quinta-feira, 25 de junho de 2015

Quem me dera voar para ao céu subir!

 



Voar como um pássaro livre eu queria
p’ra subir ao céu infinito sem fim
e senti-lo  num clima de estesia,
ao som dos anjos num toque de clarim!

Quem dera ser pássaro e não sentir
a dor forte que corrói dentro de mim
e, apenas, doce chilrear poder ouvir
entre pétalas de flores carmesim!

Quem dera encontrar a felicidade
e no encanto do amor poder viver;
o que não encontro nesta sociedade…

Quem dera poder voar e não sentir
os erros humanos que me fazem sofrer…
Quem me dera voar para ao céu subir!
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                                           Zélia Chamusca


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quarta-feira, 17 de junho de 2015

A Selva do Mundo









No mundo existe uma selva
De viventes tão traidores
Que disputam entre si a erva,
Ferozes devoradores!

A erva da manjedoura
Rapinam com frenesi,
Erva fresca da lavoura
Que o pobre semeou p’ra si.

No mundo é o animal bravio,
Que é o mais feroz que, aqui, existe,
Que para saciar o cio
No ataque ao fraco persiste!

A boa “praxis” desconhece
Este predador voraz
Que só a rapina conhece
Na forma que mais lhe apraz.

Consegue ter mesa farta
A rapinar o mais fraco
De barriga  bem cheia, lauta
E p’ros  outros é tão parco…

Entre rivais se disputa
E a arte da rapina é a luta,
Não descansa na labuta,
Seu espaço é a arena poluta!


Dele tão negra aura emana,
Com que age ardilosamente,
Tornando-o entre a raça humana
O mais feroz ser vivente!
                 «»

                                Zélia Chamusca




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sábado, 13 de junho de 2015

O Vazio da Palavra Amar






Triste dia de inverno
Em pleno verão,
Triste como o inferno
Tudo é negridão.

Tão negro, tão opaco,
Sem força e sem ânimo
E o espírito fraco
Com grande desânimo

P’las mentes malévolas
Cheias de indignidade,
De negras auréolas
Nesta sociedade!

É preciso força
Para derrubar
Tudo o que distorça
A palavra amar!

Esta é uma palavra
Que só tem sentido
Quando o peito a lavra;
Tudo é permitido!

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Poema de - Zélia Chamusca
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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Depressa levanto o véu da tristeza



Sempre que me lembro
Do que nunca esqueço
Porque me relembro,
Até desfaleço

Quando ao despertar
De meus olhos brotam
Salpicos do mar
Que as lágrimas soltam.

Depressa levanto
O véu da tristeza
E todo o meu pranto
Se torna beleza!…

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               Zélia Chamusca



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