chamusca


Luz primordial,
Leveza etérea do ser,
És essência
Que predominas em mim
E em todo o ser,
Em toda a criação,
Aqui, e em qualquer dimensão.

És energia,
Força e vida,
Eterna dinâmica,
Permanente,
Em tudo presente.

És do ser essencial definição
Na Divina Criação.
És princípio,
Caminho e fim,
Sem fim,
De toda a existência.

Tua presença
Estará em mim,
Sempre,
E, quando eu
não for eu,
Serei tu,
Eternamente!...


     





Da obra - PALAVRAS DA ALMA
Chiado Editora
Publicado na -  Antologia Logos - 2012

sábado, 2 de junho de 2012

PORQUE CHOREI?...

                                          



PORQUE CHOREI?...

Artigo de - Zélia Chamusca

Como sabeis, estão em Portugal os príncipes das Astúrias, mas, não é deles que vou falar-vos, não.
É que, é este o motivo porque ouvi o nosso Hino Nacional.
Todos nós já ouvimos imensas vezes o Hino Nacional.
Mas, hoje, ao ouvi-lo, eu chorei.
Nunca, o nosso Hino Nacional tocou, assim, a minha sensibilidade.
Nunca pertenci à Mocidade Portuguesa. Despertei na época da modernidade, da revolução de mentalidades e considero-me uma cidadã do mundo.
Há muitos anos que minha formação me sensibilizou para a abertura ao mundo.
Aprendi que todas as nações tendem a uma comunidade universal.
Hoje, nós estamos inseridos na Comunidade Europeia, mas, num outro contexto, somos parte duma globalização mundial.
Por tudo isto, não me sinto patriota.
Nasci em Portugal e é esta a circunstância que me define como portuguesa, mas, considero-me cidadã do mundo.
Todos nós somos e existimos numa comunidade global que, talvez, um dia se torne universal.

Por tudo isto me interroguei:
Porque chorei?
E, são tantos os motivos
Que, apenas, à tristeza e dor
São incentivos.
Tantos,
Tantos…
Que não vou descrever
Pois vos iríeis cansar
De ler.
E, tal como eu,
Haveis de conhecer.
Tantos…
Nós sabemos…

Concluindo:

O nosso Hino Nacional, símbolo duma nação, outrora uma GRANDE NAÇÃO, o nosso Hino Nacional, repito, fazia-me sentir inserida numa nação onde existia evolução, projeto para um futuro onde existiria igualdade, fraternidade, onde todos viveríamos em paz e felicidade.

Este projeto que sonhei foi gorado.

Foi por isso que chorei…

Para onde caminhamos, nesta Comunidade Europeia?

Chegaremos à Comunidade Universal em que me fizeram acreditar?

Deixo-vos minha reflexão.
          
                                  




   2012-06-02


Artigo de  - Zélia Chamusca
Fonte de Imagem - Google


quinta-feira, 31 de maio de 2012

ELEGIA AO SORRISO (por antagonismo)

                                                        
     

ELEGIA AO SORRISO
 (Por antagonismo)

Um dia abri a janela
Ao sorriso e se soltou
Mas por perto e à cautela
Nunca de mim se afastou.

Do jardim a porta abri
Mas seu olhar me prendeu
Sempre para mim sorri
Com amor que é só meu.

Comigo ele sempre esteve
Para me acompanhar
Momentos maus os deteve
P’ra minha vida alegrar.

Os bons ele os prendeu
P’ra entrarem em meu coração
Nunca de mim se esqueceu
Foi eterna esta paixão.

Com todos comunicar
É um dom que sempre teve
Muito gosta de saudar
Os amigos que manteve.

Mesmo àqueles que o esqueceram
Ele transmite alegria
E a ele se prenderam
Pela sua simpatia.

Aos tristes tem para dar
Alegria e amor
Faz questão de lhes lembrar
Que a vida tem valor.

Faz alegrar a tristeza
Pois a vida bem merece
O dom de sua beleza
Que Deus sempre oferece.

Mesmo a todos se abrindo
Sorriso contagiante
É para mim o mais lindo
Serei sempre sua amante!...

Sorriso, eu te adoro
Por tua fidelidade
Contigo eu nunca choro
Dás-me Felicidade!...
            «»


Da obra - PEDAÇOS DO MEU CORAÇÃO
Autor - Zélia Chamusca

segunda-feira, 28 de maio de 2012

HOJE NÃO HÁ POESIA




                                                                



Hoje não há poesia,

Matei a fantasia,

Morreu a alegria!



Hoje não há poesia,

Não há alegria,

Não há arte,

Não há beleza,

Tão forte é a tristeza

Pela crueldade

Nesta sociedade

De incerteza!...



Hoje não há poesia,

Não há alegria,

Porque meu coração

Está triste

E minha razão

Vê a pobreza

Pela incerteza

Desta nação!



Hoje não há poesia,

Não há alegria,

Está triste meu coração

E não entende minha razão

Este mundo em regressão

Onde tantos

Ficam sem pão!



O monstro da ambição

Suas garras alargou

E se usurpou

Do pouco

Dos pobres,

O que ficou!



Nesta sociedade

Impera o egoísmo,

A crueldade

Do monstro da ambição,

Ladrão,

Explorador

Que causa tanta dor

Tornando a maioria

Mais pobre em cada dia,

Num mundo onde não há coração,

Onde não há amor,

Apenas, a exploração

Do monstro da ambição!


Da obra - A MENSAGEM - Podemos mudar o mundo
Chiado Editora
Fonte de imagem - Google
                                  

sábado, 26 de maio de 2012

LINGUAGEM POÉTICA



                                                                                                     
LINGUAGEM POÉTICA

 Zélia Chamusca



É linguagem sublime

Em que a poesia se define

E imprime

Sentimento

À emoção,

À paixão,

Expresso

Em verso,

Surgindo o poema.



É a linguagem do amor

Por excelência.

Está para além

Da fáctica existência.



A poesia

Antecede o poema

Partindo duma ideia ou lema.

É a arte da dialética,

É estética.

O poema eu escrevo

A poesia eu sinto

Na alma,

No corpo,

No coração.

É a emoção

Em todo o meu ser.

Ela me preenche

E me enche

Em plenitude

E realização!...



É a forma mais perfeita

Da comunicação

É de Deus a manifestação,

Em mim,

Quando sinto,

Quando crio,

Quando amo,

Tomando parte

E sendo parte

Na obra da Criação!...
                «»





Poema da obra - PEDAÇOS DO MEU CORAÇÃO
Fonte de imagem -  Google