terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Sonho de Poeta

      



Um dia sonhei com uma comunidade
plena de amor paz e fraternidade
e convenci-me que era a realidade.

Todos comungavam de imensa alegria,
até pensei que era pura magia
porque tanto bem no mundo existia.

Porém, ao despertar, pude constatar
que dum lindo sonho estava a acordar,
pois, num mundo cruel estava a habitar.

É tanta a pobreza de enorme miséria
e o que dizem ser é, apenas, léria,
porque, triste bem triste, é situação séria.

E uma angústia enorme dominou meu ser
porque num mundo injusto estava a viver
não acreditando no que estava a ver.

Eles se enganaram e tão mal geriram
os bens que só por eles repartiram,
desapareceram e não mais se viram…

Com os bens fugiram nos cofres sumidos.
Só p'ra eles querem estes bens escondidos.
Vivem enganados e tão iludidos…

De tudo despojados eles partirão,
sozinhos sem nada, nada levarão,
pois, até o corpo aos vermes deixarão.

É tanta a ambição que eles ver não querem,
que o pobre expoliam e tanto eles ferem,
injustos não pensam no mal que eles gerem…

Mas, chegará o dia de grande alegria
em que o sonho não será fantasia
e o mundo viverá em democracia

e firmar-se-á p’ra sempre a liberdade,
a igualdade e a fraternidade
e em paz viverá toda a humanidade!

E nesta fantasia, sonho de poeta,
a vós me dirijo deixando o alerta:
Unidos venceremos! Povo desperta!
                         «»

                                         Zélia Chamusca

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