sexta-feira, 1 de junho de 2018

Quem mata até Deus ofende


 

 
 
 
 
 
No meu País democrático

Querem a morte assistida,

Só ideia de lunático!

Quem mata é homicida!

 

Querem matar, mas o pobre

P’ra não estar a padecer,

Pois o rico, esse não sofre;

Estamos todos a ver…

 

São cuidados, bem cuidados

Com cuidados paliativos,

Da vida não estão cansados

Todos querem estar vivos!

 

Na Assembleia, estão vendo:

Quem votou a seu favor

A eutanásia defendendo

Como remédio p’ra a dor?

 

Mas, para eles não querem

Que lhes encurtem a vida

Sofrer eles bem preferem

A antecipar a partida.

 

Se todos somos iguais

Em direitos, porque então

Cada dia vejo mais

O que uns têm e outros não?

 

Quem a eutanásia defende

É criminoso em potência.

Quem mata até Deus ofende

Por tanta, tanta demência!

 

É crime que tira a vida

Seja ela curta ou longa

Ao pobre encurta-se a vida

E ao rico tornam-na longa…

 

Esta é a democracia

Que temos em Portugal

Em que só por ironia

Se defende tanto mal!

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              Zélia Chamusca

                   2018-05-30      

 

 

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