terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Já não sou eu


 

Sou, apenas, uma parte dum trio em mim,

Essência do meu ser e nada mais.

Em tudo na vida há p'ra sempre um fim

E eu sou eu, todos somos desiguais.

 

Já não sou eu; apenas do nada o confim

No equilíbrio que já se torna débil.

Éreis no mundo tudo para mim...

Sem vós fiquei arbusto seco e estéril!

 

Fugiu-me a vida do nada que eu era;

Restando, agora, a sombra de mim.

Já tudo partiu e o Reino me espera…

 

Resta a esperança de aí vos encontrar

Num abraço eterno, longo, sem fim,

P'ra nunca mais de vós  me separar!...

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                                 Zélia Chamusca

                               

4 comentários:

  1. Um belíssimo poema que "apenas" de um grande amor que se foi da vida. Mas essa paixão reviverá um dia, quando no outro lado se encontrarem os dois.

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  2. Não um, Manuel Ferreira, mas dois que foram parte da minha vida e estarão sempre comigo em espírito. Estão mesmo!
    Muito grata pela sua agradável presença e comentário.
    Beijinho,ZCH

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  3. Há muito tempo que não lia um soneto,aquele que me ficou na memória ,foi o de Camilo Castelo Branco intitulado,"Amigos",parabéns amiga Zélia.

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    1. Não tenho o prazer de saber quem é o anónimo que me deixou este simpático comentário.
      De qualquer forma agradeço a sua presença, que não vejo, mas existe expressa no simpático comentário que me deixou ficar aqui neste espaço onde terei muito gosto de sentir mais vezes a sua presença.
      ZCH

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