quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Não vou descer ao povoado


 

Quando um dia em que me encontrei

Fechada na liberdade

As asas brancas soltei

E voei de felicidade.

 

A correr desci ao povoado

Por gostar de estar co ‘as gentes

Mas encontrei tanto gado

Debochado e dementes.

 

Voltei atrás ao que eu era

Dei asas ao pensamento

E construí minha quimera

Onde há tanto encantamento…

 

E fechei-me de alma aberta

Em diálogo permanente

Mantendo-me sempre alerta

P’ra não descer novamente.

 

Não. Não mais lá voltarei

Isso é coisa do passado

Interrogo-me,  bem sei

Que anda tudo perturbado.

 

Se a vida é aprendizagem

Permanente sem cessar

Não descerei na paragem

Para ao povoado voltar!

 

Não vou descer ao povoado

Não trouxe ninguém comigo,

Pois, por andar  por lá o diabo,

Elevá-los não consigo.

 

É difícil a subida,

Preciso é força e coragem,

Para a escalada da vida

P’ra passar para a outra margem.

                            «»

                           

Poema de - Zélia Chamusca
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Um Terço de Mim


          


 

 
 
 
Já nada sou senão um terço de mim

Tentando o equilíbrio em cada momento

Mas com uma força grande sem fim

O meu espírito no fundo acalento.

 

Por vezes parece que vai parar

Mas a força me faz estar erguida

No exercício vital para não quebrar

Vencendo a dureza da triste vida.

 

Este terço ao todo chegará um dia

Ao encontro supremo onde irá ficar

E transformada a força em energia

 

Aos dois terços para sempre em união

Quando chegada a hora se irá encontrar

Na essência dum todo em que restarão.

                         «»

Poema de -  Zélia Chamusca 
Fonte de imagem - Google                          

 

 

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Este amor que no meu peito está presente…


 

Teu leve aroma a gotas de água pura,

Paco Rabanne, colónia perfumada,

No afago de um abraço de ternura

Guardei numa caixinha bem fechada.

 

Quero com ele sobrevoar os céus

E entre os anjos poder adormecer

Envolta no calor dos braços seus

Até surgir um novo alvorecer.

 

Tua ternura de pluma branca e leve

Marcou, profundamente, todo o meu ser,

Nesta passagem da vida tão breve…

 

Este amor que no meu peito está presente…

Ah! Se eu o voltasse de novo a viver

P'ra poder ficar contigo eternamente…

                            «»
Poema de - Zélia Chamusca

Fonte de imagem-Google

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Mais um ano que passou


 

Mais um ano que passou

 Na vida de todos nós,

 De toda a natureza,

 E de toda a criação.
 

Passou no esquecimento,

Ninguém se lembrou,

Durante todo o ano,  

Da mensagem

Que Jesus nos deixou.
 

Houve crimes, houve guerra,

Homicídios sobre a Terra.
 

Tantos prometeram amar

E, acabaram por matar.

Odiaram…

Tal como Caim

Que matou o seu irmão Abel

E, Deus perdoou,

Mas, também Ele se encolerizou.

É assim…
 

Está Jesus triste

Porque não O ouviste…
 

E eu?

Quanto desejaria

Estar sempre como Ele

Disponível para AMAR...
 

Mas, Jesus perdoa-nos

Tal como Deus perdoou a Caim

E, voltará de novo para nos trazer

A sua Mensagem de Amor e dizer:

“Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”

                              «»

                                      Zélia Chamusca

                                           2017-12-31

 
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de Imagem - Google