domingo, 3 de junho de 2018

Está tudo a postos


 
 
Está tudo a postos

P’ra recomeçar

A haver tantas mortes

E ao crime voltar

 

Eles estão nervosos

De amarras presos

Estes criminosos

Que matam indefesos

 

Têm tudo pronto

P’ra recomeçar

  lembra a um tonto

O mato incendiar

 

No ano passado

Em Maio começou

A ser torturado

 E não mais parou

 

Estão atrasados

Para a destruição

Estes malvados

Sem coração

 

Os povos que vivem

Entre a natureza

Ainda sobrevivem

Não têm defesa

 

À espera estão

De poder fazer

A vida de então

De pleno prazer

 

Mas a destruição

Ainda persiste

E nesta ação

O crime insiste

 

Entre os sem vergonha

Que têm poder

Não há quem se oponha

E os mande prender

 

Até a Natureza

De tão assustada

Com sua beleza

Já está  abalada

 

Está a chorar

Lágrimas de sangue

Porque vai voltar

Tudo a estar exangue

 

Teme o criminoso

Negócio perder

Com o crime odioso

Que não vai render

 

Nosso Deus Senhor

E a Mãe Natureza

Lágrimas de dor

Choram de certeza

 

Mas este Senhor

Os condenará

É o Salvador

Que entre nós está

              «»

                Zélia Chamusca

                     2018-06-03

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