sábado, 30 de dezembro de 2017

Acabou a festa deste Natal


                     




Acabou a festa

 

O peru acabou;

A roupa velha ficou.

As filhós rançaram,

Os sonhos acabaram,

O vinho azedou,

O café amargou,

O espumante perdeu vida,

A família foi esquecida

E a amizade perdida.

As velas se apagaram…

 

Acabou a festa

 

Já nada resta

Nem se manifesta.

Nada presta…

Das prendas,

(Neste aniversário de Jesus,

E, até Ele, foi morto na cruz),

É só vasculho

E o papel de embrulho

Enrugado no entulho…

 

Acabou a festa

 

Tudo é tristeza.

Tudo é frieza

Do espirito a pobreza…

Restam os pobres e oprimidos

Na rua adormecidos

Por todos esquecidos,

Dormindo ao frio,

Onde tudo é vazio,

Em farrapos enrolados

Como são tratados.

 

Farrapos da sociedade

Que brinca à caridade…

 

Que bom haver pobres

Por eles lutamos numa causa nobre…

 

Acabou a festa

 

O Menino que nasceu em Belém

Fugiu a Herodes

E  escapou

Até ao dia aprazado

Em que foi condenado

E morto crucificado.

 

 Mas, antes,

A Sua Missão cumpriu

Anunciando a Boa Nova,

Libertando os presos,

Recuperando a vista aos cegos,

Mandando os oprimidos em liberdade,

Em suma,

Deixando-nos a Sua Mensagem de Amor:

“Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

 

Ressuscitou

E, novamente, voltará

Porque Ele está vivo,

Em espírito – Espírito Superior

E não se irá cansar

De Sua Mensagem de Amor,

De novo, nos vir lembrar:

Que uns aos outros nos devemos amar.

 

Acabou a festa

 

A alegria,

A fantasia,

A magia do Natal;

Que ironia…

Esfumou-se no ritual

E esqueceu-se o Amor,

O amor que Jesus nos veio lembrar.

 

Acabou o Natal

E de Amor nem sinal…

              «»                     
                            Zélia Chamusca


                        
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google
 

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