terça-feira, 29 de novembro de 2016

Cobardia é fraqueza












Cobardia é fraqueza,
é ato impotente,
indecente,
que visa o pobre, o velho e o doente.

Cobardia é fraqueza,
é irracional, é poder do mal
na sociedade atual.

Cobardia é fraqueza
de tão forte crueldade
cujo alvo é a debilidade,
os mais pobres da sociedade!

Cobardia é fraqueza
que no mundo irradia
e se expande  dia a dia
em paradoxal ironia.

Cobardia é fraqueza
cega e muda
que se transmuda.

Cobardia é fraqueza
metamorfoseada em cordeiro
subjugando o mundo inteiro
pelo poder do dinheiro!
              «»
                      Zélia Chamusca


Poema de - Zélia Chamusca
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domingo, 27 de novembro de 2016

A Luz Perdida Jamais Encontrada



Quantas vezes já morri de saudade
na escuridão da luz celeste ausente…
Não nasceu o sol e não há claridade
na ausência da cor já nunca presente…

Nos dias amortalhados que a alma sente,
não renasce a luz por breves momentos,
morrendo também comigo a luz, ciente
dum coração estilhaçado em fragmentos.

Da luz perdida jamais encontrada
já nada mais resta senão a lembrança
da glória que foi, agora, já passada…

Passa breve a vida, tão efémera é.
Mas, não devemos perder a esperança;
p’rá  morte vencer é preciso fé!
                             «»



Poema de -    Zélia Chamusca

Fonte de imagem - Google

sábado, 19 de novembro de 2016

Há quem chore a rir e quem ria a chorar


 
 

 
Há quem chore a rir

p’ra desabafar

mas, o meu sentir

é rir a chorar.

 

Há quem nunca chore,

há quem nunca ria,

há quem nunca core

nem tenha alegria.

 

Tal a diferença,

num simples olhar,

sem ter parecença,

em tudo invulgar.

 

Somos diferentes,

somos singulares,

somos simples entes,

somos parcelares.

 

Parcela divina

dum Supremo Ser

que a todos ensina

como dever ser,

 

em plena harmonia

na diversidade,

numa sintonia

de amor à Verdade.

           «»

  Poema de -  Zélia Chamusca

Fonte de imagem- Google

 

 

sábado, 12 de novembro de 2016

Grasnam as gaivotas assustadas



 

Enormes bandos de gaivotas assustadas

na imensidão da praia já deserta de gente,

umas, sobre as areias pelas ondas levadas,

outras, sobrevoando o mar bravo e pungente.

 

Grasnam, grasnam pelos ares amotinadas,

parecendo querer abrigar-se nas nuvens,

em bandos fugindo das águas geladas,

não sei para onde, talvez para outras paragens.

 

O seu grasnar lembra-me o choro de uma criança,

porém, dilacerante tão assustador…

É a chegada do cinzento inverno que avança

fazendo-me sentir forte e pungente dor…

                                 «»

Poema de -  Zélia Chamusca
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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Deixa os outros brilhar









O sol nasce para todos,

todos podemos brilhar,

todos devemos singrar

e, para isso, trabalhar.


Deixa que os outros brilhem;

também tu podes brilhar.

Não faças disso a disputa,

vê que até o sol se esconde

para a lua poder brilhar.


Não procures fazer sombra

em linda noite de luar

porque é do sol essa luz

que faz a lua brilhar.


O sol é a luz do mundo

que estamos a habitar.

Aproveitemos a luz

do sol p’ra nós a brilhar

transformando nossas vidas

num perene renovar

p’ra que tudo à nossa volta

possa ser luz a brilhar!
                                                                Zélia Chamusca