domingo, 30 de julho de 2017

O crime que todos calam


 

É crime maior e fatal,

Que persiste em arrasar

Tudo, pelo que eles ganham…

Tão destruidor e brutal…

Não dá para imaginar

O crime que todos calam…

 

Cala o governo e a assembleia

E o povo eles adormecem

Não falando com clareza,

Lançando ideia e mais ideia,

Sem pensar no que merecem

Animais e natureza.

 

Bem fechado e sigiloso

E à nossa volta evidente,

Surge na noite calada

Tão hediondo e tão monstruoso

Na dor grande que se sente

E ninguém dele diz nada…

 

Toda a criação em cinzas jaz.

Por toda esta destruição
 
Está Deus triste, a chorar

P'lo que o ser humano faz

Desviando-se da missão:
                                                 Na criação participar.

                   «»
Poema de - Zélia Chamusca

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