
Por Zélia
Chamusca
O
mito era entendido, “in illo tempore”,
em tempos remotos, como uma narração lendária pertencente a uma tradição
cultural de determinado povo que explicava, a partir do recurso ao
sobrenatural, a origem do universo e a
dinâmica da natureza bem como os seus
principais valores éticos e morais.
O
emergir do pensamento filosófico na Antiga Grécia, no século VI a.C. veio
romper com o conceito do mito, acima descrito, dado que a realidade passou a
ser vista e explicada por si mesma, através do conhecimento racional do ser
humano, podendo, contudo, a explicação ser objeto de crítica ou reformulação.
É precisamente sobre este conceito do mito, visto à luz do pensamento racional, que podemos considerar o Ano Novo como um mito verdadeiro e eterno, um mito de eterno retorno, um mito que não é mito, dado que, não tem origem em qualquer narração lendária, mas sim, repito, um mito verdadeiro e eterno visto à luz do pensamento racional.
O Ano Novo surge em consequência do movimento de rotação e de translação da Terra em volta do Sol, gerando com ele a renovação de toda a natureza, facto comprovado cientificamente e (utilizando a fenomenologia e a terminologia husserlianas), pelo nosso pensamento racional, “noético”, resultante da atividade da razão, "noesis".
Por outras palavras, o Ano Novo enquanto renovação, surge como um “noema”, isto é, como algo de que se tem consciência.
Lembro que, como já referi noutros artigos, muitas tradições ancestrais consideravam o início do Ano Novo em março, altura das sementeiras, uma época de abundância e de prosperidade, integrando-se no simbolismo da renovação periódica da natureza e do ser humano, ou seja, na renovação de toda a Criação.
É precisamente sobre este conceito do mito, visto à luz do pensamento racional, que podemos considerar o Ano Novo como um mito verdadeiro e eterno, um mito de eterno retorno, um mito que não é mito, dado que, não tem origem em qualquer narração lendária, mas sim, repito, um mito verdadeiro e eterno visto à luz do pensamento racional.
O Ano Novo surge em consequência do movimento de rotação e de translação da Terra em volta do Sol, gerando com ele a renovação de toda a natureza, facto comprovado cientificamente e (utilizando a fenomenologia e a terminologia husserlianas), pelo nosso pensamento racional, “noético”, resultante da atividade da razão, "noesis".
Por outras palavras, o Ano Novo enquanto renovação, surge como um “noema”, isto é, como algo de que se tem consciência.
Lembro que, como já referi noutros artigos, muitas tradições ancestrais consideravam o início do Ano Novo em março, altura das sementeiras, uma época de abundância e de prosperidade, integrando-se no simbolismo da renovação periódica da natureza e do ser humano, ou seja, na renovação de toda a Criação.
Ainda
hoje, a Festa do Ano Novo, na continuidade do contexto do Natal, insere-se na
renovação simbólica de toda a Criação. É nossa “praxis” desejarmos uns aos outros um bom ano com prosperidade, abundância e, segundo o nosso pensamento racional, transmitirmos a esperança de um mundo novo.
Depende
de todos nós transformarmos esta esperança em sonho concretizado cumprindo
a Mensagem de Jesus:
“Amai-vos
uns aos outros, assim como Eu vos amei”.
Jo
15,12-17
Zélia Chamusca
Ano Novo 2020
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