quarta-feira, 28 de junho de 2017

Procura-se vivo ou morto

                                                   (Procura-se morto ou vivo)
 
 
 
 
 Procura-se vivo ou morto

o pirómano incendiário!

Será que anda o mundo absorto

cansado deste fadário?

 
Os incêndios se repetem

sempre que chega o verão!

Não sabem como acontecem,

ninguém se preocupa, não…

 
Organizam-se assembleias,

discute-se a prevenção;

surgem então as ideias

sem saberem a razão!

 
Na origem não se fala;

nem é preciso falar!

É assunto que se cala;

é preciso é reordenar,

 
sim, reordenar a floresta

e fazer a prevenção,

mas nem a palavra resta

no incumprimento da ação.

 
Nem sequer com a dimensão

desta tragédia recente,

se importam com a razão

que matou já tanta gente!

 
Quem comete hedionda ação

não é gente de certeza.

Nunca pode ter perdão

quem destrói a natureza!

 
Quem deita fogo à floresta?

Procura-se, vivo ou morto.

Este espécime não presta!

Anda o mundo, assim, tão torto!
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Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google                   
            
 

sábado, 24 de junho de 2017

A guerra incendiária


 

 

Deixa, deixa, deixa arder

que é tudo para destruir!

Só neste país de dementes

pode a destruição existir!

 

Este ano começa cedo

a ação vil e desumana

que há trinta e um anos persiste

nas mentes de gente insana!

 

É uma cruel guerra incendiária,

que este ano recomeçou,

numa destruição satânica

tanta gente vitimou!

 

A guerra irá continuar

durante todo o verão,

porque a luta de interesses

não pode saciar  vilão!

 

Só no final do verão

poderão as tréguas chegar

sobre as cinzas aquecidas

porque o inverno vai voltar!

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Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Há trinta anos Portugal a arder


 

                             

Trinta anos são já passados

E a floresta sempre a arder

Agora ficam pasmados

Como foi isto acontecer?

 

Fenómeno natural!

Dizem os espertalhões

P’ra se ilibarem do mal

Perante as populações.

 

Dizem: “Foi a seca trovoada

Que cometeu o crime horrível”.        .

Foi o raio “dos raios que os parta”

O mais breve que possível!

 

Natureza, diz-me logo:

Porque andas tão desvairada?

Como originaste o fogo

Muito antes da trovoada?

 

Tanto tempo já passado

Não convenceram ninguém

Vão pregar para outro lado

Que este povo ainda vê bem!

 

Tal o peso da consciência

Mas vergonha eles não têm

É transparente evidência

A rede que eles detêm.

 

Uma coisa aqui vos peço:

Condenem os criminosos

Porque a vida não tem preço;

É dos bens mais valiosos!

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Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem -Google