terça-feira, 20 de setembro de 2016

O Livro da Alma


 
 

 
 
 
 
 
 
Abro o livro da alma

P´ra que possam ler,

Mas, nem todos sabem

Que têm que entender.

 

Soletram palavras

Tão mal entendidas,

Palavras que escapam,

Se somem perdidas.

 

Volto a abrir o livro

E a alma se revela

E nunca vêm nada,

Nada se desvela.

 

Tanto sabedor,

Tanto aculturado

Que nada mais é

Que mero iletrado.

 

Vou fechar o livro

Porque nada lêem,

E, agora, ainda, aberto

Passam e não vêem!

 

Então, fechei o livro!

E, um dia, ele se abriu…

Nas páginas brancas

Uma luz surgiu…

 

P’ra lerem o livro

As mentes abriu

E a luz que brilhava

No branco floriu!

 

Coberto em palavras,

No branco da lua,

Surgiu a pureza

Da verdade nua!

 

E agora, despertas,

As mentes das gentes

Aplaudem de pé,

Felizes, contentes!

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Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

2 comentários:

  1. Quando não há entendimento do que está escrito, há sempre 3 hipóteses: o leitor é iletrado, o texto está mal escrito ou ambas as coisas...
    Se eu fosse músico, compunha uma canção para este teu excelente poema.
    Um beijo, amiga Zélia.

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    Respostas
    1. Será que o poema dá para o Bob Dylan?
      Com música é tudo muito mais fácil. Por isso coloquei música aqui no blog.
      Grata por seu comentário,
      ZCH

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