sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A Euforia do Natal





Anda alienado este mundo
num desencontro profundo.
Não há crise, não há guerra;
está o Paraíso na Terra!

Andam drogadas as gentes
em euforias permanentes.
Estão todos a sonhar
num outro mundo habitar…

Quando o Natal é euforia
que só por mera ironia
entra em nossos corações,
p’ra quê comemorações?
                «»

                  Zélia Chamusca



Fonte de imagem - Google

4 comentários:

  1. Que a mera euforia possa se transmigrar para coisas verdadeiras, como a poesia que se destila nos guetos escuros, aos esfomeados de verdade! abraços

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ives,

      O que escrevi, de poesia nada tem a não ser a forma, neste caso uma redondilha maior. Apenas pretendi alertar, fazer pensar. É um convite à reflexão para quem o pretender.

      O seu comentário está em consonância com o meu pensamento porque me fez refletir.

      Que as mentes humanas consigam iluminar os guetos escuros da humanidade para que não mais haja fome nem de pão nem de fraternidade.

      Muito grata pela sua presença e meu abraço fraterno,

      ZCH

      Eliminar

  2. Existe um a euforia, um entusiasmo pagão, à margem da verdadeira mensagem.Mas o mundo melhor não se conseguirá com pessimismo, nem a chorar o leite derramado. É preciso entusiasmo e confiança no futuro que todos temos que construir. Quem puder pegar em picaretas para tal construção deve entrar em acção e quem o não puder fazer deve dar apoio moral e incentivo aos que o possam fazer. E disso dá bom exemplo a autora do Livro UM MUNDO MELHOR.
    Todos unidos, cada um com as suas artes, teremos a força necessária para fazermos as mudanças indispensáveis. Olhando o movimento periódico da Natureza, que nos deve servir de exemplo, em breve, as searas precisam de ser mondadas para excluir as ervas daninhas e deixar que aquilo que é bom possa desenvolver-se e frutificar, para que a colheita possa ser compensadora e alimentar as pessoas que não devem deixar-se morrer de fome e de carências várias.
    A sociedade também precisa de monda e de criar condições que incentivem à renovação, à melhoria da qualidade de vida daqueles que a não possuem com a devida dignidade. Mas fico por aqui, porque não sou poeta como a pensadora e poetisa Zélia Chamusca.
    A João Soares

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A João Soares,

      Eu não me sinto poeta, nem poetisa e também, sinceramente, não o pretendo ser.
      Apenas, pretendo neste momento alertar para a Mensagem do Verdadeiro Natal.
      Talvez A João Soares seja tão poeta como eu pois basta este comentário para que se veja o precioso contributo que nos deixa no sentido de nos lembrar que todos unidos poderemos, cada um com a arma que tem, lutar por um mundo melhor, mais justo, de fraternidade e de paz.
      Muito grata por seu comentário e meu abraço fraterno,
      ZCH

      Eliminar