sábado, 12 de novembro de 2016

Grasnam as gaivotas assustadas



 

Enormes bandos de gaivotas assustadas

na imensidão da praia já deserta de gente,

umas, sobre as areias pelas ondas levadas,

outras, sobrevoando o mar bravo e pungente.

 

Grasnam, grasnam pelos ares amotinadas,

parecendo querer abrigar-se nas nuvens,

em bandos fugindo das águas geladas,

não sei para onde, talvez para outras paragens.

 

O seu grasnar lembra-me o choro de uma criança,

porém, dilacerante tão assustador…

É a chegada do cinzento inverno que avança

fazendo-me sentir forte e pungente dor…

                                 «»

Poema de -  Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

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