sábado, 24 de dezembro de 2016

Nesta manhã fria de dia de Natal




Nesta manhã fria de dia de Natal,
há tantas crianças tristes, diferentes
de muitas outras, felizes, contentes.

Nesta manhã fria de dia de Natal,
há muitas crianças sem qualquer direito
quando tantas outras dignas de respeito.

Nesta manhã fria de dia de Natal,
há crianças alegres com muitos presentes
e tantas outras tristes, descontentes…

Meu Velho Pai Natal, olha as criancinhas…
Até tu, esqueceste as mais pobrezinhas?
Ninguém se lembra delas coitadinhas…

Há tanta criança, que eu nem posso crer,
tão torturada, de fome a morrer!

Meu Velho Pai Natal, és tu o culpado
por este mundo desumanizado?!
                             «»
                                 Zélia Chamusca

                                     Natal de 2016

domingo, 18 de dezembro de 2016

Mensagem de Natal de 2016

NATAL - O NASCIMENTO DE JESUS CRISTO
 Por  Zélia Chamusca



O Natal é uma festa religiosa cristã que celebra o nascimento de Jesus Cristo.
Não sabemos exatamente o dia em que Jesus Cristo nasceu, mas os cristãos católicos celebram o Natal a 25 de Dezembro, os cristãos ortodoxos a 7 de Janeiro e os cristãos arménios a 6 de Janeiro, sendo também comemorado por muitos não cristãos.
A celebração do Natal é das maiores e mais importantes festividades não só pela religiosidade mas sobretudo pela atividade comercial, que consiste na compra de presentes para os familiares e amigos e para nós mesmo, o que faz desta festa um acontecimento significativo devido ao crescimento do setor económico.
O termo natal tem origem na palavra latina “nativitas” que significa nascimento. A celebração do Natal é, como atrás referido, a festa do nascimento de Jesus, porém, o dia natalício também é aplicado ao dia do nosso aniversário.
Nós também costumamos festejar o nosso dia natalício com os nossos familiares e amigos.
Festejamo-lo por ter-nos sido dado o dom da vida que amamos.
A festa decorre, normalmente, à mesa, com ementa especial a nosso gosto e dos convivas, não esquecendo o tradicional bolo de aniversário em que se acendem velas, se canta a canção “Parabéns a você” e se batem palmas, sendo depois as referidas velas apagadas pelo aniversariante que sopra sobre elas de uma só vez, ao mesmo tempo que faz um pedido a Deus, normalmente pede mais um ano de vida, (na origem deste ritual o pedido aos deuses era feito em segredo) seguindo-se, então, o degustar deste delicioso bolo acompanhado de espumante.
Existem várias teorias sobre a origem e costumes deste ritual das velas acesas mas, refiro a que  me parece mais consentânea com a nossa cultura: a teoria da origem na antiga Grécia em que  se acreditava que o fumo das velas levaria aos deuses o pedido por mais um ano de vida.
No final deste ritual o aniversariante é  presenteado pelos convivas com lembranças selecionadas a preceito e específicas de acordo com o gosto daquele a quem se destinam.
No Natal, a celebração do nascimento de Jesus, o mais célebre aniversário, independentemente da celebração religiosa é, também, à mesa com pratos tradicionais como o bacalhau, o peru, as filhós, o bolo-rei e muito mais de acordo com a nossa tradição, a nossa riqueza gastronómica e as possibilidades de cada um de nós.
Distribuímos presentes uns aos outros mas, não nos lembramos do aniversariante.
Que presente nós damos a Jesus?
Neste Natal já pensámos no presente que Jesus gostaria de receber nesta sua festividade?
Vamos, então, pensando qual será o presente que Jesus gostaria de receber e que nós nos esquecemos, não obstante ele todos os anos nos vir lembrar.
Não sabemos, repito, a data exata do nascimento de Jesus mas, sabemos que tal como todas as coisas, o universo e tudo o nele existente, também Jesus, como nós humanos, foi criado por Deus e celebramos o seu aniversário natalício no dia 25 de Dezembro.
Segundo Santo Agostinho Deus é “Aquele que é”, e atribui-Lhe, frequentemente, o nome de Amor, Bem (na terminologia platónica), Infinito.
Deus é Aquele que é; as coisas são criadas. Deus é quem lhes deu o ser.
 “Eis que o céu e a terra são; e dizem-nos em altos brados que foram feitos, pois modificam-se e variam. Porque, naquilo que é sem ter sido feito, não há coisa alguma agora que antes não houvesse: que isso é modificar-se e variar. O céu e a terra clamam também que não se fizeram a si mesmos: somos porque fomos feitos; não éramos antes que fôssemos, de modo a termos podido ser por nós mesmos. Basta olhar para as coisas para ouvi-las dizer isso. Tu, Senhor, fizeste essas coisas. Porque és belo, elas são belas; porque és bom, são boas; porque tu és, elas são.
In “Confissões”
Sublinho:
Ora, se Deus é Amor e criou tudo por amor, nós somos amor, criados à Sua imagem e semelhança.
“Tu, Senhor, fizeste essas coisas. Porque és belo, elas são belas; porque és bom, são boas; porque tu és, elas são.”
Assim, se nós fomos criados por amor e somos amor porque é que o procuramos incessantemente sem o encontrarmos quando ele está em nós, na nossa essência?
Voltando um pouco atrás, já pensámos no presente que Jesus gostaria de receber nesta sua festa de Natal?
Jesus veio a este mundo com uma missão que cumpriu e deixou-nos uma Mensagem:
“Eu vos dou um mandamento novo: amai-vos uns aos outros. Assim como eu vos amei também vós deveis amar-vos uns aos outros” (Jo 13,34).
Não será este o presente que Jesus, que vem de novo lembrar-nos, gostaria de receber?
Que bom seria se nós, tal como Jesus fez cumprindo a sua missão, cumpríssemos também a nossa seguindo a Mensagem que, de novo, ele nos vem lembrar.
Que nos amemos uns aos outros não só neste Natal, mas sempre,
                                                              Zélia Chamusca
                                                         

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sábado, 17 de dezembro de 2016

Natal - Mensagem de Paz




Natal

É tempo sagrado

No ciclo eterno da renovação,

Nascimento de Jesus,

Arquétipo Primordial,

Messias Profetizado.

Natal

É criação,

Instante,

Renovação.

É mensagem de amor

No mundo cristão.


Natal

É instante paradoxal,

Tão efémero, afinal…

Pára o tempo,

E, apenas, num momento,

Cessa o tormento:

Da guerra,

Da fome,

Da miséria.


Natal

É ritual

De abundância,

De Paz,

De esperança.

É mito,

É rito,

É magia,

É alegria,

É pureza,

É beleza!...


Natal

É, apenas, momento,

Estático no tempo…

Ritual cíclico

Da função escato-cosmológica

Da renovação,

Essencialmente, ontológica,

De toda a criação.

E,

Porque instante,

No ciclo eterno da repetição,

Se torna fugaz,

Tão frustrante

Para meu coração,

Eu peço a Jesus
Poema de - Zélia Chamusca
       PARA SEMPRE A PAZ!...
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«»


domingo, 11 de dezembro de 2016

A Todos Um Presente de Natal



















Meu Querido Pai Natal,

Eu te peço um presente

Que seja bem diferente

De noutro qualquer Natal:




Na Terra a fome acabar,

Muita paz e muito amor,

Alegria em cada lar

E o perfume duma flor.



A todos  nós o Menino

Veio para nos amar,

Mesmo do mais pequenino

Ele se pôde lembrar.



Meu Querido Pai Natal,

O teu grande saco cheio

De saúde, amor e paz,

Irmamente, sem enleio,

Partilha-o, que nos apraz.



Leva as nossas criancinhas

E não esqueças, porém,

Aquelas bem pobrezinhas,

Até à Gruta a Belém

Para o Menino ver,

Numas palhinhas deitado

Acabado de nascer

Pelos Magos adorado.



Levadas com teu carinho

Conduzidas com amor

E unidas pelo caminho

Prepara-as para o labor

Enquanto missão de ser,

P’ra num mundo diferente

Poder viver, ser e ter,

Numa Terra Universal

Em que toda a sua gente

Seja unida e fraternal.

               «»

                      Zélia Chamusca




lia Chamusca 
Poema de - Zélia Chamusca
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sábado, 10 de dezembro de 2016

Natal Sempre...








Desejo Santo Natal
Repleto de Paz e Amor,
Que nos liberte do mal
E elimine toda  a dor.

Que Natal para nós seja
Não só, apenas, este dia
Mas, todos os que virão
Sejam plenos de alegria 
E de amor no coração.

Isto é o que a ti te desejo,
Sinceramente, meu irmão,
Naquele que  ao mundo veio
Para nossa  redenção.

Tenhamos sempre presente
Na nossa vida, afinal,
Que todos os outros dias
São, também, Santo Natal !...
                «»
Poema de - Zélia Chamusca
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

De manhã ao acordar

                             















Oh! Lua dos sonhadores,
dos  amantes,
dos poetas e escritores!

Acordaste risonha,
sorridente e brilhante
a brincar com cada amante!

Dizem que sou poeta e escritora,
amante e sonhadora,
por isso, comigo brincas:
Apareceste disfarçada,
parecias o sol
e fiquei encantada…

Mas, foi por ti que me encantei
e me apaixonei,
porque eras tu
e não o sol,
mas, brincalhona…
Vestiste a luz do sol?...

Parecias mesmo o sol
de manhã ao acordar,
que até pensei 
que estava a sonhar,
vendo o sol a despontar,
e,  disfarçada eras tu lua,
pura, branca e nua
na beleza do azul celeste!...

Que bela imagem me deste,
que encantou o meu olhar
de manhã ao acordar,
contigo me envolvendo
na loucura da magia
de fazeres do meu dia,
um dia de plena alegria!

                 «»
                      Zélia Chamusca



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sábado, 3 de dezembro de 2016

Uma atmosfera de afetos










Tão tranquilos nós estamos
numa atmosfera de afetos,
já todos nos acalmámos,
em palavras bem discretos…

Sendo pelo afeto unidos
e nele estando apegados
nunca seremos vencidos
e por ninguém maltratados.

Porque gerando o carinho
que a nossa autoestima aumenta,
entre tudo o que avizinho
é que se acaba a tormenta!

Tormenta que já passou
com a força da razão
e da luta que travou
o povo desta nação!

Uma nação sem igual
que vive em fraternidade
fazendo de Portugal
um país de liberdade!
             «»
                     Zélia Chamusca
                     




Poema de - Zélia Chamusca
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Deixemo-los falar; só dizem tretas!

                        
Andam os demónios enfurecidos
espalhando o ódio por todos os lados.
Coitados, entonteceram perdidos,
muito mais  valera estarem calados.

Julgam que fazem tremer o mundo,
mas, coitados dos tristes, não conseguem…
Vão agonizando no ódio profundo,
lentamente, até que a Hades regressem.

Assim, a vida vai julgando as bestas
quando errando vão na vida terrena.
Deixemo-los falar; só dizem tretas!

Estrebucham e vomitam maldade,
treme o gládio e partido cai na arena
e vence entre nós a tranquilidade!
                               «»
                                  Zélia Chamusca
                                       

Poema de - Zélia Chamusca
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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Cobardia é fraqueza












Cobardia é fraqueza,
é ato impotente,
indecente,
que visa o pobre, o velho e o doente.

Cobardia é fraqueza,
é irracional, é poder do mal
na sociedade atual.

Cobardia é fraqueza
de tão forte crueldade
cujo alvo é a debilidade,
os mais pobres da sociedade!

Cobardia é fraqueza
que no mundo irradia
e se expande  dia a dia
em paradoxal ironia.

Cobardia é fraqueza
cega e muda
que se transmuda.

Cobardia é fraqueza
metamorfoseada em cordeiro
subjugando o mundo inteiro
pelo poder do dinheiro!
              «»
                      Zélia Chamusca


Poema de - Zélia Chamusca
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domingo, 27 de novembro de 2016

A Luz Perdida Jamais Encontrada



Quantas vezes já morri de saudade
na escuridão da luz celeste ausente…
Não nasceu o sol e não há claridade
na ausência da cor já nunca presente…

Nos dias amortalhados que a alma sente,
não renasce a luz por breves momentos,
morrendo também comigo a luz, ciente
dum coração estilhaçado em fragmentos.

Da luz perdida jamais encontrada
já nada mais resta senão a lembrança
da glória que foi, agora, já passada…

Passa breve a vida, tão efémera é.
Mas, não devemos perder a esperança;
p’rá  morte vencer é preciso fé!
                             «»



Poema de -    Zélia Chamusca

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sábado, 19 de novembro de 2016

Há quem chore a rir e quem ria a chorar


 
 

 
Há quem chore a rir

p’ra desabafar

mas, o meu sentir

é rir a chorar.

 

Há quem nunca chore,

há quem nunca ria,

há quem nunca core

nem tenha alegria.

 

Tal a diferença,

num simples olhar,

sem ter parecença,

em tudo invulgar.

 

Somos diferentes,

somos singulares,

somos simples entes,

somos parcelares.

 

Parcela divina

dum Supremo Ser

que a todos ensina

como dever ser,

 

em plena harmonia

na diversidade,

numa sintonia

de amor à Verdade.

           «»

  Poema de -  Zélia Chamusca

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sábado, 12 de novembro de 2016

Grasnam as gaivotas assustadas



 

Enormes bandos de gaivotas assustadas

na imensidão da praia já deserta de gente,

umas, sobre as areias pelas ondas levadas,

outras, sobrevoando o mar bravo e pungente.

 

Grasnam, grasnam pelos ares amotinadas,

parecendo querer abrigar-se nas nuvens,

em bandos fugindo das águas geladas,

não sei para onde, talvez para outras paragens.

 

O seu grasnar lembra-me o choro de uma criança,

porém, dilacerante tão assustador…

É a chegada do cinzento inverno que avança

fazendo-me sentir forte e pungente dor…

                                 «»

Poema de -  Zélia Chamusca
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