sábado, 30 de janeiro de 2016

O que é Despesa do Estado?






Andam todos assustados
por darem uma migalha
de pão aos pobres esfomeados…
Que tristeza de gentalha!

Protesto tão atarantado
a temer ter que pagar,
o que ao pobre foi roubado;
Já o défice vai aumentar!

Eu não compreendo esta gente
que só o mais frágil atinge,
gente que nem sequer sente
o grande mal que ao outro inflige!

Isto é despesa do Estado,
restituir o que roubaram
ao pobre do reformado
ou aos que o ordenado cortaram?

Como é despesa do Estado?
Já nem entendo este mundo,
em que o país é avassalado
por pensamento tão imundo!

São estrategas tão famintos
para o mundo dominar
não pensam que são finitos,
pois que, aqui não irão ficar!
                     «»

                                 Zélia Chamusca

É esta a despesa do Estado:

Ver Link abaixo

http://portugalwatcher.blogspot.pt/2011/09/o-que-troika-queria-aprovar-e-nao.html



4 comentários:

  1. Amiga Zélia, Embora utilize as liberdades poéticas peço que na realidade não fuja daquilo que vê: Nenhum político ou seu amigo vive com dificuldades e recebem bons salários apenas por terem sido nomeados assessores, assistentes ou conselheiros de governantes, embora nada façam para evitar os frequentes erros dos seus patrões. Há as mordomias, as viagens, as «subversões» vitalícias, há a ambição de conseguir o objectvo que levou à entrada na «carreira» política de enriquecer o máximo, no mínimo tempo, por qualquer forma. Isto justifica em grande parte a despesa do Estado, que é paga com os sacrifícios impostos, sem apelo nem agravo, aos cidadãos que não têm forma de a eles fugirem. Os que não são abrangidos por esse saque vão acrescentar a quantidade de milionários e tornar mais ricos os que já o eram. E não há controlo, fiscalização e responsabilização sobre quem abusa do dinheiro público. Não convém aos detentores do poder combater a corrupção, a lavagem de dinheiro, as negociatas, etc. Porquê? Para não matarem a galinha dos ovos de ouro. Obrigado por me proporcionar este momento de reflexão.

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    1. Olá! Ilustre Amigo, A. João Soares,
      Eu não fugi, nem fujo ao que vejo e sinto de injustiças sociais, de corrupção, de desumanismo face aos mais frágeis.
      Este género de poesia (sem poesia) a poesia de intervenção social e política é designada por biopoesia não aceita metáforas e, eu utilizo-as para não parecer tão dura a triste realidade do mundo em que vivemos.
      Claro que sabemos bem o que são as despesas do Estado e é por isso mesmo que fico indignada por ver tanta gentalha tão horrorizada por terem dado, restituído, a pensões de reforma miseráveis, meio tostão furado. Isto é tão indigno como de indigno é haver tantos preocupados com medo de lhes tirarem a eles que já têm a barriga cheia! Deviam ter vergonha na cara! Eu nunca daria um euro, apenas um euro por dia de aumento a uma empregada doméstica, Nunca! É vergonhoso! Mas pior que isto, de restituir, apenas isto, é aqueles que conhecemos durante 4 anos estarem tão preocupados... Miserável sociedade em que vivemos...
      Quem levou a Europa e neste caso Portugal à situação em que nos encontramos? São estes que devem pagar a crise a não roubar ao pobre para pagar o que eles levaram e/ou a sua má gestão!
      Muito grata pela sua colaboração no enriquecimento deste espaço.
      Transcrevo num segundo comentário (por falta de espaço) o que é despesa do Estado e eles não querem:


      http://portugalwatcher.blogspot.pt/2011/09/o-que-troika-queria-aprovar-e-nao.html

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    2. http://portugalwatcher.blogspot.pt/2011/09/o-que-troika-queria-aprovar-e-nao.html

      Transcrevo num segundo comentário (por falta de espaço) o que é despesa do Estado e eles não querem:
      Nenhum governante fala em:

      1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três ex-Presidentes da República.

      2. Redução do número de deputados da Assembleia da República para 80, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode.
      3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego.
      4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.
      5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros? e se não são verificados como podem ser auditados?
      6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821.
      7. Redução drástica das Juntas de Freguesia. Acabar com o pagamento de 200 euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 euros nas Juntas de Freguesia.
      8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades.
      9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;.
      10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...
      11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos.
      12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc.
      13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis.
      14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DÁ COISA PÚLICA.
      15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder.
      CONTINUA

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    3. 16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar.
      17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.
      18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP.
      19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.
      20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.
      21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.
      22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).
      23. Assim e desta forma, Sr. Ministro das Finanças, recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado.
      24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP (Parcerias Público Privado), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem".
      25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;
      26. Controlar rigorosamente toda a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise".
      27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida.
      28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.
      29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.
      30. Pôr os Bancos a pagar impostos.

      http://portugalwatcher.blogspot.pt/2011/09/o-que-troika-queria-aprovar-e-nao.html

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