sábado, 19 de agosto de 2017

Terrorismo em Portugal


 

 
O terrorismo em Portugal

é bastante original

 

Na noite escura e triste

lançam o fogo que persiste

 

Durante o dia é combatido

e de  noite é acendido

 

Há quem trabalha na guerra

na inacessível serra

 

Estes voam pelos ares

com a leveza das aves

 

De noite acendem a serra

de dia combatem na guerra

 

É preciso trabalhar

para o défice acabar

 

Deixa  arder deixa matar

é tudo para acabar

 

Num outro dia ouvi dizer

que é tudo para arder

 

Já mataram muita gente

mas o crime ninguém sente

 

Fazem dos outros tolos

como se fossem parolos

 

Trabalham de noite e dia

mas na noite surge a magia

 

Faz-se luz  tudo se acende

mas há gente que entende

 

Entende que há terrorismo

que não houve no fascismo

 

Se tivesse acontecido

no fogo tinham morrido

 

Tanto corrupto e cobarde

cala a boca e o país arde

               «»

                        Zélia Chamusca                

     




 

 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Rede organizada do fogo posto


 


 

Os demónios vieram de Hades à Terra,

trazendo  do inferno  o fogo incendiário

p’ra destruir o paraíso, agora,  quimera,

onde reina o crime cruel trucidário!...

 

Terrorista é quem destrói a floresta,

mata tanta gente e os sonhos também,

trucidando tudo e pouco já resta…

Crueldade demoníaca vinda de alguém!

 

São já muitas as mentes paranóicas,

querendo omitir o que  vemos bem,

são mentes demoníacas, diabólicas,

 

que conhecemos bem, mas, não têm rosto

e atuam livres dando permissão a outrem,

rede organizada do fogo posto!

                         «»

                                          Zélia Chamusca

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Estão os deuses enfurecidos

                   
 
Andam os demónios à solta!

Os deuses se revoltaram!

Na tragédia da revolta

enfurecidos estavam!

 
Ficaram enfurecidos

porque os demónios na Terra

andam de Deus esquecidos…

Jamais visto, assim nunca era…

 
Quando o andor da igreja a sair

parte e fere tantos crentes,

é difícil resistir

co'a desgraça destas gentes…
 
 

Também, num outro lugar,

à saída da procissão,

logo a festa vai parar;

a morte tomba no chão…

 
Eu vi uma árvore cintada

porque o demónio a marcou

e foi por isto cintada;

tanta gente vitimou…
 

 Uma árvore centenária

cai sobre um montão de gente…

Tragédia não imaginária…

Os deuses, infelizmente…

 
Nunca a fúria cega vê

e até Deus ou natureza

atinge aquele que crê

deixando tanta tristeza…

               «»

                  Zélia Chamusca

                          2017-08-15

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Até as vitimas calam


 
                 
 

Prometem mundos e fundos

para a boca lhes calar…

Não liguem a vagabundos…

Noutro mundo irão ficar?

 

Prometem-lhes o paraíso,

pensamento positivo…

Não percam, porém, o ciso,

tenham o cérebro ativo!

 

Comportamento anormal

e comum nos indefesos

convencidos: não há mal…

Saímos todos ilesos…

 

Vamos ser bem compensados…

Este negócio é que dá…

Não se importem… Preocupados?

O céu vai ser, aqui, e já!

 

Assim a boca lhes calam

na pureza destas gentes,

 que até as lágrimas lhes secam;

Vão sorrindo de contentes!

 

Pobres dos que já partiram;

Não puderam cá ficar…

Para sempre eles sumiram;

Deles não se irão lembrar!

               «»
                         Zélia Chamusca

sábado, 12 de agosto de 2017

O bicho mais feroz


         


 
 
 
 
 
Está a Terra tão empestada

com o bicho mais feroz

que não serve para nada,

grotesco, brutal, algoz!

 

Bicho grande que caminha

em pé nas patas traseiras,

engana como a doninha,

e incendeia com as dianteiras.

 

Destrói o sistema ecológico,

destrói tudo, toda a Terra!

É um ser terrível, diabólico,

o mais brutal da nossa era!

 

Tudo destrói, nada resta!

Já matou a fantasia

destruindo a floresta!

Matou também a poesia!

 

Do que dela, apenas resta

é a forma destes meus versos

denunciando a ação funesta

em gritos fortes imersos!

              «»

                       Zélia Chamusca

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

A máscara vai cair


 
 

Há uma máscara que teme;

tão fragilizada está

e o suporte até já treme

pelo estado dela já.

 

Só não entendo o calado

dela e dos outros também.

Na fragilidade está

p’lo receio que nela tem.

 

Está já prestes a cair

e chegará breve o dia

em que os entrudos vão sair,

de repente, por magia!

 

Pois, condenados serão

com a pena capital

e aos infernos descerão

por fazerem tanto mal!

             «»
                     Zélia Chamusca

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Está a natureza triste e a chorar


 
          

        

 
Uma nuvem de fumo cobre a luz do Sol

e a sua luz brilhante, apenas, espreita

procurando a cor rubra de arrebol

na cama de cinzas onde se deita.

 

E o lusco-fusco da atmosfera poluída,

que a terra cobre deixando-a às escuras,

se espalha no céu já triste e sem vida,

sem cor e sem luz, subindo às alturas…

 

Temendo a fúria humana não aplacar

e pelo que de tanto já foi ardido

está a natureza triste e a chorar…

 

Este verão triste, de negro vestido,

é o resultado de mentes impuras

 que, ainda, impunes elas terão sido!
                                                          «»

                                Zélia Chamusca

domingo, 30 de julho de 2017

O crime que todos calam


 

É crime maior e fatal,

Que persiste em arrasar

Tudo, pelo que eles ganham…

Tão destruidor e brutal…

Não dá para imaginar

O crime que todos calam…

 

Cala o governo e a assembleia

E o povo eles adormecem

Não falando com clareza,

Lançando ideia e mais ideia,

Sem pensar no que merecem

Animais e natureza.

 

Bem fechado e sigiloso

E à nossa volta evidente,

Surge na noite calada

Tão hediondo e tão monstruoso

Na dor grande que se sente

E ninguém dele diz nada…

 

Toda a criação em cinzas jaz.

Por toda esta destruição
 
Está Deus triste, a chorar

P'lo que o ser humano faz

Desviando-se da missão:
                                                 Na criação participar.

                   «»
Poema de - Zélia Chamusca

domingo, 23 de julho de 2017

A teia da maldição


 


 
Movimenta-se na teia

uma aranha resistente

à chama que incendeia

prosseguindo sempre em frente.

 

Passa por vales e montes

destruindo a natureza,

bebe água dos rios e fontes

e a aranha tece em beleza,

 

em laboração intensa

levada p’la ambição,

faz uma teia tão densa

tecida p’la maldição.

 

É como prisão que atrai

todo o inseto miserável

que sempre vai cair sobre ela

numa  ação abominável!

 

Já são tantos os insetos

neste labirinto presos,

triangulo em que os catetos

os sustentam bem defesos.

 

Está a teia bem protegida

em que a força da ambição

destrói natureza e vida.

A teia é chamada – maldição!

                      «»
Poema de - Zélia Chamusca

terça-feira, 18 de julho de 2017

Não posso entender



 
Não posso entender

Que já há trinta e um anos

C’a floresta a arder,

São tantos os danos…

 

Só conversa fiada

E não há responsáveis…

É calma danada

Nestes miseráveis…

 

Não posso entender

Nem ninguém de bem

É capaz de ver

Porque isto convém!

 

Andam criminosos

À solta e não param.

Serão poderosos

Neles nunca falam.

 

E calam a boca

Muito bem fechada,

Sobre gente louca

E ninguém diz nada!
 


Os que o fogo deitam

E os que o permitem

E, aqueles que os mandam

Tudo isto omitem.

 

Não posso entender

Como em Portugal

Possa acontecer,

Assim, tanto mal…

            «»
Poema de - Zélia Chamusca
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domingo, 16 de julho de 2017

Estão as Mentes Tontas


 


 
Está frio de inverno…

Céu cinzento e triste…

Parece um inferno

O que à volta existe!

 

O sol se escondeu

No tempo da bruma,

A floresta ardeu,

Nem resta a caruma!

 

Estão as mentes tontas

Bem de longe a ver

Que acertam as contas

P’ra crise vencer!

 

Mas, nos bolsos delas;

Enganam os pobres

Numas bagatelas!

Pensamentos nobres…

 

Nobres? Miseráveis!

Acabou a nobreza;

São ações lamentáveis

Que causam tristeza!

             «»
Poema de - Zélia Chamusca
 

domingo, 9 de julho de 2017

Não deixo que me inibam a vontade



 
Não deixo que me quartem o pensamento

e que nunca me impeçam a decisão!

Nem sequer por nenhum forte tormento

no meu caminho perderei a razão!

 

Não deixo que me inibam a vontade

de lutar para vencer, ser e ter.

Nem nunca perderei a liberdade

de a verdade sempre poder dizer!

 

Não morrerei na apática letargia!

Vim para cumprir minha finalidade,

e, quando eu tiver que partir um dia;

seguirei, então, em paz, para a Eternidade!

                            «»
Poema de -Zélia Chamusca
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quarta-feira, 5 de julho de 2017

Os dois paióis assaltados


 
                                       

Portugal é país de paz,

de calma e tranquilidade,

onde adormecem  vigias

a sonhar de f’licidade…

 

São assaltados os paióis

durante a hora de descanso;

enquanto uns estão a dormir

estão outros no surripianço...

 

A tranquilidade é tanta

que nem é preciso olhar

pelas armas em repouso;

Podem os paióis assaltar!

 

De armas nós não precisamos,

ninguém de guerra é capaz.

Continua a floresta a arder

e os criminosos em paz!

 

Alguém visitou os dois paióis

e o material assustado

foi pescado com anzóis,

eu sei lá para que lado…

 

Lá se foram tantas armas

de dois dos paióis de  armamento,

sumiram, sei lá para onde,

foram com consentimento…

 

Dizem que voaram de avião,

sei lá bem p’ra que paragem…

Foi-lhe dada a permissão

ou talvez seja chantagem…

 

Já despojados os paióis

de armamento militar

e já depostas as armas,

vamos todos descansar!

 

Está tudo bem vigiado

na paradisíaca paz,

no nosso país arrasado,

em que tudo em cinzas jaz!

                «»

 
Poema de - Zélia Chamusca
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