domingo, 30 de julho de 2017

O crime que todos calam


 

É crime maior e fatal,

Que persiste em arrasar

Tudo, pelo que eles ganham…

Tão destruidor e brutal…

Não dá para imaginar

O crime que todos calam…

 

Cala o governo e a assembleia

E o povo eles adormecem

Não falando com clareza,

Lançando ideia e mais ideia,

Sem pensar no que merecem

Animais e natureza.

 

Bem fechado e sigiloso

E à nossa volta evidente,

Surge na noite calada

Tão hediondo e tão monstruoso

Na dor grande que se sente

E ninguém dele diz nada…

 

Toda a criação em cinzas jaz.

Por toda esta destruição
 
Está Deus triste, a chorar

P'lo que o ser humano faz

Desviando-se da missão:
                                                 Na criação participar.

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Poema de - Zélia Chamusca

2 comentários:

  1. Mais um belo poema sobre um tema presente. Na realidade parece, às vezes que à gente a olhar para o lado. Incendiários à solta, que os subsidia a rirem-se dos portugueses. A justiça (ela existe?) prende a algema um homem por ter roubado dois pães!. O resto dos corrutos, ladrões e até assassinos, passeiam-se com um sorriso nos lábios. Pobre país o nosso. Tão mal tratado anda!

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  2. Muito grata, Neca Ferreira pelo seu importante comentário. É exatamente o que diz.
    Felicito-o pela coragem em denunciar tal como eu o faço. Medo? De quê? O que estamos nós cá a fazer?
    Porque deixam que lhes calem a boca?
    Já ouvi muitos comentários dizendo a verdade que é evidente em todos e, depois, calam-se... Porquê? ganham com isso? Ficam com a consciência tranquila por calarem um dos maiores crimes destruidores da natureza, dos bens dos pobres,e dos próprios pobres a quem tiram tudo do trabalho de uma longa vida.
    Prendem os pobres incendiários materiais. Isto é folclore. Não são estes que devem estar presos. Eles, os que têm o poder, sabem bem quem eles são! Eu tenho vergonha que isto aconteça no meu país!

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